Entrevista com a artista plástica Irley Barbosa Rivera
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Entrevista com a artista plástica Irley Barbosa Rivera

Entrevista com a artista plástica Irley Barbosa Rivera

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Irley Barbosa Rivera é uma artista plástica guineense que iniciou sua relação com a arte ainda na infância. Empoderada, ela também é mãe, empresária, jornalista e Mestre em Gestão. A seguir, confira uma entrevista completa com a artista! 

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Irley Barbosa Rivera é artista plástica. | Foto: Reprodução/Acervo Pessoal.

Entrevista com Irley Barbosa Rivera

1. Como surgiu o seu desejo pela arte e como tem construído a sua trajetória?

O meu desejo pela arte surgiu desde criança, ficava encantada com os lápis de cor e feltros comprados para mim no início dos anos letivos, e quando os recebia de presente, pedia sempre à minha mãe para comprar cadernos de desenho e folhas brancas.

Aos 10 anos, já fazia retratos dos meus familiares, desenhava personagens de bandas. Na escola, sempre me destaquei como uma das melhores desenhistas. Como na época tínhamos falta de manuais escolares, muitas vezes os professores ditavam os apontamentos e muitas vezes eu é que ilustrava o tema no quadro.

Como disse Pablo Picasso, ‘Todas as pessoas nascem artistas (pintor, cantor, bailarino etc.), a dificuldade é continuar artista enquanto se cresce’. No meu caso, fui deixando a criação artística de lado à medida que a escola se tornava cada vez mais difícil com o avanço das classes. Estudei até o 11° ano em Bissau e fui recrutada em 1999 através de um concurso público para formação e trabalho em Jornalismo televisivo. 

Agarrei essa oportunidade de formação profissional e comecei a trabalhar no então RTGB como apresentadora de TV.

Nesse mesmo ano, consegui uma bolsa de estudos para Portugal, tive que ir para lá.

Primeiramente, fiz o 12° ano na cidade de Aveiro e no ano seguinte ingressei na Universidade do Minho, em Braga, onde cursei História com especialização em Ensino. Fui professora estagiária de 3 turmas numa escola em Terras do Bouro.

Durante os últimos anos da minha Licenciatura em História, decidi retomar para a criação artística nos meus tempos livres. Fui comprando aos poucos os materiais necessários, e um ano depois já tinha obras suficientes para uma exposição.

O Museu dos Biscainhos me cedeu o espaço, escolhi a data do dia da África, 25 de maio de 2006, para o vernissage da mostra que intitulei “Traços de Africa”, a minha primeira exposição.

Decidi regressar à Guiné-Bissau em 2006 para dar a minha contribuição como guineense. Trabalhei primeiramente na ONG Tiniguena, organização que me viu crescer, pois eu pertencia à GNT (Geração Nova da Tiniguena) desde 1996. 

Em 2007, fundei com mais uma colega uma empresa de consultoria e de formação profissional. Mais tarde, em 2008, entrei para a ONG Holandesa de Desenvolvimento SNV como conselheira de educação.

Em 2011, mudei com a minha família para Túnis/Tunísia, país onde estava sediado a Instituição onde trabalha o meu marido. Em Túnis, estudei a língua francesa de forma intensiva durante 1 ano e me inscrevi no curso de Mestrado de 2 anos em Gestão de Projetos. Durante esse período, nos meus tempos livres continuei a pintar e como autodidata fui pesquisando e experimentando muitos estilos e técnicas de pintura. Ainda em Túnis, participei de algumas exposições coletivas e as minhas obras foram muito apreciadas e eu muito incentivada para continuar.

2. O que sente quando pinta?

Quando estou a criar uma obra sinto um imenso prazer em viver esse momento de motivação, de inspiração e de imaginação. Toda a fase de pré-conceção mental e material, a construção do processo, a prática, até o resultado final, são momentos encantadores e de ansiedade.

Eu aprendo com a criação de cada quadro. Muitas vezes quando pinto, vivo esse momento acompanhada de boa música, audiobooks, reportagens, séries, filmes e de uma lista de programas que vou assistindo, muitas vezes só escutando.

