Crônica: O Fim
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Morte. Ela pode ser considerada a única certeza que nós, meros seres humanos, temos na vida. Causa medo em alguns ou pode ser o combustível para fazer com que a vida seja vivida da melhor forma possível. Morte não precisa necessariamente ser o fim da vida, mas ela pode representar o fim de algo, de uma fase, para assim recomeçar.

Mas aí você vai me perguntar o porquê de estar falando de um tema tão pesado e complicado e a resposta é simples: assuntos assim são necessários para serem discutidos.

Em meu modo de ver, a morte não causa medo. Desde criança, meus pais nunca evitaram me levar em velórios e eu ia tranquilamente a esses lugares tão cheios de tristeza. Mas essa falta de medo me fez ser insensível em algumas questões. Filmes que mostram a morte não deixam meus olhos cheios de lágrimas ou até mesmo alguém falando sobre isso não mexe comigo. Quando algum familiar morria também não me deixava tão mal, sim, eu fico triste, mas não é como se isso me deixasse de luto por dias ou meses.

Quando acontece a morte de uma amizade, eu nunca fico remoendo e sentindo saudades de toda nossa relação. É como se fosse indiferença o que eu sinto pela pessoa.

Nunca sei se essa indiferença quanto aos fins da vida e das relações é um defeito meu. Penso que a religião que sigo acabou deixando claro que existe uma vida depois da morte e que sempre é possível recomeçar. A vida não passa de uma fase que de qualquer forma vai ter um fim e isso é incontrolável. É preciso que as pessoas vivam o agora, se declarem, demonstrem sentimentos no momento presente. Nunca se sabe quando o fim da vida vai chegar, pode ser em anos, meses, dias ou minutos. A morte não precisa causar medo, mas precisa ser o que deixa claro que nada dura para sempre.

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Heloisa Shibuya Fala!PUC

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