Veja cinco filmes clássicos dos anos 60 para assistir
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Veja cinco filmes clássicos dos anos 60 para assistir

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Venha conhecer cinco filmes clássicos que definiram uma década

Que época que foram os anos 60! Homem na lua, Woodstock, contracultura, ditadura, movimentos de arte de vanguarda. O mundo passava por uma mudança radical, que viria a se desenvolver no decorrer dos anos. Uma das coisas que mais chamou atenção foi o cinema, com caráter mais criativo e revolucionário. Fortemente atrelado ao experimental e com temas mais politizados.

São tantos filmes que deixaram sua marca que fica difícil escolher apenas cinco. Mas, aqui, estão alguns dos maiores clássicos dos anos 60 que você provavelmente ainda não viu.

Filmes clássicos dos anos 60 para conhecer

1. Acossado

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Acossado. | Foto: Pinterest/Cutscene.

É filme do Godard, acho que dispensa apresentações. Mas brincadeiras à parte, foi o primeiro filme de sua carreira. Com o roteiro originalmente escrito por François Truffaut, gira em torno de Michael (Jean-Paul Belmondo), que após roubar um carro e assassinar um policial, foge para Paris e tenta convencer sua amante norte-americana Patricia (Jean Seberg) a fugir para a Itália junto com ele, sem que ela saiba o que aconteceu.

Acossado pode ser definido como um filme livre e espontâneo. Que não perde tempo querendo mostrar algo que não vale a pena. Godard faz questão de enfatizar o cinema, fazendo uma montagem com cenas que pulam diretamente para a ação, que pode causar uma certa estranheza, mas que lembram que você está assistindo a um filme. Criando um senso quase que improvisado.

Foi um dos precursores da nouvelle vague, que se tornaria um dos movimentos cinematográficos mais importantes do século XX. E fez história sendo um dos filmes mais influentes do cinema.

Melhor frase: “Michael – É realmente asqueroso/ […] Patricia – O que significa ‘asqueroso’?”

2. Dr. Fantástico

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Dr. Fantástico. | Foto: Pinterest/All Posters.

Considerado o melhor filme de comédia de todos os tempos. Stanley Kubrick mostra sua genialidade ao nos contar a história de um general insano que acredita em uma conspiração comunista e acaba organizando um ataque nuclear para bombardear a Rússia. Enquanto o presidente dos Estados Unidos e seus assessores tentam se comunicar com ele e evitar a Terceira Guerra Mundial.

Inicialmente com um tom mais sério e inspirado no livro Alerta Vermelho, de Peter George. A melhor maneira de definir essa obra é como uma sátira política sexual da Guerra Fria. Peter Sellers dá um show de atuação, interpretando três personagens diferentes. E marcou a carreira de James Earl Jones (voz do grande Lorde Vader) como seu primeiro papel.

O cinismo de Kubrick fica evidente por associar a atitude belicista dos poderosos com uma espécie de insatisfação sexual, afinal, quando se confia a integridade do mundo em um bando de homens querendo se provar, a bomba começa a não ser uma má ideia.

Melhor frase: “Senhores, vocês não podem brigar aqui! Isso aqui é uma sala de guerra”

3. A Hard Day’s Night

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A Hard Day’s Night. | Foto: Pinterest/Film Grab.

Quando se fala dos anos 60, impossível não lembrar dos garotos de Liverpool. Os Beatles marcaram uma década, e continuam a conquistar o coração de jovens fãs até hoje. A Hard Day’s Night (ou Os Reis do Iê-Iê-Iê, como queira chamar), dirigido por Richard Lester, nos mostra o cotidiano do quarteto mais famoso da história, recém-chegado aos Estados Unidos e no auge da popularidade, de forma descontraída, até romantizada. Apesar de se tratar de uma história ficcional, os Beatles aqui interpretam eles mesmos. O que seria monótono se torna algo divertido. E uma das lições que se pode tirar é que não é preciso levar tudo a sério quando se é famoso, tampouco, quando se não é.

Foi eleito pela revista Time como um dos melhores longas-metragens de todos os tempos, e é considerado um dos melhores filmes musicais da história. Sendo um estrondoso sucesso de público e de crítica. E é uma obra indispensável para qualquer “Beatlemaníaco”.

Melhor frase: “Repórter – Me diga, como vocês chegaram à América?/ John Lennon – Virando à esquerda na Groelândia”

4. Deus e o Diabo na Terra do Sol

Deus e o Diabo na Terra do Sol
Deus e o Diabo na Terra do Sol. | Foto: Pinterest/Scheila F. Scisloski.

Não tem como falar de cinema nacional sem esbarrar no cinema novo, e seu carro-chefe, uma das obras-primas de Glauber Rocha. Na trama, Manuel (Geraldo Del Rey) mata o coronel que o explorava e foge com sua esposa Rosa (Yoná Magalhães) no sertão em busca de redenção. Encontrando profetas e cangaceiros, enquanto são seguidos por um matador de aluguel.

Foi eleito o segundo melhor longa-metragem pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) e abriu os olhos do mundo para o nosso cinema nacional.

Tem uma forte inspiração no neorrealismo italiano, nouvelle vague, literatura de cordel, mitos do cangaço, cinema soviético e filmes de “bang-bang”. Glauber consegue misturar tudo isso e criar algo autêntico em uma crítica à exploração de massas.

Melhor frase: “Mais forte são os poderes do povo!”

5. 2001: Uma Odisseia no Espaço – um dos filmes mais elogiados da década

2001: Uma Odisseia no Espaço
2001: Uma Odisseia no Espaço. | Foto: Pinterest/Cultura Colectiva.

Não existe a possibilidade desse filme ficar de fora. É inegável, Stanley Kubrick é um gênio. Não é tão fácil encontrar um diretor tão versátil, que se aventurou em vários gêneros totalmente distintos, e com 2001 não foi diferente. Seu roteiro foi escrito com a parceria entre o diretor e o escritor de ficção cientifica Arthur C. Clarke. E, convenhamos, o filme é arrastado e difícil, mas não quer dizer que seja ruim, é feito desta forma propositalmente. O que é até benéfico, pois continua levantando discussões pela sua complexidade, o que mantém a história viva até hoje.

Possui quatro narrativas diferentes, ligadas por um monolito misterioso que vem aparecendo desde o surgimento da humanidade até milhões de anos no futuro. Onde os astronautas David Bowman (Keir Dullea) e Frank Poole (Gary Lockwood) vão investigar o aparecimento dessa estranha forma em Júpiter, mas acabam se deparando com uma falha no super computador HAL 9000 da nave, que passa a assumir o controle.

Kubrick pode ser muita coisa, mas ele não é banal. Esse filme consegue juntar cinema, imaginação e arte em toda a sua glória. Sendo um dos mais emblemáticos e influentes de todos os tempos. Superando-se em trilha sonora, visual e tema.

É difícil imaginar como seus efeitos especiais e visuais foram feitos, ainda mais tratando dessa época, com recursos limitados. O que o torna um filme à frente de seu tempo e que convida o espectador a refletir.

Melhor frase: “Me desculpe, Dave. Não posso fazer isso”

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Por Matheus Cosmo – Fala! Fiam Faam

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