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Doenças no couro cabeludo: conheça as mais comuns

Cuidar dos fios para mantê-los macios, brilhantes e alinhados tem sido cada vez mais comum na atualidade. Principalmente, devido à evolução dos produtos cosméticos e o surgimento do cronograma capilar, que veio para facilitar a rotina de cuidado com os cabelos de quem não entende muito do assunto. No entanto, o cuidado com o couro cabeludo costuma ser deixado de lado, mesmo sendo essencial para manter a saúde das madeixas. A falta de atenção a essa parte do corpo, aliado a outros fatores como problemas emocionais e predisposição genética, podem desencadear doenças no couro cabeludo. Conheça algumas das mais comuns. 

doenças do couro cabeludo
Doenças do couro cabeludo podem esconder outros problemas de saúde. | Foto: Montagem/Reprodução.

Qual a função do couro cabeludo?

O couro cabeludo é um tipo de revestimento contínuo, flexível e resistente que cobre nosso crânio. Sua composição é formada por um tecido que protege a parte superficial (a epiderme) e um tecido nutritivo (a derme), que abriga inúmeros vasos sanguíneos, por meio do qual o folículo piloso (estrutura pela qual nasce o fio) desenvolve uma troca para retirar energia  e nutrientes para o cabelo.

Assim, um couro cabeludo em desequilíbrio pode gerar queda de cabelo, descamação, coceira, inflamação, diminuição do crescimento capilar, entre outras coisas. Um couro cabeludo desse jeito não produz fios saudáveis. 

As doenças do couro cabeludo mais comuns

Agora que você já sabe a importância de um couro cabeludo saudável, saiba quais as doenças mais comuns.

Dermatite seborreica

Caracteriza-se por uma inflamação acompanhada de descamação do tecido. É comum ter pontos vermelhos, placas amareladas e pode provocar coceira. A principal causa é o excesso de oleosidade, que pode ser provocado por má higienização, desequilíbrios hormonais, alimentação, problemas intestinais, problemas emocionais, predisposição genética, entre outros. A dermatite seborreica pode também afetar outras áreas do corpo que produzem bastante oleosidade, como canto do nariz e sobrancelhas.

A doença costuma ser confundida com a caspa, mas enquanto a caspa provoca uma descamação do tecido, a dermatite vem acompanhada de uma inflamação, geralmente com áreas avermelhadas e placas amareladas. Um quadro de caspa, inclusive, pode evoluir para uma dermatite.

O tratamento precisa ser feito por um profissional da área. Na maioria das vezes, a doença não tem cura por ser um problema crônico, mas é possível fazer um controle para aliviar os sintomas e melhorar a saúde do couro cabeludo.

Psoríase

É uma doença de causa autoimune que provoca inflamação e pode afetar não só o couro cabeludo, mas outras partes do corpo, como joelhos, cotovelos e até as unhas. Esta é também uma doença crônica que costuma ocorrer por questões genéticas, que agravadas por fatores ambientais e emocionais, provocam lesões e descamações secas avermelhadas ou prateadas, que se acumulam formando escamas.

A psoríase não é contagiosa e, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), é uma doença comum e cíclica, ou seja, apresenta sintomas que aparecem e desaparecem. Assim como a dermatite seborreica, a psoríase não tem cura, mas é possível fazer tratamento com um profissional para controlar o problema.

Foliculite

É um tipo de infecção que afeta os folículos pilosos, estrutura por meio do qual nascem os fios. A inflamação costuma ter causa bacteriana ou fúngica e provoca pequenas espinhas no folículo. Esse é um problema que costuma desaparecer sozinho. Mas em casos mais graves e recorrentes é importante procurar ajuda médica para lidar com a doença.

