50 anos da morte de Jimi Hendrix: as contribuições do guitarrista para a música
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50 anos da morte de Jimi Hendrix: as contribuições do guitarrista para a música

50 anos da morte de Jimi Hendrix: as contribuições do guitarrista para a música

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Ao citarmos o nome do grande guitarrista Jimi Hendrix, certamente algumas ideias logo surgem na mente daqueles que conhecem o trabalho do músico: Woodstock, inovação, originalidade, e é claro, o trabalho minucioso e potente que Jimi fazia inigualavelmente com a guitarra.

Nascido em Seattle (1942), Jimi construiu uma carreira lendária e ambientada por uma extrema sensibilidade trazida desde sua conturbada infância até sua precoce morte, em 1970, aos 27 anos (sendo a idade de falecimento do músico um ponto que também o faz participar do “clube dos 27” – clube que engloba vários conceituados nomes da música que fatalmente, e coincidentemente, deixaram o mundo na exata idade dos 27 anos, tais como Kurt Cobain e Amy Winehouse).

Neste ano se completam 50 anos desde a morte do cantor, e ao nos depararmos com sua trajetória, quais são os fatos mais marcantes que contam a história de uma das maiores lendas do rock? E além disso, quais suas contribuições para o amplo cenário musical no qual vivemos hoje? Trata-se de um caminho não linear do artista, repleto de grandes conquistas e demonstrações do talento de Jimi em meio a sua vida agitada.

Jimi Hendrix by Linda McCartney, 1967

“O blues é fácil de tocar. Mas difícil de sentir”.  A frase proferida pelo guitarrista ilustra muito suas principais influências, tendo tido suas raízes e referências em grandes nomes do Blues, como T-Bone Walker, Muddy Waters,B.B King e dentre inúmeros outros. Mesclando o ritmo do blues com a potência de sua guitarra, Jimi buscava por meio de seus solos uma sonoridade onde os acordes pudessem se encontrar com a amplificação da melodia e da voz: tornando então todos os elementos uniformes na música. Foi um dos primeiros músicos a popularizar o uso do pedal wah-wah, que ele utilizava justamente para dar entonação e expressividade para seus solos.

Imagem:Reprodução

O guitarrista despontou sua carreira enquanto tocava com o “The Blue Flames” e foi descoberto por Chas Chandler, baixista do famoso grupo “The Animals”. Com seu primeiro single “Hey Joe”, o músico encantou grandes nomes da época como os Beatles, Eric Clapton,  e a banda The Who. Emplacou seu nome no cenário do rock da época com o álbum “Are You Experienced”, juntamente ao seu novo grupo, Jimi Hendrix Experience. O álbum apenas não atingiu o número 1 das paradas de 1967 pois competia com o notório Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band,dos Beatles.

Imagem: Reprodução

Foi em uma fase conturbada de sua vida, em meio ao uso excessivo de drogas, que Jimi presenciou o contexto histórico da música atuando na linha de frente como resposta aos conflitos da Guerra do Vietnã. Durante suas performances em vários festivais que perpetuavam o movimento de contracultura, incluindo o clássico Woodstock em 1969, Hendrix se envolveu em diversas polêmicas e confusões relacionadas a falas impulsivas ditas em estado de não sobriedade, o que gerou certa degradação da imagem do cantor. Ao encerrar Woodstock no último dos três dias de evento, Jimi estranhamente preferiu o horário matutino, talvez prevendo o ápice das apresentações daquele dia e consagrando um momento que iria ser lembrado para sempre.

Imagem: Reprodução

O músico construiu sua carreira desde uma infância sem regalias em Seattle, onde descobriu seu amor pela música e pelas cordas ao encontrar um ukelele (que tinha apenas uma corda e mesmo assim o encantou) enquanto trabalhava na retirada de sucata com seu pai. Ligado fortemente á suas raízes e sua herança cherokee, o guitarrista nunca perdeu seu estilo único, seja com seu ukelele de apenas uma corda encontrado quando criança, ou com sua clássica Fender Stratocaster, que ele – literalmente- ateava fogo quando tocava.

Imagem: Reprodução 

Desde os singles “Purple Haze”, “Little Wing”, até “All Along the Watchtower” e “Voodoo Child”, Hendrix conduziu com maestria seu trabalho musical que percorria o Blues, R&B, Jazz e por fim chegava nos acordes estridentes e concisos de sua guitarra. Canhoto, inovou diversos novos estilos, seja com o uso de pedais, amplificação dos efeitos sonoros, ou até mesmo a utilização da alavanca de trêmolo, fator que possibilitava o guitarrista “entortar” acordes e inventar novos efeitos com a guitarra.

Certamente não só sua música, que hoje é completamente influente em inúmeros estilos (principalmente no estilo “Funk Rock”, sendo uma grande referência para grandes bandas da atualidade, como o grupo Red Hot Chili Peppers, por exemplo), foi deixada como herança, mas toda sua persona extremamente representativa. Através de seus aspectos únicos, sua espontaneidade, inovação e talento, Jimi, ao falecer precocemente aos 27 anos, nos deixou em circunstâncias tristes e revoltas, mas certamente com sua singularidade e sensibilidade, eternizou um legado imenso de um dos maiores guitarrista de todos os tempos.

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Por Larissa Mariano – Fala! Cásper Líbero

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