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Opinião: Sobre a escolha de Bela Gil para a equipe de transição

A nomeação da apresentadora Bela Gil para o núcleo de Combate à Fome e Desenvolvimento Social da equipe de transição do governo Lula dividiu opiniões nas redes sociais. Uma coluna da revista Veja, inclusive, chegou a ironizar o fato de que o presidente recém-eleito prometeu cerveja e picanha na campanha eleitoral, mas os brasileiros teriam de se contentar com o cardápio da “natureba Bela Gil”.

Bela Gil
Bela Gil faz parte da equipe de transição do novo governo. | Foto: Montagem/ Instagram

É verdade que Bela ficou conhecida na internet por ensinar receitas inusitadas em defesa da “comida saudável e consciente”. (Sobre isso, gostaria de destacar que um dos meus momentos preferidos da saga da culinarista é aquele no qual ela apresentou o clássico “churrasco de melancia” a uma multidão de caretas no programa Encontro, da Rede Globo.) 

A escalação da apresentadora para a equipe de transição, no entanto, é tão óbvia quanto louvável: não se pode discutir o combate à fome sem pensar em como garantir também uma alimentação saudável aos que mais necessitam. Afinal, se alimentar de forma saudável é essencial para manter a qualidade de vida. E, como Bela já provou em inúmeros episódios do seu programa no GNT, é possível manter uma alimentação saudável sem abrir mão do sabor, da qualidade e do cuidado com o meio ambiente. 

Então por que os questionamentos sobre a escolha de uma referência na área nutricional que busca a união do útil (combate à fome) com o agradável (educação alimentar)?

Trajetória de Bela Gil

Expertise técnica e conhecimento científico é o que não falta na filha de Gilberto. Bela Gil é formada em Nutrição pela Hunter College em Nova York e mestra em Ciências Gastronômicas. Além de apresentadora, ela também é escritora de livros de culinária aclamados pelo público e pela crítica. Defensora da agroecologia, Bela também desenvolve o projeto “Bela Infância”, que busca combater a desnutrição e a obesidade infantil através de ações educativas com crianças e merendeiras de escolas públicas de todo o Brasil.

A participação de Bela Gil na equipe de transição não significa que vá ser ministra do governo Lula. Mas ela pode, sim, virar ministra ou secretária de algum ministério, como já ocorreu em outras transições governamentais. Resta saber se poderemos contar permanentemente com uma profissional do naipe de Bela Gil para formular políticas públicas que ajudem os brasileiros a escolherem comidas mais saudáveis e conscientes.

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Por Evelin Moreira – Fala! Universidade Positivo

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