Quadros de Irley Barbosa Rivera
Quadros de Irley Barbosa Rivera. | Foto: Reprodução/Acervo Pessoal.

3. Como é que um artista cumpre o processo entre a criação das suas obras até o momento em que as expõe ao olhar crítico do público?

O artista deve planificar cada ano laboral, definir o número de exposições que pretende realizar, identificar os possíveis locais para a sua realização (pode ser a nível nacional ou no estrangeiro), escolher temas pertinentes para cada exposição e também solicitar patrocinadores de acordo com as temáticas escolhidas.

De preferência elaborar um projeto por escrito para cada exposição, individual ou participação em exposições coletivas, em feiras e outros eventos culturais. Isso lhe permitirá ser mais credível, obter confiança e conseguir espaços e financiadores. Depois arregaçar as mangas para a criação das obras e ir expondo de acordo com o calendário da planificação.

O dia D, dia do Vernissage da tão aguardada exposição de cerca de 20 ou mais obras que o artista esteve horas, semanas e meses a criar no seu atelier, é um momento extraordinário para o artista, em cada obra está imprimida, a sua inspiração, o seu sentimento, o seu pensamento e sobretudo um pedaço do tempo da sua vida.

A crítica na maior parte das vezes é boa e é uma grande realização para o artista. A crítica servirá para ele melhorar ainda mais.

4. Já apresentou várias exposições individuais. Como foram essas experiências?

Realizei a minha 1ª exposição em 2006 em Braga/Portugal, nessa altura ainda não tinha muita experiência, mas para uma primeira vez, correu super bem. Tive apoio da Associação de Estudantes Africanos em Braga e de toda a comunidade PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e de muitos amigos portugueses.

A minha atividade artística abrandou com a conclusão dos estudos e entrada no mundo laboral. Em 2012, passados 6 anos, retomei a pintura, desta vez de forma mais ativa, ganhando experiência e me profissionalizando cada vez mais.

Em 10 anos de carreira profissional, realizei 8 exposições individuais e participei em 34 exposições coletivas em Galerias, museus e outros grandes espaços em Portugal (Lisboa, Odivelas, Leiria, Braga, Figueira da Foz, Coimbra, Alcochete), na Guiné-Bissau (Bissau), na Tunísia (Tunis), na Bélgica (Bruxelas: Parlamento Europeu) e na Costa do Marfim (Abidjan: Instituto Francês e em galerias do Sofitel Hotel Ivoire e do Seen Hotel, entre outros).

Realizar e participar de exposições é muito trabalhoso, dispendioso e é muito estressante, mas é muito compensador quando se inaugura a exposição e recebe os visitantes que vibram e se interessam pelas obras expostas.

5. Quais são as referências e influências que permeiam a sua obra? E como definiria os seus trabalhos?

Desde o início, a minha tendência foi de explorar a temática do continente africano. A cultura africana é muito bonita e diversificada. A África é uma vasta fonte de inspiração. Por isso eu me defino como uma artista plástica da arte contemporânea africana, desenvolvendo um estilo pictórico enraizado na realidade africana, representando o figurativo e também o abstrato.

Exploro na maior parte das vezes a figura da mulher africana para enaltecer o seu papel e a sua importância na sociedade, contribuindo assim com a luta pela sua emancipação e autonomia.

Por outro lado, a mulher africana é um modelo perfeito para uma obra de arte, ela possui uma beleza ímpar e imponente como a de uma rainha com a sua indumentária e adornos corporais, faciais e capilar em estilos próprios de cada cultura e grupo étnico.

Pinto igualmente as paisagens, a fauna e a flora do continente. Eu pinto o belo, realço a melhor parte da realidade africana.

Em abstrato, tenho obras inspiradas em geometria dos escudos dos guerreiros massais e dos murais sul-africanos, de Burkina Faso e do Mali.

A minha arte é pan-africanista, pois sou inspirada pela minha terra Guiné-Bissau e pelos outros países africanos onde vivi e por onde viajei, como Senegal, Tunísia, Costa do Marfim, Mali, Burkina Faso, Ruanda e todos os outros que me inspiraram pela sua população que conheci, pelas imagens dessas terras que vejo e pelos relatos e fotos do meu marido que, por causa do seu trabalho, conhece quase toda a África.

