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Ecoturismo na Amazônia

O Polo Industrial de Manaus é, atualmente, a principal força econômica do Amazonas, mas é possível desenvolver outras alternativas, e uma delas é o Ecoturismo na Amazônia. 

Para você ter uma ideia, a Amazônia é a floresta tropical mais conservada do mundo, em termos de extensão territorial e biodiversidade de fauna e flora. São 7.584.421 Km² de território, incluindo os nove países da América do Sul, contando com 50% da biodiversidade mundial. E na área brasileira, esse número é de 5.033.072 Km² de extensão. 

Além disso, nela existe a maior reserva de água doce do planeta, o Sistema Aquífero Grande Amazônia (SAGA), com mais de 162 mil quilômetros cúbicos de água.  Mas aqui vem o pulo do gato: toda a riqueza pode ser aproveitada para gerar emprego e renda no estado do Amazonas, utilizando práticas de preservação da natureza. Como? Eu conto para você.

Ecoturismo na Amazônia
Ao “consumir” CO2 da atmosfera, as árvores diminuem a concentração do composto químico na atmosfera. | Foto: Reprodução/Neil Palmer/Wikipedia.

O potencial do Ecoturismo na Amazônia

O Ecoturismo tem potencial transformador, que vai muito além de apenas gerar lucros e explorar a natureza. Quando desenvolvido de maneira correta, pode proporcionar a independência financeira da comunidade local e gerar um elo de pertencimento  com o meio ambiente e cultura, além de diminuir o impacto e estranhamento de turistas e povos nativos, contribuindo para construir empatia e respeito pelas diferenças culturais existentes no Brasil. 

Mas, para que a atividade turística se dê de maneira positiva, obrigatoriamente, é preciso envolver conhecimento da natureza, possibilidade de experiência educacional interpretativa daquele ambiente, valorização das culturas tradicionais e locais, assim como o desenvolvimento sustentável. O Ecoturismo precisa estar envolvido com a preservação do patrimônio natural e cultural para poder gerar renda. 

Segundo o pesquisador do Grupo de Pesquisa Desenvolvimento Regional e Sustentabilidade (GDERS), Ricardo de Almeida Breves, em sua tese de mestrado, é necessário planejar como essa atividade vai ser desenvolvida, avaliando o envolvimento do poder público local e as condições básicas de estrutura, as características do ambiente, assim como a sociedade que ali vive e será a receptora direta dos impactos da atividade. 

Algumas atividades já são ofertadas na região e são elas: os passeios nos transportes aquáticos, cruzeiros turísticos, visitas às comunidades tradicionais e hospedagem no meio da floresta. Com essas experiências, é possível admirar o encontro do Rio Solimões com o Rio Negro e também conhecer de perto os botos-cor-de-rosa, espécie de golfinho que vive na água doce desse local. Bem como visitar as comunidades indígenas, com direito a imersão nos costumes, rituais, danças, gastronomia e venda de artesanato. E tem mais, para quem gosta de dormir bem próximo às florestas, várias pousadas e hotéis podem proporcionar essa experiência.

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Por Geovana Souza – Fala! Universidade Federal Fluminense

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