'Os Irmãos Willoughby': Uma crítica às cores e à acidez da Netflix
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‘Os Irmãos Willoughby’: Uma crítica às cores e à acidez da Netflix

‘Os Irmãos Willoughby’: Uma crítica às cores e à acidez da Netflix

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Os Irmãos Willoughby é a nova aposta da plataforma para uma animação diferente e animadora

Além de uma excelente produtora de séries, a Netflix se mostra, nos últimos tempos, uma ótima produtora de animações. Quebrando paradigmas criados pela grande indústria, como a Disney e a Pixar, a gigante do streaming traz para suas animações uma nova cara para os produtos infantis. 

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Os quatro irmãos e seu gato de estimação. | Foto: Reprodução Netflix.

Conhecida por animações como Klaus e Caninos Brancos, cujo enredos são sempre muito bem avaliados, a nova animação produzida pela plataforma segue esse histórico.

Os Irmãos Willoughby

Os Irmãos Willoughby possuem uma história divertida, com um bom princípio de enredo, carregado de um humor ácido, que se mantém estável durante o longa, e que, em nenhum momento, ultrapassa o aspecto de desenho infantil. 

A trama conta a história de quatro irmãos que, ao longo da vida, foram menosprezados e, de certa maneira, abandonados por seus pais. Por tais razões, decidem se tornar órfãos para, assim, poderem contemplar uma vida livre e sem regras.

Para isso, os quatro pensam em um plano mirabolante, que conta com férias em diversos lugares perigosos pelo mundo. Com a ausência dos pais, eles se veem aos cuidados de uma babá que, ao longo da trama, se mostra uma figura carinhosa e quase materna para os irmãos.

Com a união de uma produção 3D e stop motion, a animação tem uma aparência colorida e divertida, que mostra seu real objetivo: entreter as crianças pelos aspectos da imagem, deixando a acidez para os mais velhos. 

A história se desenvolve muito bem com o cenário criado, dando sempre um ar lúdico aos eventos desafortunados que ocorrem com os quatro irmãos. Porém, a animação mantém um ritmo muito rápido, o que não permite o aprofundamento real nos eventos da história e nem mesmo na construção das personagens principais. Ao final do filme, você conhece e compreende as razões das personagens, tanto quanto compreendia nos primeiros segundos da animação. 

Enquanto o ritmo não ajuda nas construções da história, o humor empregado pelas dublagens das personagens, feitas por Will Forte, Maya Rudolph, Martin Short, Jane Krakowski, Terry Crews e Ricky Gervais, é o que nos mantêm interessados na história, além, é claro, das desventuras vividas pelas protagonistas. A dublagem em português mantém igualmente o tom bem-humorado que foi empregado pela dublagem original.

Os Irmão Willoughby está repleto de personagens engraçados e esteticamente atrativos, que nos prendem até os últimos segundos de filme. Com certeza, mesmo com um enredo acelerado e vago, a nova animação da Netflix é um prato cheio de entretenimento e diversão.

O filme possui um roteiro escrito por Kris Pearn, Lois Lowry, Mark Stanleigh, Priscilla Parizeau e é dirigida por Kris Pearn. A animação tem uma hora e meia de duração e já está disponível na plataforma.

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Por Luiza Nascimento Lopes – Fala! PUC

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