A minha técnica é mista e inclui pintura acrílica e colagem de tecidos africanos, papéis e outros objetos sobre tela ou cartão. Pratico uma arte sustentável reaproveitando e transformando objetos destinados ao lixo em obras de arte. 

Quero dar a minha contribuição como artista para melhorar o ambiente do nosso planeta, quero promover e divulgar o belo e rico continente africano e ajudar aumentar o número de obras africanas no mundo.

6. Para as mulheres que pretendem estudar arte, o que diria em relação aos vários cursos acadêmicos que você já concluiu?

A nobre profissão de pintor, de artista plástico não é ainda vista como de excelência por várias pessoas na África. No mundo ocidental é uma profissão muito valorizada e incentivada. Lá, galerias, museus, feiras, vernissages de exposições são muito frequentados e as obras admiradas e adquiridas.

Tendo consciência dessa não valorização na África e pensando no meu futuro, optei por formar e trabalhar em outras áreas que poderiam me garantir um futuro melhor. Mas o destino quis que mais tarde eu abraçasse de fato a arte como ocupação.

Não tendo estudado a arte plástica, sou uma artista autodidata, fui explorando sozinha o meu dom, aprendendo praticando.

As minhas outras formações são extremamente importantes, permitindo criar, comunicar, gerir a minha empresa de arte e decoração. No futuro pretendo voltar para Guiné-Bissau para criar um grande centro escolar e cultural, associando os meus dois saberes, assim como retomar o trabalho na TV.

Quero ser um modelo para inspirar outras meninas e mulheres a acreditarem que é possível empreender, criar, realizar e ter sucesso.

A maior parte dos artistas no mundo são homens, embora tenhamos ao longo da História muitas mulheres que se sobressaíram neste domínio. Na Guiné, tenho conhecimento que somos apenas 5 mulheres num universo de 75 artistas plásticos guineenses.

Segundo as estatísticas mundiais, apenas 6% das obras de arte do mundo inteiro pertencem as mulheres. Podemos dizer que ainda existe desigualdade de gênero no mundo das artes.

O meu conselho é, se uma mulher quiser estudar artes plásticas, é necessário gostar muito dessa área, ser criativa e imaginar-se no futuro como uma artista organizada e de sucesso.

Ao terminar o curso, deve criar seu atelier e começar a produzir suas obras e realizar exposições. Ela deve igualmente investir em marketing, comunicação da sua imagem e das suas obras. À medida que evolui, pode abrir uma galeria para expor permanentemente os seus trabalhos e alugar esse espaço para exibições temporárias de outros artistas.

Fazer carreira nesta área é possível, mas, como em todas as outras, é necessário organização e muita disciplina de tempo e de investimento. Os nossos países africanos devem investir mais na área cultural, abrir escolas de arte, museus e incutir na população o valor do trabalho artístico.

Irley Barbosa Rivera pratica uma arte sustentável
Irley Barbosa Rivera pratica uma arte sustentável. | Foto: Reprodução/Acervo Pessoal.

7. É fácil para uma artista guineense ser reconhecida internacionalmente? Por quê?

Penso que o nosso trabalho fala por nós. Se o que criamos é especial, feito com qualidade e dedicação, será valorizado, não importa a origem da pessoa.

Eu não gosto de estar só por estar, fazer só por fazer, tudo o que faço deve ser planificado, ter um objetivo e trabalhar para atingir esse objetivo. Então, se é para me dedicar a arte, ser artista, deve ser 100%, não importa onde eu esteja. Irei trilhar os mesmos caminhos e bater as mesmas portas que os nacionais desse país para apresentar os meus projetos e realizá-los no país que me acolheu.

O guineense artista deve estar atento e atualizado em relação ao que se passa no domínio da arte a nível internacional, a partir de Bissau ou do seu país de residência, pode participar em exposições internacionais que o permitem mostrar o seu talento para o mundo.

Com a  elaboração de bons projetos, apoio do Ministério de Cultura e colaboração com galerias de arte, ele pode conseguir financiamentos para sua participação internacional.

