NCAA March Madness: o torneio universitário mais insano dos EUA
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NCAA March Madness: o torneio universitário mais insano dos EUA

NCAA March Madness: o torneio universitário mais insano dos EUA

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Na próxima quinta-feira (18), 4 jogos do NCAA March Madness já irão aquecer o campeonato de basquete tão aguardado pelos fãs do esporte

Pra quem é fã de basquete, ou até pra quem não é muito ligado ao esporte, conhece ou já assistiu alguma partida da NBA, a principal competição do mundo e que é disputada nos Estados Unidos há mais de 70 anos. Com partidas transmitidas ao redor do planeta, produtos vendidos por toda parte (incluindo 9 lojas físicas no Brasil) e estrelas internacionais como LeBron James, Stephen Curry e Kevin Durant, a NBA é uma marca já estabelecida e muito reconhecida por milhões de pessoas. Porém, pouca gente sabe ou acompanha o torneio que é o início da carreira da maioria dos melhores jogadores do mundo: a temporada do basquete universitário masculino e, principalmente, o March Madness.

March Madness
Jogadores e comissão técnica do Virginia Cavaliers comemorando o título do March Madness em 2019. | Foto: Robert Deutsch-USA TODAY Sports.

Como funciona a temporada universitária NCAA March Madness

Com a primeira edição realizada em 1939, o esporte da bola laranja, assim como mais de 20 modalidades, tem o seu ano universitário organizado pela NCAA (National Collegiate Athletic Association), a entidade responsável por gerenciar campeonatos por todo os Estados Unidos. No basquete, ela possui 3 divisões, sendo necessário para disputar a primeira possuir um programa esportivo com, no mínimo, 14 esportes (tanto no masculino quanto no feminino). As equipes são distribuídas em 32 conferências, de 9 a 15 times em cada. As melhores são a ACC, Big Ten, Big 12, Pac-12, Big East e a SEC, onde estão situadas as faculdades mais bem-sucedidas na história.

A temporada tem o seu início geralmente no mês de novembro. Em um primeiro momento, até o mês de dezembro, cada universidade pode marcar as suas próprias partidas, como se fossem amistosos. Mas se engana quem pensa que esse jogos não possuem valor. Todos esses confrontos tem um peso importante para a NCAA decidir quais equipes merecem vagas no March Madness por índice técnico, algo que vai ser explicado mais para frente. Esse período inicial é marcado por algumas competições realizadas em lugares alternativos, como no Havaí ou em Nassau, nas Bahamas.

basquete
O “Maui Invitational Tournament”, torneio amistoso realizado no Havaí na temporada passada, antes da pandemia da Covid-19. | Foto: Darryl Oumi/Getty Images,

A segunda parte é a temporada regular de cada conferência, onde todas as universidades enfrentam suas concorrentes, totalizado um total de 14 a 17 rodadas. Após essa disputa, acontece o mata-mata em cada uma delas, com os 32 campeões se classificando para o March Madness, grande torneio nacional que é tema deste texto. A competição conta com 68 times, ou seja, outras 36 faculdades são convidadas pela NCAA. Esses convites são distribuídos seguindo um índice técnico que é definido por um comitê especializado. Além de levar em consideração o desempenho das equipes, eles também analisam a força dos adversários que elas enfrentaram, o que ocasiona na grande maioria dos convidados sendo pertencentes das principais conferências do país.

Depois disso, todos os participantes são classificados em “seeds” do 1 ao 16, valorizando aquelas universidades que foram as melhores ao longo da temporada. Os duelos são disputados em partidas únicas, com sedes já pré-definidas. O March Madness (Loucuras de Março, em português) tem esse nome por conta dos confrontos equilibrados e do frenético número de jogos, já que muitas batalhas são decididas em apenas 4 dias de competição. O torneio foi ganhando fama ao passar dos anos e atraiu muito público, o que fez com que a final, atualmente, seja jogada em uma quadra montada no meio de um grande estádio (a decisão em 2019 foi vista por mais de 72.000 pessoas no U.S. Bank Stadium, em Minneapolis).

