Derby Campineiro: duelo de número 200 acontece neste sábado
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Derby Campineiro: duelo de número 200 acontece neste sábado

Derby Campineiro: duelo de número 200 acontece neste sábado

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Relembre dois jogos históricos do clássico Derby Campineiro para Ponte Preta e Guarani

Derby Campineiro
Partida entre Guarani e Ponte Preta. | Foto: DCI.

Espalhados pelas capitais do Brasil, existem muitos clássicos famosos. Palmeiras e Corinthians, Cruzeiro e Atlético Mineiro, Internacional e Grêmio são alguns exemplos de grandes rivalidades brasileiras. Porém, fora das capitais, o maior clássico do país é o Derby Campineiro, entre Guarani e Ponte Preta, o qual possui uma história recheada de momentos históricos e muita rivalidade de ambos os lados. Neste sábado (19), o Bugre e a Macaca entram em campo pelo duelo de número 200 da história.

Jogos históricos do Derby Campineiro

1981: Ponte Preta 3×2 Guarani 

Viajando no tempo e retornando para o dia 5 de agosto de 1981, Ponte Preta e Guarani se enfrentaram na final do primeiro turno do Campeonato Paulista, no Estádio Moisés Lucarelli. De um lado, a Macaca, tendo o craque Dicá como sua grande referência. Do outro, o Bugre contava com a estrela do artilheiro Careca, para buscar a taça do primeiro turno do Paulistão.

A Ponte foi a campo com Carlos Gallo, Toninho Oliveira, Juninho Fonseca, Nenê Santana, Odirlei, Zé Mário, Humberto, Dicá, Osvaldo, Chicão e Serginho, treinados pelo técnico Jair Picerni. Já o Guarani, foi escalado com Marcos Birigui, Chiquinho, Mauro Cabeção, Edson, Almeida, Jorge Luís, Éderson, Jorge Mendonça, Lúcio, Careca e Ângelo, comandados pelo técnico Zé Duarte.

Como de costume, o Derby começou muito disputado, com boas chances para ambos os lados. Foram necessários 37 minutos de partida para o marcador ser aberto, e quem marcou primeiro foram os mandantes. O atacante Osvaldo, da Ponte Preta, anotou um tento que entraria para a história do clássico: recebeu cruzamento de Dicá, dominou no peito, e de costas para o gol, bateu de cobertura sobre o goleiro bugrino, e fez o Moisés Lucarelli explodir. Ponte Preta 1×0 Guarani.

Porém, a festa durou pouco. No minuto 44, a bola ficou sem dono dentro da área pontepretana, e Ângelo conseguiu se aproveitar. Mesmo sem muita força, foi o suficiente para passar pelo goleiro Carlos Gallo. Intervalo, e tudo igual para Ponte Preta e Guarani. No início da segunda etapa, os mandantes responderam quase que imediatamente, e logo aos 3 minutos, Serginho fez o segundo gol da Macaca. 

O goleiro Birigui saltou para evitar a saída da bola pela linha de fundo, mas se atrapalhou e entregou a bola nos pés do atacante adversário, entregando o gol para a Ponte Preta e protagonizando um dos momentos mais bizarros da história do Derby. Apesar da falha de seu goleiro, o Guarani não se abalou e, cinco minutos depois, conseguiu igualar o marcador novamente, desta vez com um cabeceio de Jorge Mendonça, após cobrança de escanteio.

Derby Campineiro sábado
O gol na falha de Birigui. | Foto: GE.

O segundo tempo seguiu tenso, restando pouco mais de dez minutos, o duelo seguia empatado e não tinha como prever quem levantaria aquela taça simbólica em cima do grande rival. Aos 36 minutos, Marco Aurélio acionou Odirlei em velocidade pelo lado esquerdo do gramado, que na entrada da área, bateu forte, cruzado, e recolocou a taça nas mãos da Macaca. Ponte Preta 3×2 Guarani.

Não havia tempo para mais nada. A Ponte Preta bateu seu grande rival na decisão do primeiro turno do Campeonato Paulista de 1981, e foi a ganhadora daquele troféu simbólico. Assim que o árbitro apitou o final de jogo, os jogadores correram para os vestiários, pois a torcida pontepretanos invadiu o gramado do Moisés Lucarelli para celebrar a conquista, em um dos Derbys mais marcantes da história para o lado preto e branco da cidade de Campinas.