8. Acredita que ainda seja tabu uma arte que exalta o feminino?

Penso que não, a mulher é o tema mais retratado no mundo da arte desde os tempos longínquos. São muitas as imagens femininas captadas por artistas ao longo da história. Penso que devido à sua beleza física, representada muitas vezes através do nu artístico, e também com a sua indumentária de cada época, existem muitos retratos de mulheres na sua figura de mãe, esposa, na sua vida cotidiana ou simplesmente ela.

A temática da mulher é o tema principal da maior parte das minhas criações. É preciso perpetuar esse ser belo e especial que é a mulher, exaltá-la será sempre o meu objetivo, é assim que pretendo dar a minha contribuição na luta pela sua valorização e igualdade de direitos e de oportunidades.

9. Como se deu a inserção do seu trabalho no mercado de arte?

Sempre tive uma grande paixão pela arte desde pequena, mas enveredei por outras áreas, porém, em 2012, decidi me dedicar às artes plásticas.

Em 2018, resolvi dar a conhecer ao mundo a minha arte através de publicações dos meus trabalhos nas redes sociais. Todos os meus amigos, conhecidos e desconhecidos passaram a saber que a Irley é artista. A partir daí, recebi muitas mensagens de parabéns e de encorajamento.

Um tempo depois, fui contatada pela Nimba Art Gallery me convidando para fazer parte dos seus artistas e assim começou uma grande aventura séria no mundo das artes. 

Com a Nimba expus várias vezes em Portugal e no Parlamento Europeu em Bruxelas. Conheci e convivi com vários artistas dos PALOP. Aderi a muitas organizações como membro e voluntária: Bissau @rte – Associação de artistas plásticos da Guiné-Bissau; Associação de Artes e Literatura FriendlyTalents de Leiria (Portugal) e ONG Polon – Arte e Cultura da Guiné-Bissau.

Sou fundadora e administradora da página Artistas Plásticos da Guiné-Bissau. Sou Embaixadora de boa vontade da Fundação Atena para mulher e criança na Guiné-Bissau, apoio a REDEMAE – Rede de mulheres africanas refugiadas em S. Paulo – Projeto Expressa África no Brasil e as escolas da ONG Agir em Bissau.

Em 2019, ganhei o prémio “Best Of Guinea-Bissau Awards” de melhor artista plástica da Guiné-Bissau.

Em 2020, fui nomeada Embaixadora para a Guiné-Bissau da Cumbre Mundial de Las Artes pour la Paz y la Vida “Por um pacto de ternura com a Mãe Terra”. Em Dezembro do mesmo ano, recebi o certificado de homenagem honrosa do projeto guineense “Nô Sta Djuntu“. Em Maio de 2021, fui admitida na Academia de Letras e Artes da Guiné-Bissau (ALAB).

Já criei mais de 500 obras que se encontraram em residências e instituições privadas em todo o mundo. O meu trabalho é citado e ilustrado em inúmeras publicações, sites e revistas.

Fui entrevistada pelos programas Bem-Vindos (2018) e Conversas ao Sul da RTP Africa (2020), RTI – Radio Television Ivoirienne (2018 e 2022), páginas do Brasil (2020), TV Obulum (2020), Conversa com Ismael Djata (2020) e Méritos da Guiné-Bissau (2021). 

Participei na ilustração de obras dos escritores guineenses Tony Tcheca “Quando os cravos cruzaram o Geba”, publicada em 2020, e Caetano Imbo « Língua entre fronteiras » (2022). Além disso, os meus quadros são solicitados para decoração de cenários de programas e séries de TV na Costa do Marfim e em Portugal.

10. A Pandemia de Covid-19 interferiu no seu processo de fazer arte?

A Pandemia de Covid-19 teve um impacto profundo na vida de todos. Eu estava preparando a minha 2ª exposição na galeria do Hotel Ivoire, um dos melhores hotéis da Costa do Marfim, quando se iniciaram as restrições, a exposição foi cancelada.

Continuei a trabalhar, não consegui realizar nenhuma exposição física, recorri à Internet por uma maior visibilidade do meu trabalho, contato com os clientes e realização de uma exposição online. A saída dos quadros baixou consideravelmente, mas consegui mesmo assim vender alguns.

