Educação em mudança diante do coronavírus
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Diante dos mais de 12 mil casos confirmados, reconhecidos pelo Ministério da Saúde, e as notas preventivas para o combate à pandemia do Covid-19, a assinatura de Bolsonaro em mais uma medida provisória proporciona uma decisão paliativa, porém, eficaz no momento de urgência, no rumo da educação ao confirmar a regulamentação dos sistemas de ensino que tiveram o ano letivo afetado e, consequentemente, a modificação na vida dos estudantes brasileiros. 

educação à distância
A educação tem passado por várias mudanças devido ao coronavírus. | Foto: Reprodução.

Ademais, tem se destacado como uma das principais preocupações na tentativa de conter o novo coronavírus a insuficiência do sistema único de saúde (SUS) ao apresentar precariedades, como a falta de recursos e profissionais de saúde, presentes muito antes da doença atingir o Brasil.

Tendo isso em vista, a Medida Provisória n° 934, 1° de abril de 2020, assinada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, no Diário Oficial da União (DOU), traz uma perspectiva importante aos estudantes, principalmente aos do ensino superior da área de saúde, ao permitir a finalização antecipada de determinados cursos. 

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Essa medida admite 75% da carga horária do internato de medicina e a mesma quantidade de carga horária para os estágios obrigatórios dos cursos de enfermagem, farmácia e fisioterapia, adicionando as horas dedicadas à contenção da pandemia para o complemento do tempo necessário aos estágios curriculares obrigatórios e garantindo o registro profissional.

Logo, o previsto colapso desse sistema, por Luiz Mandetta, o ministro da saúde, do qual alertou o agravante cenário da saúde pública brasileira estipulada para o fim do mês de abril, seria devidamente amenizado com esse auxílio. 

Além disso, há também a alteração na carga horária, definida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), no ensino básico da qual as 800 horas mínimas serão alvo de flexibilização para os respectivos sistemas de ensino, contribuindo na contenção da doença e no isolamento social necessário ao evitar aglomerações em espaços fechados, como em uma sala de aula. 

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Dessa forma, o ensino à distância tem se tornado um meio mais seguro para as atividades escolares e da faculdade, que têm optado por recursos no espaço cibernético e transformado a rotina dos professores e estudantes com o objetivo de que o ensino não seja totalmente prejudicado.

Para isso, tem se destacado, cada vez mais, o auxílio de aplicativos, por exemplo, o Telegram, o Hangouts e o Google Classroom, esse é classificado como um dos melhores aplicativos de educação e se destaca por disponibilizar virtualmente a comunicação entre professores e alunos, ao mesmo tempo, que expande as possibilidades de criação e traz um novo formato às salas de aula.  

Contudo, mesmo com os atalhos criados pelas instituições de ensino, ainda é uma incógnita como a educação brasileira enfrentará as consequências da calamidade do Covid-19, apesar das dificuldades que permeiam o país nesse momento, o cronograma do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já detém suas datas definidas e impulsiona os estudantes, mesmo em quarentena, aos estudos e a uma rotina com mais espaço na agenda.

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Por Amanda Marques – Fala! UFPE

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