Os destaques nacionais

NCAA March Madness
O pivô Luka Garza, de Iowa, o técnico Juwan Howard, de Michigan, e o armador Cade Cunningham, de Oklahoma State: alguns dos destaques da temporada do basquete universitário e que estarão presentes no NCAA March Madness. | Foto: Brian Ray (Hawkeyesports.com), USA Today Sports e Real GM.

Em meio a 351 universidades apenas na primeira divisão da NCAA, alguns atletas, equipes e treinadores obtiveram mais destaque ao longo da temporada. Os únicos prêmios que já foram distribuídos até aqui foram os pertencentes ao tradicional jornal Sporting News. Como melhor jogador, o vencedor foi o pivô Luka Garza, jogador do Iowa Hawkeyes. O atleta de 22 anos está no seu último ano no basquete universitário e chega neste March Madness com o objetivo de conquistar o primeiro título da história da sua faculdade (ou pelo menos chegar à final, o que não ocorre desde 1956). Ele possui uma grande força física, é muito habilidoso com a bola nas mãos e tem uma grande versatilidade no ataque, marcando pontos tanto próximo quanto longe da cesta (Garza terminou com 40,7% de aproveitamento nas bolas de 3 pontos). Outros jogadores para ficar de olho são os armadores Ayo Dosunmu, de Illinois, e Jared Butler, de Baylor.

O melhor treinador, segundo a Sporting News, ficou por conta de Juwan Howard, de 48 anos. O técnico é um ex-jogador da NBA (com passagens por equipes como Houston Rockets, Dallas Mavericks e Miami Heat) que se formou pela universidade de Michigan, onde é o atual comandante. Ele está na sua segunda temporada à frente dos Wolverines e teve um ano quase perfeito. Liderou a conferência Big Ten, com 20 vitórias e apenas 4 derrotas no total (14–3 entre adversários da mesma conferência), porém foi eliminado no mata-mata para Ohio State. Mesmo assim, foi um dos convidados da NCAA para o March Madness por conta do seu excelente desempenho e promete lutar até o final em busca do bicampeonato. Outros treinadores de destaque são o veterano Mark Few, de Gonzaga, e o jovem Nate Oats, em Alabama.

Por fim, o jogador eleito calouro do ano foi o armador Cade Cunningham, jogador de Oklahoma State Cowboys. Aos 19 anos, o garoto já entrou na faculdade cercado de expectativas, após ter sido considerado por muitos o melhor jogador no high school em 2019/2020. Ele teve médias de 20.6 pontos, 6.3 rebotes e 3.6 assistências, além de 45.4% de aproveitamento em todos os arremessos. Além disso, Cade também foi eleito o melhor jogador da conferência Big 12, desbancando vários ótimos jogadores, e é cotado para ser umas principais escolhas do próximo Draft da NBA. Outros calouros que merecem ser observados são o pivô Evan Mobley, de USC, e o armador Jalen Suggs, de Gonzaga.

Atual edição

Na próxima quinta-feira (18), 8 equipes irão se enfrentar em busca de se juntar as outras 60 universidades classificadas. O chamado First Round começa às 18h10, com a partida entre Mount St. Mary’s e Texas Southern. Depois, às 19h27, Wichita State enfrenta a universidade de Drake. Mais tarde, Norfolk State duelo contra Appalachian State, às 21h40. E, por fim, Michigan State e UCLA encerram o primeiro dia às 22h57, como o melhor jogo. As fases seguintes já serão jogadas a partir do dia 19 e a grande final ainda não tem data marcada, porém, acontecerá no Lucas Oil Stadium, em Indianapolis. Para o Brasil, a transmissão do torneio será feita pela ESPN. E aí? Quem será o grande campeão do basquete universitário em 2021?


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Por Victor Fardin – Fala! PUC

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