Eflúvio Telógeno

Todos nós passamos pela fase em que os cabelos caem, que é chamada de fase telógena. Nesta fase, os fios mais velhos caem para que nasçam novos. No entanto, em alguns casos, ocorre um aumento significativo da queda dos fios, ou seja, muitos fios entram ao mesmo tempo na fase telógena. Esse problema é chamado de eflúvio telógeno.

O desequilíbrio pode ocorrer por inúmeros fatores, como pós-parto, deficiência nutricionais, como de vitamina C, ferro, zinco, etc, doenças autoimune, estresse e até infecções virais, como é o caso da Covid-19, em que muitas pessoas relataram queda acentuada depois de terem tido a virose.

É importante destacar que temos inúmeros fios de cabelo na cabeça e eles nunca estão na mesma fase. Se todos os fios estivessem na fase telógena, de queda, nunca teríamos fios na cabeça. São três as fases do ciclo de vida do cabelo:

  1. Fase anágena – momento em que as células são empurradas para fora do bulbo capilar e os fios começam a nascer;
  2. Fase catágena – momento de transição em que o fio começa a se preparar para cair. Assim, o fio ainda permanece no folículo piloso, mas para de crescer, o que dura uma média de 3 semanas;
  3. Fase telógena: momento em que o fio é liberado e se desprende do folículo, causando a queda.

Dessa maneira, cerca de 80% a 85% dos fios estão na fase de crescimento (anágena), aproximadamente 3%, na fase de transição (catágena) e 6% a 8% na fase de queda (telógena). Sendo assim, o eflúvio telógeno se dá quando há uma queda consideravelmente maior do que o esperado, ou seja, quando mais fios estão na fase telógena do que deveriam. Nesses casos, é importante procurar ajuda profissional para tentar retardar a queda, além de descobrir e tratar a causa do problema.

Alopecia

A alopecia é uma doença em que ocorre uma queda exagerada de cabelo, que resulta em falhas, calvície e/ou afinamento capilar. Apesar de ter a queda como semelhança com o eflúvio telógeno, a alopecia é uma doença que costuma ser crônica e, muitas vezes, causa calvície, ou seja, para de nascer fio em alguns folículos pilosos.

Já o eflúvio telógeno costuma ser passageiro e causado por outros problemas como infecções. Nesses casos, depois de um tempo em que a queda parar, nascerão novos fios. Existem diversos tipos de alopecia e separamos as mais comuns:

  • Alopecia Areata: é uma doença autoimune em que o corpo ataca os folículos capilares. A perda de fios costuma ser em formato circular e pode até mesmo causar queda de todos os fios.
  • Alopecia Androgenética: costuma ter causa genética e hormonal e provoca queda gradual dos fios. É conhecida popularmente como calvície. Nos homens, costuma provocar perda de cabelo na parte superior da cabeça, principalmente na coroa. Nas mulheres, costuma provocar uma perda no centro da cabeça. Assim, vai se formando uma linha falhada no meio do couro cabeludo.
  • Alopecia por tração: esta é uma condição causada pelo uso excessivo de penteados muito apertados. Com o tempo, a tensão no couro cabeludo provoca remoção das raízes dos fios. Pode ocorrer uma queda permanente a partir do momento em que os folículos pararem de se desenvolver. Por isso é preciso tomar cuidado com os penteados, principalmente durante a infância, quando é comum que mães prendam o cabelo das crianças por não saberem ou não terem tempo de cuidar.

Como tratar as doenças do couro cabeludo?

Tratar as doenças do couro cabeludo pode ser difícil. Alguns problemas têm cura, enquanto outros apenas controle. No entanto, é possível retardar a evolução de algumas dessas doenças. Sendo assim, é essencial procurar ajuda profissional, como dermatologistas ou tricologistas. Quanto mais cedo procurar ajuda, melhor será o resultado.

Apesar de serem negligenciadas, doenças do couro cabeludo podem ser graves, tornando-se permanentes ou escondendo outros problemas de saúde.

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Por Giovana Rodrigues – Redação Fala!

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