Cinco receitas de doces de festa junina para se deliciar
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Cinco receitas de doces de festa junina para se deliciar

Cinco receitas de doces de festa junina para se deliciar

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Junho é sinônimo de festa junina, uma das comemorações mais tradicionais e amadas pelos brasileiros que celebra Santo Antônio, São João e São Pedro. Caracterizada por suas danças típicas, fogueiras, bandeirinhas e balões, as festas juninas são popularmente lembradas também por seus deliciosos doces que todo mundo ama.

Pensando nisso, para não deixar essa data passar em branco, eu separei cinco receitas de doces juninos para você mesmo preparar nessa quarentena e se deliciar em casa com sua família. 

Doces de festa junina para cozinhar e se deliciar

Maçã do amor

Maçã do amor
Maçã do amor. | Foto: Reprodução.

A maçã do amor surgiu em 1954, quando o catalão José Maria Ferre Angels desembarcou no Brasil com sua família. Angels estava passando por uma crise financeira e precisava de alguma fonte de renda para sustentar a casa, foi quando teve a ideia de criar a maçã do amor para vender pela cidade.

O fruto escolhido foi a maçã, pois era de fácil acesso aqui no país, e decidiu caramelizá-la com uma calda vermelha com o intuito de vender em praças, festas juninas e feiras. A partir daí, essa deliciosa guloseima começou a fazer sucesso e está presente em diversas comemorações até os dias atuais.

Tempo de preparo: 30 minutos
Rendimento: 12 porções

Ingredientes:

  • 1 kg de açúcar 
  • 500 ml de água 
  • 1 colher (sopa) de vinagre
  • Corante vermelho (em pó ou líquido)
  • 12 maçãs médias
  • Palitos de sorvete

Modo de preparo:

Maçãs: 

  1. Lave e seque as maçãs. 
  2. Espete-as com um ou dois palitos.
  3. Unte formas de alumínio com um pouco de óleo.

Calda:

*Nessa receita, não se usa nenhuma colher, pois pode açucarar a calda.

  1. Dentro de uma panela, coloque todos os ingredientes.
  2. Misture-os apenas mexendo a panela – não use a colher, pois pode quebrar o ponto da calda.
  3. Utilize o fogo alto até a mistura ferver, após isso, mude para fogo médio e mantenha por, aproximadamente, vinte e cinco minutos.
  4. Mergulhe a ponta de um palito na calda e, em seguida, pingue na forma.
  5. Pressione com o dedo (ela amassará) e solte sobre a forma; se ela fizer barulho de sólida, desligue imediatamente e comece o processo de mergulhar as maçãs e colocá-las sobre a forma previamente untada com óleo.
  6. O ideal é realizar este processo o mais rápido possível, pois a calda vai endurecendo com o passar do tempo.

Curau

curau
Curau. | Foto: Reprodução.

O curau de milho verde, mais conhecido como canjica no nordeste, nasceu aqui, no Brasil, a partir da união de duas receitas: o pudim europeu e uma densa bebida dos tupis, que utilizava-se em rituais. 

Tempo de preparo: 45 minutos
Rendimento: 6 porções

Ingredientes:

  • 6 espigas de milho
  • 1 xícara de açúcar
  • 3 xícaras de leite
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • Canela em pó

Modo de preparo:

  1. Comece cortando o milho das espigas com o auxílio de uma faca. Dica: Não corte o milho tão próximo à espiga para que o curau não fique com um gosto amargo.
  2. Em seguida, bata o milho no liquidificador junto com o leite por cerca de cinco minutos para obter uma mistura o mais homogênea possível. 
  3. Coloque essa mistura em uma peneira de rede fina e pressione com uma colher para espremer todo o suco do milho sem o sabugo.
  4. Coloque o suco do milho em uma panela junto com o açúcar e a manteiga. Leve ao fogo médio e mexa até engrossar, por cerca de quinze minutos. Depois, baixe o fogo e mexa por mais vinte/trinta minutos para apurar bem o sabor. 
  5. Distribua por tacinhas ou potes e deixe esfriar sem tampar.
  6. Polvilhe a canela por cima do curau e ele estará pronto!

Cocada

Cocada
Cocada. | Foto: Reprodução.

Alguns dizem que a cocada é de origem africana, pois os negros traficados em navios que começaram a preparar o doce. As escravas ralavam o coco, faziam a calda e misturavam com a fruta, assim, o fogo daria o ponto para o doce, que na época era o preferido de todos: senhores de fazenda e escravos.

