Hipnose: ficção ou realidade?
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Hipnose: ficção ou realidade?

Hipnose: ficção ou realidade?

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“Feche os olhos, concentre-se apenas em minha voz. Tic. Relaxe o corpo, esvazie a mente. Tac. Escute os sons cada vez mais longe. Tic. Relaxe cada vez mais. Tac. Respire fundo. Quando eu tocar sua testa, você entra em hipnose“. Bruxaria? Mágica? Truque de ilusão? Não! Só mais uma sessão de hipnoterapia começando. 

A hipnose funciona como uma ferramenta de potencialização do tratamento terapêutico. | Vídeo: Reprodução.

Hipnose

É comum que a hipnose ainda provoque desconfiança em grande parte das pessoas, o desconhecido é sempre temido, mas já parou para pensar que entramos em estado hipnótico muitas vezes no nosso dia a dia? Sabe quando você assiste a um filme muito bom e parece que tudo o que está a sua volta desaparece? Conscientemente, você sabe que tudo não passa de ficção, atuação e roteiro, mas a partir do momento que a história fica muito interessante, é como se entrássemos dentro do filme, e esse é o mesmo estado de transe da hipnose. 

“A hipnose não é uma terapia, mas, sim, uma ferramenta de comunicação com o subconsciente”, diz Daniel Stein, de 32 anos, que atua como hipnoterapeuta em São Paulo desde 2017. O subconsciente é a parte mais profunda do cérebro humano, responsável por nossas emoções, sentimentos e hábitos. Sendo assim, por que não combinar diferentes técnicas terapêuticas e medicinais com uma ferramenta que acessa diretamente o profundo ‘eu’ de cada um? 

Hipnoterapia é utilizar a hipnose em conjunto com o processo terapêutico, usando de ferramentas que vêm da psicologia e das diferentes linhas terapêuticas que existem.

Conta. 

A velocidade do tratamento e o impacto de mudança na vida dos pacientes foram os pontos que mais encantaram o hipnólogo quando decidiu seguir a carreira integralmente. “Pessoas faziam anos de terapia convencional, às vezes seis, oito anos de psicanálise e não conseguiam ver mudanças, e de repente quando me deparei com a hipnoterapia vi mudanças acontecerem em uma, duas sessões… Os resultados são incríveis!”, diz Daniel.

A técnica tem raízes históricas na medicina, e sempre foi muito utilizada e estudada por médicos. Franz Anton Mesmer, médico alemão que utilizava métodos hipnóticos atuais, foi quem deu início à trajetória da hipnose moderna. Aos que ainda se arriscam em dizer que hipnose é bruxaria, pelo contrário, é ciência pura. 

O poder da mente humana

hipnose
O poder do inconsciente. | Foto: Reprodução. 

Apesar da popularização do método na mídia por meio do entretenimento, o que consequentemente provocou diversas comparações entre mágica e hipnose, mistificando a prática, é importante destacar o que se pode trabalhar com a hipnoterapia no meio da medicina física e mental. Reconhecido pelos Conselhos Federais de Medicina, Odontologia, Psicologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, o tratamento procura ressignificar os traumas mais profundos do inconsciente. 

Muitas vezes temos casos de doenças psicossomáticas, ou que não têm uma causa fisiológica, em que não se sabe a origem do problema, e a raiz pode ser emocional. Nesse caso, a hipnoterapia é constantemente indicada por médicos convencionais, já que pode encontrar o real problema psicológico que está interferindo no físico.

Conta Daniel.

O hipnoterapeuta também destaca que a prática não é capaz de curar doenças físicas, mas, sim, amenizar os sintomas provocados por estas, e é por isso que a combinação da medicina convencional com a alternativa vem desenvolvendo grandes avanços, a partir do momento que sintoniza e equilibra pontos-chave do corpo e da mente.

Você não pode tratar câncer com hipnoterapia, mas você pode utilizá-la para amenizar as dores do paciente ou até mesmo para melhorar a autoestima. Geralmente são tratadas questões psicossomáticas e transtornos psicológicos como ansiedade, depressão, crises de pânico, gagueira, medo de falar em público e fobias em geral. 

Com uma média de duas a três sessões, a hipnoterapia avançada, praticada por Daniel, potencializa em até cinco vezes o tratamento hipnoterapeuta convencional, que leva em média de dez a quinze sessões para obter os resultados esperados. 

O equilíbrio perfeito 

Atualmente, não é mais exigida a formação na área da saúde para atuar como hipnólogo no Brasil. A única medida obrigatória é a conclusão de cursos na área, e quanto a isso, o Instituto de Hipnose e Psicanálise (IHP) tem mais de oito anos de experiência. 

Ensinando hipnose clínica desde 2012, o Instituto, que tem por objetivo formar novos hipnoterapeutas brasileiros, procura ensinar os segredos para auxiliar as pessoas na busca por uma saúde mental mais equilibrada. “Nos últimos anos, a procura pelo curso tem sido cada vez maior”, conta o representante das mídias sociais do instituto. A popularização dos métodos alternativos medicinais prova o quanto a saúde do corpo e da mente devem ser cuidadas em conjunto, e o quão grande é a influência do psicológico no físico. 

O nosso maior objetivo é ensinar os segredos da mente humana para auxiliar as pessoas na busca de uma saúde mental mais equilibrada.

Declara o IHP. 

A formação de novos hipnólogos clínicos incentiva uma nova geração de profissionais que podem utilizar dos poderes da mente para desenvolver tratamentos mais rápidos e efetivos. 

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Por Gabriella Capuano – Fala! Cásper

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