O vai e vem do futebol na pandemia: incertezas e redução nos gastos
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O vai e vem do futebol na pandemia: incertezas e redução nos gastos

O vai e vem do futebol na pandemia: incertezas e redução nos gastos

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Muitos setores vêm sofrendo com a paralisação durante a pandemia do novo coronavírus, inclusive o do futebol. De início propuseram apenas jogos com portões fechados, mas agora todas as partidas estão suspensas e a volta está sendo cada vez mais prorrogada.

Ainda que haja diversas especulações de compra e venda de jogadores, o mercado de transferências também vem sendo afetado nessa circunstância, não sabendo ao certo quando ocorrerá e se gerará lucros perto daqueles gerados em tempos normais.

futebol coronavírus
O mercado de transferências dos jogadores de futebol também vem sendo afetado pelo coronavírus. | Foto: Reprodução.

A janela de transferências europeia de verão ainda tem um pouco mais de dois meses para se abrir, contudo, as equipes já estão de olho em jogadores que possuem contratos a finalizar e, conforme o tempo passa, aumentam-se as especulações. Mas, segundo a FIFA, a instituição está disposta a prorrogar essa abertura, já que o calendário está disposto a alterações constantes. Desse modo, os clubes não teriam tanto prejuízo.

Outra atitude tomada pela entidade foi a proposta de que os times estendam até o final da atual temporada os contratos que terminam no primeiro semestre, medida que serve para proteção do trabalho dos atletas. O mesmo poderia  ser feito com vínculos que se iniciam na nova edição. 

Nesse contexto, os clubes estão vivenciando quedas em sua renda e, para evitar maior perda em seus orçamentos, eles têm tomado algumas providências.

No Brasil, até o momento, equipes como Palmeiras, Atlético Mineiro e Corinthians já anunciaram o corte salarial. Outras como Fluminense, São Paulo, Botafogo, Flamengo, Ceará e os outros três mencionados anteriormente concederam férias coletivas, algumas delas até já encerradas. Para reduzir os gastos, o Flamengo optou por demitir alguns funcionários das categorias de base e do profissional e, posteriormente, fez um acordo com os jogadores e decidiu reduzir em 25% os salários.

Visando a saúde financeira das equipes, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) emitiu um relatório informando que, durante a parada, a instituição vai repassar aos clubes das séries C e D a ajuda de R$19 milhões para que estes possam arcar com as despesas e salários dos atletas com menor prejuízo. Esse auxílio também será dado às equipes femininas que disputam as séries A1 e A2 do Campeonato Brasileiro. Segundo o comunicado, 140 times serão beneficiados com esse pagamento que teve início no dia 07/04.

Na Inglaterra, a própria liga de futebol – Premier League (ING) – sugeriu a redução nos salários dos jogadores, medida que foi acatada pelos times West Ham, Southampton e Arsenal. Tottenham, Bournemouth, Newcastle e Norwich apenas aceitaram a redução para funcionários, excluindo jogadores e comissão técnica.

Na Espanha, o Barcelona e Atlético de Madrid divulgaram a realização do corte. A redução também ocorre na Alemanha com Bayern de Munique, Borussia Dortmund, Schalke 04, Werder Bremen e Borussia Mönchengladbach. 

Sabendo do prejuízo que o tempo longe dos gramados pode causar, a maioria das equipes no mundo vêm tomando muito cuidado com seu orçamento e fica distante de contratações muito caras, embora haja inúmeras especulações.

O mercado não deve ficar parado, mas sua movimentação tende a ser mais sutil. Como efeito da crise, os clubes devem passar por uma reeducação financeira e não devem modificar tanto os respectivos planteis. 

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Por Victória Romanelli Amorim – Fala! Cásper

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