Consequências do aquecimento global: Saiba como afetou a plantação de mognos
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Conheça mais sobre os impactos do aquecimento global no plantio de mognos

Conheça mais sobre os impactos do aquecimento global no plantio de mognos

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A sociedade atual, além de problemas socioeconômicos, também sofre com problemas relacionados ao meio ambiente. O aquecimento global é um mal que tem ganhado destaque pelas diversas áreas e setores que são afetados por ele. Descubra agora quais são as consequências do aquecimento global e os impactos do aquecimento global no plantio de mognos.

consequências do aquecimento global
Entenda as consequências do aquecimento global para o Mogno Africano. | Foto: Pexels

Quais as causas e as consequências do aquecimento global?

O aquecimento global é um fenômeno climático que ocorre pela demasiada emissão de gases, que causam o efeito estufa, e gera o aumento da temperatura no planeta terra. Uma das consequências do aquecimento global é que o mundo, nos últimos anos, segue batendo o recorde de temperaturas mais altas da história. Segundo a NASA, a agência espacial norte-americana, o ano de 2020 teve um empate com o de 2016, na disputa de ano mais quente da história. De acordo com os cientistas do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA (GISS) a temperatura média global em 2020 foi 1,02ºC maior, em relação ao período entre 1951 e 1980. A tendência é que a temperatura continue aumentando em ritmo crescente. Ou seja, a previsão é que as consequências do aquecimento global só aumentem. 

O problema do aquecimento global teve início com a revolução industrial, que foi o momento da história em que combustíveis fósseis se tornaram a principal fonte de energia para o funcionamento de máquinas e equipamentos. Tudo isso gerou uma maior emissão de gases de efeito estufa na atmosfera, tais como dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O). 

Nesse sentido, todos esses também são encontrados naturalmente e, em equilíbrio na Terra, são eles que permitem que o calor absorvido pelo planeta não seja emitido de volta ao espaço com muita facilidade. Essa é uma das principais consequências do aquecimento global.

Sendo assim, o aquecimento global demasiado representa um desequilíbrio na dinâmica natural do planeta, fazendo com que muito calor seja absorvido, e aumente a temperatura da Terra de forma considerável, a ponto de causar impactos ambientais visíveis e notáveis, tais como o registro de temperaturas chegando a 50°C no Canadá, local caracteristicamente frio. 

Ainda mais, as queimadas, caracterizadas como caminho para viabilizar a agricultura ou renovar as pastagens, também são uma das principais causas e consequências do aquecimento global.

Existem diversas consequências do aquecimento global, que são notáveis para todos, tais como: 

  • Elevação da temperatura da superfície;
  • Mudança da frequência de temperaturas extremas;
  • Aumento do nível médio do mar;
  • Retração das calotas polares;
  • Mudança na quantidade de vapor d’água da atmosfera;
  • Alteração da salinidade dos oceanos;
  • Redução na produção de alimentos;
  • Aumento de inundações e secas;
  • Modificação do regime de fogo;
  • Danificação dos recifes de coral.

Todas essas são sérias e notáveis consequências do aquecimento global.

A população de mognos africanos 

O Mogno Africano foi introduzido ao território brasileiro na década de 70, mas foi difundido e popularizado apenas na década de 80 e 90 com plantios experimentais promovidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em diversas regiões do Brasil. No estado de Minas Gerais concentram os maiores plantios da espécie.

O Mogno Africano é uma das mais exóticas das madeiras nobres para serraria, cultivadas no Brasil, pois é caracterizada por gerar alto retorno financeiro. Além disso, a madeira em si proporciona maior rentabilidade. 

O cultivo dessa espécie de árvore apresenta fácil manuseio, um crescimento rápido quando comparada a outras espécies, pois sua idade de maturação se dá entre 13 e 15 anos, ou seja, é nessa idade em que a parte central da árvore, o cerne, é formado, se adapta facilmente ao clima brasileiro e possui ótima rentabilidade. Os mognos africanos em ambientes naturais são árvores de porte grande, alcançando de 40 a 50 metros de altura e de 2 metros de diâmetro na altura do peito.