Concedi muitas entrevistas e estive em muitas conversas online. Foram 2 anos que passaram muito rápido, foi um tempo de muito aprendizado pessoal e interpessoal, gerir os sentimentos iniciais de pânico, de medo, depressão, de possibilidade de fim do mundo, não foi fácil. A maior coisa positiva para mim foi a convivência o tempo inteiro com a família, que reforçou ainda mais os laços.

11. Fale um pouco sobre as suas experiências com a arte em Abidjan?

Cheguei a Abidjan em 2015, durante esse ano visitei muitas galerias, vernissages de exposições, feiras artesanais para conhecer o meio artístico e saber como me integrar.

Foi assim que em 2016 criei a Harmony Art & Deco, uma empresa individual que permite oficializar a minha atividade neste país. Abri o meu atelier que é ao mesmo tempo um Showroom e assim tenho trabalhado todos os dias em projetos de pintura.

Realizo sempre uma ou duas grandes exposições por ano, colaboro com 3 empresas em Abidjan: Calebasse Création, Comptoir des Artisans e Galeries Peyrissac. São os meus parceiros e representantes, eles vendem os meus quadros nas suas lojas. Recebo muitas encomendas individuais e de empresas para homenagens e presentes. E a partir de Abidjan desloco-me para exposições no estrangeiro.

Obras ressaltam a cultura africana
Obras ressaltam a cultura africana. | Foto: Reprodução/Acervo Pessoal.
Quadros retratam a mulher
Quadros retratam a mulher. | Foto: Reprodução/Acervo Pessoal.

Exposições de Irley

Individuais

2006 (Maio-Junho): Primeira Exposição individual «Traços de Africa » Museu dos Biscainhos em Braga, Portugal. Associação de Estudantes da Guiné-Bissau em Braga.

2016 (Julho-Agosto): Sofitel-Hôtel Ivoire, Abidjan, « L’âme et la beauté de la femme » 

2017 (Janeiro): Sargal Guest House Abidjan « Couleurs d’Afrique » 

2017 (Fevereiro): Cap Sud & Cap Nord Abidjan « Couleurs d’Afrique » 

2018 (Abril): IFCI – Institut Français de Côte d’Ivoire “Harmonie du Wax et de la Peinture” 

2018 (Agosto): Fábrica Braço de Prata, Lisboa, Portugal, “Africa Beauty” Nimba Art Gallery

2022 (6 de Janeiro): Ceiba Hotel, Bissau Exposição individual, “1° Congresso para o desenvolvimento do Empreendedorismo Feminino na Guiné-Bissau.

2022 (8-28Março) – Noom Hotel, Abidjan “ART4NPILI2022”, Embaixadores da Boa Vontade da Fundação Atena

Coletivas

2011 (Janeiro): CCFBG – Centro Cultural Franco Guineense «Cores da Esperança» Sidney Cerqueira

2013 (Março): BAD – Banco Africano de Desenvolvimento, Tunis, Tunísia «Dia Internacional da Mulher »

2014 (Março) : BAD – Banco Africano de Desenvolvimento, Tunis, Tunísia « Dia Internacional da Mulher »

2015 (Março): Elyssa Club, Sidi Bou Said, Tunisia « First Art Fair » IWG (International Women’s Group)

2015 (Junho) : Camara Municipal da Figueira da Foz, Portugal “Arte da Guiné-Bissau” Bissau@rt

2016 (Setembro): Palácio da Cultura, Abidjan, « MIVA II – Marché Ivoirien de l’Artisanat » AfricArt

2016 (Dezembro): Galerie Houkami Guyzagn Abidjan, « Wax, a wonderful world”, Original Fondation.

