Opinião: O que a troca de ministros representa para o governo Bolsonaro?
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Opinião: O que a troca de ministros representa para o governo Bolsonaro?

Opinião: O que a troca de ministros representa para o governo Bolsonaro?

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O governo que é elogiado apenas por fanáticos vem apresentando diversas falhas e incertezas do amanhã

Elogiado ou criticado, por diversas vezes mais criticado, o presidente da República Jair Messias Bolsonaro está na “boca do povo”. Antes mesmo de ser democraticamente eleito, em 2018, já percorria…ele seria o salvador da pátria para alguns e o futuro destruidor do Brasil para outros.

Desde então, quando começou seu mandato, Bolsonaro apresentou por diversas vezes descontrole, despreparo e o tom ameaçador de “quem manda sou eu”, além, claro, do desrespeito com profissionais ao mandar jornalistas “calarem a boca“.

Ao mesmo tempo em que recebe críticas por suas atitudes não compatíveis ao bem da sociedade como um todo, também é elogiado por muitos que dizem não se arrependerem de seus votos. Além das polêmicas de seu governo todos os dias, algo mais rendeu, algo que impacta (e muito) e que dá a nós, eleitores, uma visão mais ampla do que é o governo de direita, o quanto que isso pode impactar no decorrer de nossas vidas nos próximos anos. A troca, que não é mais novidade, de ministros dentro do governo Jair Bolsonaro.

ministros exonerados no governo bolsonaro
Sergio Moro, Regina Duarte e Luiz Henrique Mandetta. | Foto: Reprodução.

Na quinta-feira, 16 de abril, Luiz Henrique Mandetta é exonerado de seu cargo como gerente do SUS, em meio à pandemia. Durante sua gerência, diversas vezes ele contrariou a postura do presidente, além de apresentar soluções à população para se proteger da melhor forma possível do novo coronavírus.

Mandetta, em uma entrevista ao programa Fantástico da Rede Globo, disse: “As pessoas não sabem se escutam o ministro ou o presidente”, isso logo após sua exoneração. Mandetta chegou a ter 76% de aprovação como ministro. Internautas já supõem que o ex-ministro se candidatará à presidência de 2022. Nelson Teich fica em seu lugar como o novo ministro da Saúde.

No dia 24 de abril, Sergio Moro deixa o ministério da Justiça, com fortes acusações contra o presidente da república. Isso aconteceu após a demissão, que segundo ele foi uma interferência de Jair Bolsonaro, do agora ex-diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. As acusações de Moro são que Bolsonaro estaria interferindo, o que seria um crime, em investigações da PF. Principalmente em casos ligados aos filhos dele.

Em suas declarações ele afirma:

O presidente queria alguém que ele pudesse ligar, colher informações, relatório de inteligência. Seja o diretor, seja o superintendente. E, realmente, não é o papel da Polícia Federal se prestar a esse tipo de função.

Sergio Moro

Com isso, Sergio Moro ainda diz ter provas que seriam conversas trocadas com o presidente. Ainda no começo de maio, ele apresentou as provas em sua interrogação. Além de, pouco antes, enviá-las para o Jornal Nacional que, por sua vez, expôs as conversas.

Além disso, rumores que teríamos a saída da secretária da Cultura, Regina Duarte, estavam fortes durante o começo desse mês, ela chegou a dizer que achava que a queriam fora da Secretaria. Logo, ela desmente e diz que continua.

bolsonaro dorme na câmara
Bolsonaro dorme em sessão da Câmara. | Foto: Reprodução.

Diversas vezes Jair Bolsonaro deixa claro que aquele que não estará ao seu lado, estará contra ele. A troca frequente de ministros e seus desentendimentos, claramente, mostra um governo desiquilibrado e desorganizado, além do desrespeito e falta de informações do próprio presidente para com o país.

Com a saída de Sergio Moro, vemos que Bolsonaro pretende ter ao seu lado aqueles que lhe convém, fazendo de seu mandato como se ele fosse o único correto, desrespeitando a democracia. Essas trocas nos mostram quem está nos governando e o que podemos esperar daqui pra frente, o que também nos faz refletir mais conscientemente em usar nosso maior poder, o voto.

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Por Bianca Rocha – Fala! FMU

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