Outros acreditam que a cocada chegou ao Brasil com a mistura de imigrantes, que tiveram contato com os escravos e criaram esse delicioso doce, cuja a fruta era abundante na costa brasileira. 

Tempo de preparo: 1 hora
Rendimento: 20 unidades

Ingredientes:

  • 2 ½ xícaras de coco fresco ralado grosso (cerca de 500g)
  • 1 ½ xícara de açúcar
  • 1 xícara de água

Modo de preparo:

  1. Em uma panela média, misture o açúcar e a água com a ponta do dedo para não espirrar na lateral da panela – isso evita que a calda queime até atingir o ponto de fio.
  2. Leve a panela ao fogo médio e deixe cozinhar sem mexer, por cerca de 20 minutos, até a calda atingir o ponto de fio – para verificar, mergulhe uma colher e levante um pouco da calda, se formar um fio fino entre as gotas, está pronta.
  3. Adicione o coco e misture apenas para envolver os flocos com a calda (evite mexer em excesso para não açucarar). Deixe cozinhar por mais cinco minutos em fogo médio, sem mexer. A cocada deve estar bem úmida neste momento.
  4. Transfira a cocada (com a calda) para uma tigela e deixe descansando por cinco minutos. Enquanto isso, unte uma assadeira grande com manteiga.
  5. Com duas colheres (sobremesa), modele a cocada e transfira para a assadeira, uma ao lado da outra.
  6. Deixe em temperatura ambiente por cerca de uma hora ou até as cocadas secarem. Sirva a seguir.

Canjica

Canjica
Canjica. | Foto: Reprodução.

Acredita-se que a canjica seja de origem africana e tenha chegado ao Brasil com os escravos. Esse alimento era bem comum na senzala e, com o passar do tempo, migrou também para a casa dos senhores de fazenda que, pouco a pouco, foram acrescentando ingredientes.

A canjica se popularizou do Norte ao Sul do Brasil e, atualmente, é um prato indispensável nas festas juninas. 

Tempo de preparo: 40 minutos
Rendimento: 10 porções

Ingredientes:

  • 500g de canjica branca
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 vidro de leite de coco
  • 50g de coco ralado úmido e adoçado
  • 1 litro de leite
  • 8 colheres (sopa) de açúcar
  • Canela em pó

Modo de preparo:

  1. Lave a canjica em água corrente.
  2. Deixe de molho com o açúcar por, aproximadamente, quarenta minutos.
  3. Cozinhar na panela de pressão com dois litros de água por, aproximadamente, vinte minutos ou até que esteja macia.
  4. Coloque em outra panela maior e acrescente o leite, o leite de coco, o leite condensado e o coco ralado.
  5. Deixe ferver por dez minutos, mexendo sempre para não grudar no fundo da panela.
  6. Desligue o fogo quando estiver bem cremosa.
  7. Polvilhe a canela em pó.

Paçoca

Paçoca
Paçoca. | Foto: Reprodução.

A paçoca teve origem nos alfajores dos tropeiros e dos senhores das sesmarias dos Campos Gerais, mas, antigamente, era uma mistura de carne e farinha que servia de alimento para os garimpeiros que saíam para procurar diamantes às margens do rio Tabagi, no Paraná.

O nome do doce tem origem no termo indígena pa-soka, que significa “esmagar com as mãos”, referindo-se ao modo de como era preparada, onde a carne e a farinha eram socadas em um pilão.

Atualmente, ela é fabricada à base de amendoim, farinha de mandioca e açúçar, tornando-se um dos doces preferidos da população brasileira. 

Tempo de preparo: 10 minutos
Rendimento: 11 porções

Ingredientes:

  • 1/2 kg de amendoim torrado, sem sal e sem pele
  • 2 xícaras de açúcar
  • 1/2 xícara de farinho de milho amarela
  • 1 colher (café) de sal

Modo de preparo:

  1. Junte o amendoim torrado, o açúcar, a farinha de milho e o sal, coloque-os em um triturador ou liquidificador. Processe até que fiquem bem triturados e homogêneos.
  2. Pegue forminhas de sua preferência e coloque a mistura, socando com as mãos e modelando.
  3. Desenforme e está pronto para consumir

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Por Samira Paiva – Fala! Cásper

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