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Palocci diz em acordo de delação que PT teria roubado R$330 milhões

Palocci diz em acordo de delação que PT teria roubado R$330 milhões


Em acordo de delação premiada, o antigo Ministro da Fazenda, Antonio Palocci, deu depoimento envolveu 12 políticos, sendo eles ex-ministros de estados, ex-parlamentares e parlamentares em exercício, além de 16 empresas que teriam feito transações criminosas em valor acima a 330 milhões de reais.

palocci
Photo/Eraldo Peres
Lula e Antonio Palocci

Informações de Palocci coletadas em delação premiada

A notícia foi divulgada pela Revista Veja, que colheu informações através do blog Radar, que teve acesso a um documento de oito páginas do Supremo Tribunal Federal. De acordo com Palocci, entre os anos 2002 e 2014, o ex-ministro relatou o recebimento de 330 milhões de reais em propinas pagas ao Partido dos Trabalhadores e políticos ligados ao PT.

O ex-ministro está preso em regime aberto por corrupção e lavagem de dinheiro, tendo pego pena de 9 anos e 10 dias. Os investigadores da Polícia Federal ainda estão realizando diligências para confirmar os relatos do petista. É por causa disso que, apesar de algumas evidências já terem sido liberadas, continuam com o conteúdo fechado.

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Palocci diz que PT conseguiu R$330 milhões de forma ilegal

As informações dadas por Palocci dizem que ao menos R$ 270,5 milhões teriam sido destinados para as campanhas eleitorais petistas, sendo cada benefício dado por um empresa específica. Boa parte dessas negociações era realizada por Palocci junto ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari, sendo a maior parte utilizado para candidatura de Lula e Dilma.

Palocci também confirmou o escândalo ocorrido em 2017, quando a Veja revelou que Lula foi eleito através de propina milionária recebida do ditador Muamar Kadafi, líder líbio morto em 2011, que teria dado em torno de 3,5 milhões de reais para a sua campanha.

Além disso, o ex-ministro da Fazenda comentou sobre como o PT derrubou a operação castelo de areia que rendeu 50 milhões de reais em propinas pagas pela construtora Camargo Corrêa, uma das empresas delatadas, na forma de doação eleitoral para Dilma Rousseff em 2010 e políticos petistas, como Gleisi Hoffmann, atual presidente nacional do PT.

Outras empresas comprometidas seriam a Qualicorp, que teria pago por benefícios concedidos pelo governo, e a Odebretch, que teria dado 50 milhões de reais ao PT em troca de vantagens no Programa de Desenvolvimento de Submarino. Palocci ainda afirmou outras doações milionárias, mencionando os políticos Fernando Pimentel, Tião Viana e Lindbergh Farias

Parte da propina também teria sido destinada a empresa do filho do ex-presidente Lula, Luis Cláudio. Lula está preso desde abril no ano passado devido ao caso do Triplex. A empresa do filho de Lula negou ter pago por benefícios e disse que não comentaria as acusações.

Nota do PT sobre a delação de Palocci

O Partido dos Trabalhadores postou uma nota de esclarecimento em seu site, afirmando que nenhuma informação conseguida através do ex-Ministro petista, Antonio Palocci, teria valor jurídico:

Nada que Antonio Palocci diga sobre o PT e seus dirigentes tem qualquer resquício de credibilidade desde que ele negociou com a Polícia Federal, no âmbito da Lava Jato, um pacote de mentiras para escapar da cadeia e usufruir de dezenas de milhões em valores que haviam sido bloqueados.

Sua delação à PF foi desmoralizada até pela Força Tarefa de Curitiba, que já havia rejeitado cinco versões diferentes das mentiras de Palocci: “Fala até daquilo que ele acha que pode ser que talvez seja”, diz o procurador Antônio Carlos Welter nas mensagens reveladas pelo The Intercept Brasil;.

As mesmas mensagens mostram que o então juiz Sergio Moro também desqualificava alegações de Palocci “difíceis de provar”

Nota do PT sobre a delação de Palocci
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