Opinião: Como o microempreendedorismo impacta a economia brasileira?
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Opinião: Como o microempreendedorismo impacta a economia brasileira?

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O microempreendedorismo afeta todas as áreas, principalmente a economia

Não é segredo que o aumento do número de Microempreendedores Individual (MEI), nos últimos anos, é decorrente, sobretudo, da crise econômica e política pela qual o Brasil vem passando. O que ainda não está claro é como vai ficar o cenário econômico e político do País nos próximos anos. A instabilidade ainda é grande. E, com a pandemia de Covid-19, o cenário se tornou um pouco mais escuro do que estava.

A figura do MEI é fundamental e essencial ao País. Mas, não basta apenas conceder incentivos e créditos financeiros se estes não vierem acompanhados das famosas reformas, entre elas: trabalhista, tributária, previdenciária. Mas, não é este o nosso foco. E, sim, é discutir sobre como o MEI impacta nas relações com a sociedade e, principalmente, com a economia brasileira.

microempreendedorismo
O microempreendedorismo impacta diretamente a economia. | Foto: Reprodução.

Microempreendedorismo e economia

Analisando os dados recentes, percebe-se que o aumento do número de MEIs é ligado diretamente a dois fatores. O primeiro é o desemprego, que leva os trabalhadores a buscar novas fontes de renda no mercado informal. E o segundo é o aumento de educadores financeiros e de negócios que surgiram na principal fonte de entretenimento: a internet, mais precisamente o YouTube. Neste último ponto, pode haver certa discordância de dados, mas fato é que o consumo dessa rede só tem aumentado.

Quando analisamos o mercado informal brasileiro, estamos analisando todo o conjunto de trabalhadores desempregados e que não conseguem adentrar no mercado de trabalho, seja por motivos pessoais, idade, escolaridade e outros. Em busca de reduzir desigualdades e favorecer o ingresso dos mesmos no mercado formal, o Governo Federal criou a figura do MEI e, desde então, tem sido um sucesso. Muitos trabalhadores – obrigados por força de legislação ou não – viram nesta figura um escape e uma oportunidade de melhoria e garantia de certos benefícios que não teriam caso se mantivessem na informalidade.

O segundo ponto é que o surgimento dos youtubers trouxe consigo não apenas mais uma forma de entretenimento rápido, barato e seletivo, mas uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional. Em muitos canais de educação financeira, fala-se sobre a figura do MEI como alternativa. Isso é bom para o País e para o cidadão.

Segundo a GEM – ao comparar dados de 2019 em relação a 2018 – o número de empreendedores no Brasil vem crescendo e as “explicações para tal crescimento podem ser buscadas no momento social e econômico do país, no qual se observa, por um lado, a retomada da economia e do otimismo no meio empresarial e financeiro e, por outro, a tímida redução nas taxas de desemprego, mantendo ainda muitas incertezas sobre as opções de ocupação e de obtenção de renda para a população.”.

2020 foi o ano da crise mundial, o ano da pandemia Covid-19. E a crise foi bastante violenta. Não preciso mencionar os dados, pois são bastante recentes e estão disponíveis em qualquer noticiário que você decidir assistir. Constatou-se, porém, aumento de 6% do número de empresas criadas em 2020 em relação a 2019. Ou seja, o empreendedorismo está em alta! Em toda crise, duas palavras que se sobressaem são: crise e crie. Eu não sei quem teve a ideia do comercial apresentado na Rede Globo, mas foi fantástico. Na crise, ou você cria ou você fica em crise. A escolha está, literalmente, em suas mãos. 

Impactos da crise

Os principais impactos da crise são: 

  • Medo e desespero;
  • Desemprego e insegurança econômica;
  • Traumas sociais e psicológicos (individuais);
  • Instabilidade política e social;
  • Inovação empurrada (“ou vai, ou racha”).

Empreendedorismo

O empreendedor se faz em momentos de crises. Quando tudo está bem, as pessoas não buscam empreender. Mas, quando a crise surge, muitos são forçados a empreender. Quantos profissionais não precisaram mudar de áreas neste período? Quantos negócios novos não surgiram em decorrência da crise econômica? Os impactos destes negócios no cenário brasileiro ainda carecem de maiores estudos a longo prazo. 

Um amigo, formado em Engenharia, foi demitido. Não conseguiu emprego na área. O que ele fez? Mudou de área, empreendeu e hoje vive da fabricação e venda de bolos artesanais. Meu primo, também formado em Engenharia, hoje é representante de produtos para barba, cabelo e bigode. Minha tia, economista, abriu uma pequena escola de inglês. Na crise, existem duas opções: chorar ou vender o lenço. De que lado você está?

O que todo empresário, CEO, representante de negócios quer saber é: como enfrentar a crise e vencê-la? Empresas vivem de resultados, e resultados rápidos. Pessoas também. Infelizmente, não existem fórmulas prontas e nem mágicas para toda e qualquer situação. Quão bom seria se eu pudesse chegar e te dizer o que exatamente você deve fazer. Mas não é possível. 

Cada empresa precisa descobrir como superar os obstáculos. Porém, existem alguns caminhos comuns e que podem ser adotados, são eles: 

  • E-commerce;
  • Delivery e Drive-Thru;
  • Presença digital;
  • Regimes diferenciados de contratação (PJ ao invés de PF, por exemplo);
  • Mudar a forma de entrega dos produtos (do físico para o digital).

Os caminhos para o sucesso passam por dois pilares: criação e inovação. É um processo que envolve transpiração, pensamento estratégico, mudança de mentalidade e revisão de processos e procedimentos.

Vamos começar? Se você quer superar a pandemia, precisa seguir os passos abaixo. Depois, reflita sobre seu negócio e escolha que caminho você irá seguir. 

  1. Entenda como a crise afeta o seu negócio;
  2. Peça ajuda de seu time para encontrar as ideias e soluções possíveis;
  3. Faça uma revisão orçamentária e dos seus recursos;
  4. Invista em recursos midiáticos e aposte no comércio on-line;
  5. Analise a estratégia dos seus concorrentes.

Agora é com você! Arregace as mangas e siga adiante. Quais as soluções práticas que você pode adotar em seu negócio? 

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Por Paulo Augusto – Fala! Universidade Federal do Amazonas

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