Conheça a história do maior medalhista do Brasil, Daniel Dias
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Conheça a história do maior medalhista do Brasil, Daniel Dias

Conheça a história do maior medalhista do Brasil, Daniel Dias

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Nascia no dia 24 de maio de 1988, às 3:30h da madrugada, na cidade de Campinas, Daniel Dias, um dos maiores, se não o maior atleta paralímpico do Brasil. Logo, no primeiro momento de sua vida, ele precisou vencer a prova da vida, já que nasceu com malformação nos braços e na perna, cuja causa até hoje não foi identificada. Em março de 1991, ele passou por uma cirurgia para começar a utilizar próteses. Como tudo nessa vida, o início não foi fácil, mas a cada etapa que passava, Daniel nunca se abalava e sempre vencia, assim como na natação.

Daniel Dias conquistou as piscinas e o título de melhor atleta paralímpico brasileiro.
Daniel Dias conquistou as piscinas e o título de melhor atleta paralímpico brasileiro. | Foto: Reprodução.

A história e as vitórias de Daniel Dias, astro da natação brasileira

O Início da Carreira

Inspirado no nadador paralímpico Clodoaldo Silva, Daniel começou a treinar em 2004, mesmo ano em que seu ídolo conquistou 6 medalhas de ouro nas Paraolimpíadas de Atenas.

No ano de 2005, Daniel decidiu oficialmente se tornar atleta profissional, foi logo após conquistar sua primeira medalha em uma competição nacional, realizada em Belo Horizonte. Mesmo a medalha sendo de Bronze, ela significou muito para o nadador brasileiro.

Quando tinha 18 anos, participou do seu primeiro mundial, que foi disputado em Durban, na África do Sul. Logo de cara o nadador brasileiro já mostrou todo seu potencial, visto que conquistou 5 medalhas, sendo 3 ouros e duas pratas.

Pequim 2008

Em sua primeira Paralimpíada, Daniel conquistou 6 medalhas de ouro.
Em sua primeira Paralimpíada, Daniel conquistou 6 medalhas de ouro. | Foto: Reprodução.

Inspirado no nadador paralímpico Clodoaldo Silva, Daniel começou a treinar em 2004, mesmo ano em que seu ídolo conquistou 6 medalhas de ouro nas Paraolimpíadas de Atenas.

No ano de 2005, Daniel decidiu oficialmente se tornar atleta profissional, foi logo após conquistar sua primeira medalha em uma competição nacional, realizada em Belo Horizonte. Mesmo a medalha sendo de Bronze, ela significou muito para o nadador brasileiro.

Quando tinha 18 anos, participou do seu primeiro mundial, que foi disputado em Durban, na África do Sul. Logo de cara o nadador brasileiro já mostrou todo seu potencial, visto que conquistou 5 medalhas, sendo 3 ouros e duas pratas.

A primeira Paralimpíada de Daniel Dias foi em Pequim 2008 e logo na sua estreia o nadador brasileiro teve um desempenho histórico, faturou quatro ouros, quatro pratas e um bronze, encostando no ídolo Clodoaldo. A partir dali, entrou para a história.

As medalhas de ouro vieram nas provas: 100 metros livre, 200 metros livre, 200 metros medley e 50 metros costas, já as medalhas de prata foram nos 100 metros peito, 50 metros borboleta e 50 metros livre e com a equipe brasileira no revezamento 4x50m medley. Enquanto a de bronze veio no revezamento 4x50m livre.

Londres 2012 e Rio 2016

Ao todo, Daniel Dias participou de 4 Paralimpíadas.
Ao todo, Daniel Dias participou de 4 Paralimpíadas. | Foto: Reprodução.

Na sua segunda paralimpíada, o atleta foi porta-bandeira da delegação brasileira e viveu o seu auge, foram ao todo seis medalhas de ouro nas seis provas individuais disputadas, o que também fez Dias ser o principal atleta do país, com maior quantidade de “pódios dourados” na história.

Em seu país local, Daniel teve o seu pior desempenho se tratando de paralimpíadas, mas foi muito longe de ser decepcionante, visto que o atleta conquistou nove pódios, com quatro ouros, três pratas e dois bronzes, deixando claro o quanto ele, Daniel Dias, é um fenômeno.  

Tóquio 2020

Os Jogos Parlímpicos de Tóquio foram os últimos na carreira do atleta brasileiro.
Os Jogos Parlímpicos de Tóquio foram os últimos na carreira do atleta brasileiro. | Foto: Reprodução.

Essa paralimpíada marcaria a despedida de Daniel das piscinas, aos 33 anos o atleta queria muito encerrar sua participação de uma forma digna e claramente ele conseguiu, se já não bastasse as 24 medalhas conquistadas anteriormente, o nadador brasileiro adicionou mais três ao seu currículo.

Daniel marcou o seu nome na história, pois é o maior atleta paralímpico da história do Brasil, como também o nadador paralímpico mais vitorioso do esporte.  Não é à toa que recebeu o apelido de “Michael Phelps das paralimpíadas” e ao ser perguntado se isso o incomodava, o atleta respondeu: “Para mim, ser comparado a uma lenda é uma honra. Não sinto pressão nisso, e sim uma alegria imensa por ser comparado a esse grande atleta”.

As conquistas dos Prêmios Laureus

O Prêmio Laureus é um prêmio concedido anualmente aos esportistas de maior destaque durante o ano anterior. Daniel Dias possui três, o nadador brasileiro ganhou nos anos de 2009, 2013 e 2016.

Neste ano, o paulista ainda foi nomeado como membro oficial da Laureus World Sports Academy, entidade que elege anualmente os melhores esportistas do mundo. Junto com ele, a jogadora de squash Nicol David, a atleta de esqui alpino Lindsey Vonn e a corredora Jessica Ennis-Hill foram nomeadas também integrantes da academia.

Além de eleger os melhores esportistas do mundo, Laureus é uma instituição social esportiva que atua no desenvolvimento do esporte pelo mundo, apoiando e ajudando cerca de seis milhões de crianças e jovens adultos e em mais de 250 programas comunitários.

Instituto Daniel Dias

Daniel Dias ganhou uma instituição com seu nome.
Daniel Dias ganhou uma instituição com seu nome. | Foto: Reprodução.

O Instituto Daniel Dias foi fundado em 2014, através de uma iniciativa do atleta paralímpico Daniel Dias com o objetivo de ser um órgão transformador por meio da prática esportiva, além também de incluir a pessoa com deficiência a partir da descoberta e desenvolvimento de suas habilidades.

O instituto concentra suas atividades na cidade de Bragança Paulista e a princípio tem como foco a natação paralímpica.

Deficiência não nos define e nem nos limita!

Daniel Dias

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Por Caio Padilha – Fala! Cásper

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