Desafios e impactos da inovação social no Brasil
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Desafios e impactos da inovação social no Brasil

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O termo criado em 1960 por Peter Druker e Michael Young reconhece e potencializa ações  socioambientais, mas encontra barreiras para se desenvolver no Brasil.

Em 2008, o conceito de inovação social passou a ser amplamente difundido após sua definição ser publicada pela Stanford Social Innovation Review. No texto Rediscovering Social Innovation, o termo é definido como uma nova solução para um problema social. Assim, uma solução mais efetiva, eficiente, sustentável ou justa que as soluções já existentes e cujo valor gerado beneficia, prioritariamente, a sociedade como um todo e não apenas alguns indivíduos.

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Desafios e impactos da inovação social no Brasil.
Desafios e impactos da inovação social no Brasil. | Foto: Reprodução.

No Brasil, a inovação social avança, ainda que timidamente, com os chamados Living Labs, habitats de inovação que buscam a incorporação de todos os tipos de conhecimento a uma empresa em prol do desenvolvimento de um produto ou serviço. Com destaque para o parque tecnológico de Recife, Porto Digital, que se transformou em um ambiente para testes que almeja o aperfeiçoamento de tecnologias de mais 300 empresas desde de 2008.

Há, no país, também o empreendedorismo social que foca, majoritariamente, em melhorar a qualidade de vida de pessoas economicamente desfavorecidas.

O Brasil está atrás de ações mundiais desse tipo. Entre elas, a metodologia de educação Kahn Academy que oferece educação de qualidade para todos em qualquer lugar e hora e o programa de microcrédito de Muhammed Yunis, ganhador do Nobel da Paz em 2006. Além da Horyou, inovadora rede social beta, que lançou a primeira moeda social global. E ainda a formação de redes universitárias que buscam a solução para desafios socioambientais como em Quebec, no Canadá, e em Stanford, nos Estados Unidos.

Uma das explicações para o Brasil caminhar lentamente no desenvolvimento de inovações sociais é que o termo ainda é visto de forma muito acadêmica e pouco prática, uma das consequências de ter apenas a definição feita pela Stanford Social Innovation Review. Com isso, atitudes criativas mais profundas que resolvam as causas, e não somente os sintomas dos problemas, acabam neutralizadas pela falta de conhecimento sobre o assunto. 

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Segundo o artigo Desafios da Inovação Social no Brasil, de Fábio Deboni, Gerente Executivo do Instituto Sabin e responsável pela gestão do Investimento Social Privado do Grupo, o Brasil também encontra dificuldades quanto a identificação de mecanismo e de ecossistemas para a criações de soluções novas e eficientes. Entretanto, as inovações sociais no Brasil, mesmo que pontuais, já refletem positivamente no cenário nacional.

Prova disso são inovações como a de Fábio Rosa que proporcionou a disseminação de geradores de energia renovável às famílias de baixa renda em regiões isoladas do Brasil, sendo selecionado pela Harvard Business School como um dos 80 empreendedores sociais mais importantes do mundo e o Good Brasil, que promove o uso da tecnologia para o bem social. Dessa forma, atitudes como essas fizeram com que o país entrasse para o Conselho Global da SIX, uma rede global de inovação social.

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Por Camila Nascimento – Fala! Cásper

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