Ponte Preta
A invasão da torcida da Ponte Preta. | Foto: GE.

2012: Guarani 3×1 Ponte Preta 

No dia 29 de abril de 2012, Guarani e Ponte Preta se enfrentaram pela semifinal do Campeonato Paulista daquele ano. Em jogo único, disputado no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, seria decidido quem enfrentaria o fortíssimo time do Santos na grande final do Paulistão.

O Guarani foi escalado com Emerson, Oziel, Domingos, Neto, Bruno Recife, Ewerton Páscoa, Fábio Bahia, Danilo Sacramento, Fumagalli, Fabinho e Bruno Mendes, comandados pelo histórico técnico Vadão. A Ponte Preta foi à campo com Bruno Fuso, Guilherme Andrade, Ferron, Diego Sacoman, Uendel, Xaves, João Paulo, Renato Cajá, Caio, Rodrigo Pimpão e Roger, sob o comando do treinador Gilson Kleina.

O árbitro Flávio Rodrigues Guerra apitou o início de jogo naquele chuvoso final de tarde em Campinas. A Ponte Preta tinha um time mais qualificado naquele momento, mas quem assustou mais o adversário nos minutos iniciais do duelo, foi a equipe do Guarani, com alguns cruzamentos perigosos na área de Bruno Fuso.

Porém, aos 39 minutos do primeiro tempo, Caio recebeu a bola na entrada da área do Bugre, limpou dois defensores e bateu cruzado rasteiro, no canto direito do goleiro Emerson, para abrir o placar para os visitantes. Guarani 0x1 Ponte Preta. As equipes foram para o vestiário no intervalo, e além do gol sofrido, o Bugre tinha outra péssima notícia: o seu craque e camisa 10, Fumagalli, machucou-se no primeiro tempo e teve que ser substituído, dando seu lugar a Medina.

No início do segundo tempo, Rodrigo Pimpão acertou um belo passe e deixou o centroavante da Macaca, Roger, cara a cara com o goleiro Emerson. O goleiro bugrino realizou grande defesa e salvou o Guarani de sofrer o segundo gol. A partir dali, os mandantes cresceram na partida e, minutos depois, após uma bela trama ofensiva, o Bugre chegou ao empate com gol de Fábio Bahia.

Os mandantes assumiram o controle do jogo e seguiram pressionando em busca da virada. Aos 23 minutos, o herói improvável da noite apareceu e virou o duelo para o Guarani. Medina, que havia substituído Fumagalli no intervalo, recebeu livre no meio da área e apenas tirou do goleiro Bruno Fuso, dando a liderança ao time da casa. Guarani 2×1 Ponte Preta.

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Comemoração de Medina, o herói da noite. | Foto: Só Dérbi.

O goleiro da Macaca seguiu realizando boas defesas, mas a pressão bugrina era grande. Aos 40 minutos, Medina se tornou definitivamente o herói da noite e da classificação do Guarani. Oziel cruzou, e o meia apareceu entre os zagueiros pontepretanos para cabecear para o fundo das redes, e sacramentar a vitória bugrina sobre o seu rival.

Grande virada, com um herói improvável e que classificou o Guarani para a decisão do Campeonato Paulista de 2012. O “troco” pelo jogo de 1981 foi dado, e desta vez a explosão de alegria foi do lado verde e branco da cidade. O resultado também eternizou o treinador Vadão, que faleceu no ano passado, na história do Guarani, o qual é considerado ídolo pelas duas equipes campineiras, e é conhecido por nunca ter perdido um Derby Campineiro. Seja como treinador da Ponte, ou do Guarani.

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O placar do Brinco de Ouro. | Foto: Gazeta Press.

O histórico do confronto é, no mínimo, polêmico. Segundo os bugrinos, em 199 jogos, são 67 vitórias do Guarani, 65 empates e 66 vitórias da Ponte. Segundo os pontepretanos, considerando apenas jogos oficiais, a vantagem é da Macaca. São 52 vitórias da Ponte, 56 empates e 46 vitórias do Guarani. Cada lado possui seus argumentos, mas o fato é que a rivalidade entre Guarani e Ponte Preta é uma das maiores do país e, neste sábado, será disputada a batalha de número 200 do clássico Derby Campineiro. Quem levará a melhor no Brinco de Ouro?


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Por Filipe Saochuk – Fala! PUC-SP

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