2016 (Dezembro): Bushman Café-Hôtel, Abidjan, Costa do Marfim, « Djinamory I », Original Fondation

2016 (Dezembro): Inssa, Angré- Abidjan, Costa do Marfim « Art Jeune », Exclusiv’in

2017 (Dezembro): Escola Francesa Jacques Prévert, Abidjan, Costa do Marfim « Marché de Noel »

2017 (Dezembro): BAD – Banco Africano de Desenvolvimento, Abidjan, Costa do Marfim, « Marché de Noel »

2018 (Maio 19): Azalai Hotel Abidjan, “OHEMAA by YAMIN” Calebasse Création & Melabr Collection

2018 (Maio 31): Ministério do Turismo da Costa do Marfim, “Cerimonia de lançamento do MIVA (Marché Ivoirien de l’Artisanat) » Calebasse Création;

2018 (Outubro 4-27): Fábrica Braço de Prata, Lisboa, “Art in Motion – Art, Music & Book” Nimba Art Gallery

2018 (Outubro): Mosteiro de Batalha, Leiria, Portugal, “II Bienal de Artes Plásticas e Literatura da CPLP/Galiza do Distrito de Leiria”, FriendlyTalents – Associação de Artes e Literatura de Leiria.

2019 (Março 14-23): Galerie Houkami Guyzagn Abidjan, Costa do Marfim, « 3éme Edition de l’ Exposition Digitale Art x Numérique _ Fred Ebani et 20 artistes émergents », Original Fondation /Totem Expérience

2019 (Março 23) : Feira de Santa Ana, Leiria, Portugal “LEIRIARTES: Moda*Arte*Gastronomia”, FriendlyTalents – Associação de Artes e Literatura de Leiria;

2019 (Abril 1-5): Parlamento Europeu, Bruxelas-Belgica, ”Nimba: The art behind the masks”, Nimba Art Gallery

2019 (Abril 17): Palacio de Congresso de Abidjan, Sofitel Hotel Ivoire, Abidjan, Costa do Marfim, “1st West Africa Regional Summit WE-FI (Women Entrepreneurs Finance Initiative);

2019 (Maio 24): IPJ (Institut Portugues de Juventude), Coimbra, Portugal, “Aquém & Além Mar”- Exposição solidaria pelas vitimas em Moçambique, FriendlyTalents, Associação de Artes e Literatura de Leiria;

2019 (2Maio-1Junho: Camara Municipal de Odivelas, Portugal, “VII Bienal da Cultura Lusofona: Odivelas, Capital de la Lusofonia 2019”, Nimba Art & Gallery

2019 (Junho): Praça de Pindjiguiti “Mon di Timba”, Bissau, Guinée-Bissau « Arte na rua» Exposição de comemoração dos 327 anos da cidade de Bissau. Fagoral GB, Camara Municipal de Bissau et Nimba Art Gallery;

2019 (Agosto 9) : Galeria Municipal de Paços de Conselho, Alcochete, Portugal « AlcArte 2019 » Camara Municipal de Alcochete e Nimba Art Gallery;

2019 (Maio 2): IFCI – Institut Français de Côte d’Ivoire, Apresentação do Filme « Wax in the City », debate, moda e exposição de pintura em torno do tecido Wax. Original Fondation.

2020 (Janeiro) : Nimba Art Gallery, Lisboa, Portugal “Arte no feminino” Irley Barbosa Rivera e Edna Neves

2020 (Janeiro-Dezembro):  Galeries Peyrissac Abidjan “Golden Africa”

2020 (Abril): Galeria virtual do Programa Conversas ao Sul da RTP Africa

2020 (Junho): Nimba Art Gallery, Lisboa, Portugal, “Cenário para programa da RTP Africa

2020 (Julho): NIOG Showroom, Abidjan

2020 (Agosto): Villa Anakao, Abidjan “Paint & Sip II”

2021 (Janeiro): French Paradox Abidjan “Paint & Sip V”

2021 (Fevereiro-Abril): Comptoir des Artisans, Abidjan “Arte Etnica »

2021 (Maio): Centro Cultural de Cabo Verde em Lisboa, “Arte na Lusofonia”, Exposição colectiva no âmbito das celebrações do dia da lingua portuguesa e da cultura na CPLP

2021 (Julho): Galeria de arte Irmaos Unidos em Bissau Exposição coletiva

Irley Barbosa com uma de suas obras
Irley Barbosa com uma de suas obras. | Foto: Reprodução/Acervo Pessoal.

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Por Benazira Djoco – Fala! UNIESP – PB

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