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Como a Moda pode mudar a Conscientização Ambiental

Como a Moda pode mudar a Conscientização Ambiental


Por Giulia Fantinato – Fala!MACK

 

Iniciação à sustentabilidade – Como a moda pode mudar a conscientização ambiental

O mundo fashion ocupa o 2º lugar das indústrias mais poluentes. A nova “tendência” da sustentabilidade e da importância de cuidar da natureza traz para a Moda novos padrões e novas exigências, promove a conscientização e coloca a saúde do ambiente em pauta. Junto com essa nova onda, diversos projetos surgiram para diminuir as emissões de carbono, o desmatamento e a produção de plástico, por exemplo.

Segundo o Fórum Econômico Mundial de Davos, até o ano de 2050, teremos mais plástico nos oceanos do que peixes, e por isso uma mudança nos nossos costumes é de extrema urgência. Alguns países e empresas já estão tomando medidas para diminuir sua produção de resíduos não biodegradáveis.

Recentemente a marca de café americana Starbucks, comunicou que pretende eliminar o uso de canudos plásticos na empresa até 2020. A Itália foi o primeiro país europeu a banir as sacolinhas plásticas dos mercados e no Reino Unido a lei diz que deve haver custo quanto as sacolas nos mercados.

No Brasil, o Rio de Janeiro foi a primeira cidade a proibir o uso de canudos plásticos nos estabelecimentos. O projeto de lei do vereador do MDB, Jairinho, sancionado pelo prefeito Marcelo Crivella, prevê multa de até 3 mil aos comércios que descumprirem a lei.

Devemos nos enquadrar no novo comportamento sustentável não apenas por conta de regulamentações, mas por decisão da consciência. A moda não diz respeito apenas ao ato de vestir-se, ela deve expressar as suas convicções e identificações, e é para isso que algumas empresas da área, e mesmo outras que em um primeiro momento podem não parecer ligadas a ela, estão entrando nessa nova vibe.

A Amni® é uma marca nacional do grupo Solvay que junta tecnologia à moda e trabalha com a poliamida 6.6, um tecido leve e de rápida secagem que é muito usado para a produção de roupas esportivas. A marca é responsável pela linha Amni® Soul Eco, que produz a primeira poliamida biodegradável do mundo.

A Moon Parka é uma colaboração da The North Face japonesa e da start-up Spiber Inc. A jaqueta é o primeiro protótipo feito com uma seda de teia de aranha artificial.

Dolores Piscotta produz roupas com uma fibra orgânica vinda do 3º alimento mais consumido no mundo, o leite! O tecido tem um quê da maciez da seda e até uma semelhança com o nylon.

A Insecta Shoes é uma loja brasileira de sapatos com estampas ~diferentonas~ que reutiliza tecidos e recicla até mesmo garrafas pets na sua produção.

A Osklen, criada por Oskar Metsavaht, é uma das primeiras marcas no Brasil a fazer roupas sustentáveis, que utilizam, por exemplo o couro de pirarucu e garrafas pet em sua fabricação.

A Mentah! é uma marca brasileira que tem como propósito reduzir a produção de lixo marinho e para conquistar esse objetivo vende a sua própria linha de canudos reutilizáveis de vidro. A escolha do material deve-se à sua maior resistência, higiene e sustentabilidade.

A marca portuguesa The Bam and Boo Toothbrush produz escovas de dentes feitas de bambu e procura tornar as atividades do dia-a-dia mais amigas do meio ambiente.

Em Moda Com Propósito – Manifesto Pela Grande Virada, o autor André Carvalhal aborda a ressignificação dessa indústria e o impacto dessa mudança ambiental.

E para quem se interessou ainda mais em cooperar com a sustentabilidade, a dica é assistir o documentário dirigido por Candida Brady, “Trashed – Para Onde Vai Nosso Lixo”, que mostra como alguns países e autoridades fecham os olhos para a eliminação incorreta do lixo e, como uma aula, chama o telespectador a fazer a sua parte e a descartar de forma correta o lixo que produz.

               “Se a moda entende que está a serviço das pessoas, hoje é inevitável que ela vá além do vestir, além das roupas. A força de uma empresa está na relevância que ela tem para a comunidade”.

–  André Carvalhal

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