Havaí: conheça as cinco curiosidades sobre a cultura local
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Havaí: conheça as cinco curiosidades sobre a cultura local

Havaí: conheça as cinco curiosidades sobre a cultura local

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O Havaí está localizado em um arquipélago no meio do Oceano Pacífico e, desde 1959, é o 50º e o último estado pertencente aos Estados Unidos. Além disso, ele é bastante conhecido por sua bela paisagem, suas praias, seus luaus, seus vulcões e seus dançarinos. Hoje, vamos trazer mais cinco curiosidades sobre a cultura havaiana.

Confira 5 curiosidades sobre a cultura do Havaí

1- Hula

A Hula é uma dança bastante famosa e muito demonstrada em filmes, séries e  desenhos animados. No entanto, para os havaianos não é somente uma dança, mas, sim, uma tradição passada de geração a geração, que representa o período histórico matriarcal. Assim, cada movimento e repertório é criado pela interpretação de textos poéticos e pelo conhecimento do canto. Com seus vários adereços e variedade rítmica o que era uma dança devocional que fazia alusão à Mãe Natureza, às ondas, às lendas da mitologia e às orações, passou a ter um caráter de performance.

Segundo a coreógrafa e bailarina Verônica Elis Cabral, há duas vertentes da Hula: a Hula Kahiko, ainda, a A’uana. A Kahiko é a mais antiga, tradicional e devocional delas e a mais moderna, e a qual estamos mais acostumados é a A’uana. Outro fato é que a mais atual pode ser dançada na língua inglesa ou na nativa. Assim, utilizam-se instrumentos como: o ukulele, baixo, bateria e guitarra.

Havaí
Cultura e dança havaiana. | Foto: Reprodução/Hula Aloha Brasil.

2- Alfabeto havaiano

Ele é chamado de ka pī ‘āpā Hawai no idioma original. Além disso, ele vem da variedade latina que foi criada no século XIX e utilizada para escrever em havaiano. Outra curiosidade é que ele é um dos menores alfabetos do mundo, pois tem apenas 12 letras, somente cinco vogais e sete consoantes.

Assim, a língua havaiana é a única em que não se conjuga tempos verbais. De acordo com a professora e coreógrafa Veronica Elis Cabral, é uma língua simples com uma complexidade infinita ou uma complexidade infinita em uma língua extremamente fácil. “Além dela não ter tempos verbais, como por exemplo, futuro ou passado, enquanto nós ocidentais estamos tendo dificuldades em nos relacionar com agora, os havaianos conjugam apenas o presente de Deus, que é o agora”.

Ela também comenta que o alfabeto é cheio de possibilidade pois também é o único em não ter gênero. “Portanto, quando vamos traduzir um texto do português para o havaiano, haverá atrito nessas duas línguas e sairá de difícil compreensão no português”, complementou a estudante de danças étnicas.

3- O domínio norte-americano sobre o Havaí

Nem sempre o Havaí pertenceu aos Estados Unidos, antigamente, os nativos tinham uma autonomia monarca. A tomada dos EUA aconteceu já em 1887, no reino de Kalakaua, mais conhecido pelo povo havaiano como o monarca feliz. Nesse ano, o rei foi forçado a aceitar a Constituição Baioneta, a qual dava mais direitos aos ricos e restringia os votos dos mais pobres. Logo depois de sua morte, a derrubada da monarquia foi iniciada em 17 de janeiro de 1893, quando o Presidente do Comitê de Segurança dirigiu-se ao Palácio e leu em voz alta a proclamação que depôs a Rainha Lili’uokalani, (a irmã de Kalakaua e sucessora), e aboliu a monarquia, estabelecendo um governo provisório.

No entanto, conforme nos informa a idealizadora do Projeto Hula Aloha Brasil, Verônica Elis Cabral, os havaianos não aceitaram isso tranquilamente. “Quando nós pensamos no povo havaiano, nós lembramos daqueles nativos sempre com o espírito aloha, sempre amorosos, gentis e receptivos […] mas eles tinham uma identidade cultural latente na consciência deles.” Um bom exemplo ocorreu no ano de 1895, entre 6 e 9 de janeiro, ocorreu uma tentativa de golpe para restaurar a monarquia que levou a várias batalhas entre os monarquistas e os republicanos.

4- Shaka Havaiano

Apesar de aqui, para nós, ocidentais brasileiros, conhecermos apenas como “Hang Loose”, e ter um significado ligado apenas à positividade e aos esportes radicais, para os nativos, vai além disso. “Shaka é um cumprimento, aloha. Aloha é a palavra mais importante do dialeto havaiano”, explicou a estudiosa de danças étnicas. “Além de  um “oi”,  um “tchau”, quer dizer, a profundidade do amor fraterno inconcebível”, complementou.

Porém, não se sabe a origem certa, pois há duas explicações do Shaka. A primeira e a mais conhecida diz respeito a um nativo, com o nome de Hamana Kalili, que perdeu os três dedos da mão acidentalmente em um engenho de açúcar. Logo após o acidente, Kalili foi recolocado com guarda da estação de trem da usina, e ele acenava com a mão, cujos dedos foram amputados. E assim, tornou-se um gesto popular.

“A outra história conta que quando o explorador James Cook foi colonizar as ilhas do Havaí, os marinheiros não sabiam como fazer trocas a coisa físicas para os nativos, então ele fazia o gesto de beber, convidando para tomar um drink, em questão de hospitalidade dos marinheiros”, contou. 

5- Os instrumentos da música havaiana e seus significados

Segundo a professora de danças polonesas, Veronica, ao contrário da Hula moderna, que utiliza instrumentos mais atualizados e mundialmente conhecidos, a Hula tradicional, conhecida como kahiko, que utiliza apenas alguns instrumentos típicos havaianos, os quais são basicamente de percussão, à base de elementos naturais, como a cabaça e o bambu e são considerados sagrados pelos nativos.

Dentre eles, são mais usados o Ipu-heke, que é feito com duas cabaças. Temos também o Pahu, que é um tambor feito com o tronco do coqueiro oco, coberto com pele de tubarão, o qual tem por trás um contexto altamente espiritual e respeitoso, sendo utilizado em situações solenes. Há também o Ipu, que é feito com uma cabaça mediana.  E por último, tem o Pu’Ili, que são baquetas feitas com bambu e têm pequenos cortes nas pontas. Sua finalidade é produzir a sonoridade causada pelo vento dentro de um bambuzal.

Essas cinco curiosidades sobre a cultura havaiana mostram que temos ainda muito o que aprender sobre o Havaí e que, sem dúvidas, são questões que vão além do aloha.

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Por Laís Lacerda Divieso de Souza – Fala! Mack

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