Falando de forma específica sobre a árvore, o Mogno Africano é o nome genérico das espécies de árvore do gênero Khaya. Há duas dessa espécie, que são mais conhecidas e fáceis de encontrar, tais elas:

  • Khaya senegalensis: origem em Mali, Senegal, Norte de Camarões, Uganda e Sudão;
  • Khaya grandifoliola/ivorensis: origem em Mali, Senegal, norte de Camarões, Uganda e Sudão. Sendo essa, a mais utilizada pelos cultivadores e a mais comum quando se refere aos Mognos Africanos.

Em florestas naturais, o Mogno Africano é conhecido por seu grande porte, apresentando 200 cm de diâmetro à altura do peito e 50 m de altura, caule firme, sem ondulações e partes tortas, não possui nenhum tipo de ramificações até pelo menos, uma faixa de 30m, aproximadamente, possuindo um sistema radicular muito amplo. A casca espessa e rugosa, apresenta uma coloração rosada e castanho-avermelhado. As folhas são paripinadas, com pares de folíolos brilhantes e glabros.

A espécie cresce e se adapta melhor em solos bem estruturados, mas suporta bem as condições onde a quantidade de argila atinge até 68%, necessitando, de forma básica, apenas de radiação solar, água e nutrientes provindos do solo. Porém, isso não é sinal de que todos os solos possuem nutrientes suficientes para sustentarem as árvores.

O mogno é considerado a mais valiosa espécie de madeira que possui um uso comercial nativa dos trópicos. Apesar disso, o plantio comercial do mogno enfrenta um fator que pode ser visto como uma dificuldade em potencial. É a mariposa broca do ponteiro ou broca das meliáceas.

Uma das investidas em cultivar o mogno no estado do Pará, não deu certo por causa do inseto. A lagarta da mariposa tem um grande apetite insaciável pelo mogno. Ela perfura e mata novos brotos e também perfura brotações em desenvolvimento, fazendo com que a formação de um tronco comercialmente aproveitável seja interrompida ou atrapalhada.

O inseto é considerado a maior e principal praga florestal da América Latina e do Caribe, atacando outras árvores, como por exemplo, o cedro-rosa. O ciclo biológico do inseto, desde a fase de ovo até a fase adulta, está diretamente ligado às condições climáticas. 

O aquecimento global e os mognos

Com o aquecimento global, os cenários futuros de mudanças climáticas indicam, em todas as regiões do país, uma tendência de diminuição do ciclo biológico da mariposa e do aumento do número de gerações ocorridas em um ano, pelo calor decorrente do aquecimento no planeta, criando um cenário mais favorável para a lagarta da mariposa.

Ou seja, as consequências do aquecimento global para o Mogno Africano é o crescimento da população de lagarta de mariposas, que se alimentam dos brotos de Mognos, fazendo com que a espécie sofra mais com a praga. Logo, as consequências do aquecimento global afetam muito os mognos. 

Como preservar as árvores de mogno?

Tendo em vista todas as consequências do aquecimento global, e sendo ele um dos principais responsáveis pelo prejudicial aos Mognos, para a preservação dos mesmos, são necessárias ações simples, mas se houver engajamento de uma boa parte da população mundial, fará diferença no enfrentamento às consequências do aquecimento global. 

Essas ações são: 

  1. Reduzir o consumo de carne bovina;
  2. Evitar o uso de canudos e copos descartáveis;
  3. Fazer pequenos trechos a pé;
  4. Não desperdiçar alimentos;
  5. Desligar a luz ao deixar um ambiente;
  6. Comprar roupas de segunda mão;
  7. Reduzir o volume do seu lixo.

Assim, as consequências do aquecimento global seriam freadas e a população de Mognos africanos não seriam prejudicadas.

Quer saber mais sobre as consequências do aquecimento global no meio ambiente? Confira o que o Grupo Selva Florestal tem feito a respeito disso e como eles ajudam no cultivo, recuperação, comercialização e no reflorestamento, inclusive de espécies em extinção.

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Por Camile Barros – Fala! UFPE

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