'Reality Z': Crítica à mais nova série de zumbi do momento
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‘Reality Z’: Crítica à mais nova série de zumbi do momento

‘Reality Z’: Crítica à mais nova série de zumbi do momento

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Reality Z foi uma das séries que estrearam no mês de junho na Netflix. Com produção e direção de Carlos Torres (O Homem do Futuro), atuação de Ana Hartman, Guilherme Weber, Ravel Andrade, Carla Ribas e participações especiais de Jesus Luz e Sabrina Sato, a série aborda o apocalipse zumbi no Rio de Janeiro. A narrativa é a adaptação da série britânica Dead Set, produzida por Charlie Brooker (Black Mirror) em 2008.

No enredo, o Brasil é atacado por zumbis, que dominam as ruas das cidades do país e aterrorizam toda a população. A trama se passa em um Rio de Janeiro em caos por causa das criaturas que estão à solta, e como local de refúgio temos o Olimpo, a sede de um reality show com tema da Grécia Antiga. Os personagens são, basicamente, o elenco do programa, os funcionários e outras pessoas ligadas ao show.

Reality Z netflix
Ana Hartman como Nina, em Reality Z. | Foto: Reprodução.

Crítica de Reality Z

A narrativa se constrói de maneira frenética, diversos efeitos especiais colaboram para essa sensação.

O roteiro se divide em duas fases, na primeira, tudo ocorre muito rápido, quando percebemos, o lugar está repleto de zumbis e as personagens todas presas dentro da casa mais vigiada do Reality Z. É esse frenesi que nos deixa intrigados com o que está ocorrendo, nos faz lembrar de filmes como Madrugada dos Mortos, onde tudo ocorre em um ritmo acelerado e efeitos especiais não são poupados.

Mas, na segunda fase, a série adquire um outro tom, o caminhar das coisas é mais lento e se torna bem menos interessante. Os zumbis se tornam segundo plano, e uma narrativa mais The Walking Dead se inicia, com disputa de poder e uma luta para sobreviver entre os vivos, nos lembrando que o pior em um apocalipse, independente do que se trate, é o ser humano.

Essa mudança influencia no desenrolar da história. A princípio, tudo ocorria de maneira rápida e eficaz, com falas engraçadas e naturais. A partir dessa mudança, os acontecimentos parecem rasos, as falas parecem forçadas e o interesse diminui aos poucos.

Em resumo, a série tem um humor muito bom, sua primeira fase nos remete aos clássicos de zumbis que amamos, mesmo que muito americanizados. A série se torna mais lenta com o tempo, mas ainda tem seu valor, nos prendendo até o fim, mesmo que por curiosidade.

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Por Luiza Nascimento Lopes – Fala! PUC

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