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Os melhores desenhos dos últimos tempos

Os melhores desenhos dos últimos tempos

South Park, Os Simpsons, A Caverna do Dragão, Bill e Ted, Scooby Doo são exemplos de desenhos que, críticas pessoais a parte, são inegavelmente clássicos para todos os amantes do gênero. Grandes sucessos na época que foram lançados, têm em comum o fator da abordagem autêntica e inovadora de temas cotidianos, fazendo assim com que suas temporadas durassem por muitos anos (em alguns casos, mais do que deveriam).

Décadas passaram, os tempos mudaram e, apesar de amarmos as estas relíquias, novas animações surgiram, com a abordagem adaptada às demandas das novas gerações de fãs, além de instigar a audiência já adepta ao mundo das animações. Observando as novas tendências, fizemos uma listinha dos desenhos que tem potencial para virar os novos clássicos.

1. She-Ra: A princesa do Poder

Poder Feminino no papel principal

Sendo uma readaptação da série dos anos oitenta She-Ra: A princesa do Poder, em que a personagem citada ficava na maioria das vezes na sombra de seu irmão He-Man (apesar da série levar seu nome como título), She-Ra e as princesas do poder (Noelle Stevenson, Netflix e DreamWorks, 2018) traz uma heroína empoderada como protagonista. 

Com traços e roupas menos sexualizados, algo que gerou muito burburinho nas redes sociais por conta de comentários conservadores e nostálgicos, a história original da princesa Adora é contada de maneira bem mais leve e adaptada aos conflitos do público infanto-juvenil do século XXI, contemplando a questão da diversidade sexual e de gênero com a naturalidade que sempre deveria ter sido tratada. Fora isso, a série é bem mais animada e vibrante, trazendo diversos momentos de alívio cômico. Em conclusão, um reboot 10/10 que consegue superar o original em múltiplos quesitos. 

2. Irmão do Jorel

Vai um abacate aí?

Quem pensa que só as animações da gringa são de qualidade com certeza nunca assistiu Irmão do Jorel (Cartoon Network, 2014) do roteirista, quadrinista, apresentador e humorista brasileiro Juliano Enrico. Cheio de personagens marcantes e elementos tipicamente brasileiros, o desenho retrata a saga de um menino para encontrar uma identidade própria e finalmente sair da sombra de seu irmão mais velho, o famoso, de cabelos lisos e sedosos, Jorel. Outra característica legal da animação é o fato de sua família não ser nada tradicional, sendo completamente “good vibes”.

E a série animada não é fraca não, já foi indicada para vários prêmios nacionais e internacionais, vencendo o prêmio de melhor animação nos Prêmios de Quirino (Espanha) em abril desse ano e sendo indicada como melhor série animada no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019. 

3. Aggretsuko

Fofinha, porém agressiva

 Sabe aquele tipo de pessoa que é super responsável, está batalhando para caramba para ser bem sucedida (mesmo não estando no emprego ideal no momento) e que jamais afrontaria alguém superior, ainda que tivesse razão. Bem, esse é o caso de Retsuko, a raposinha laranja que no dia a dia age calmamente e engole muito em seco os abusos de seu chefe para depois extravasar todo o seu ódio cantando Heavy metal em um típico karaokê universitário. A série Aggretsuko (Rarencho, TBS Television, 2016) conversa muito bem com o público jovem e universitário, mostrando as dificuldades que surgem na inserção no mercado de trabalho e também de encarar a vida adulta nua e crua sem ter um acesso de raiva e jogar tudo para o alto.

4. Big Mouth

Descobrindo a sexualidade

Um dos desenhos da lista que talvez tenha mais semelhanças com South ParkBig Mouth (Nick Kroll, Andrew Goldberg, Mark Levin e Jennifer Flackett, Netflix, 2017) mostra de maneira satírica e despojada como é estranho o primeiro contato com a sexualidade, por isso personificando-a em monstros com os quais os personagens dialogam. Não diria que é a melhor animação que já vi, mas garante umas risadas e instiga o conhecimento da própria sexualidade.

5. Steven Universe

Um universo de lições 

Se você quer conhecer um desenho que além de ser muito divertido deixe um forte exemplo de respeito, indico que assista a Steven Universo (Steven Universe, Rebecca Sugar, Carton Network, 2014), uma série que trata questões como homossexualidade e transsexualidade de maneira natural, a questão da não masculinidade tóxica, já que Steven é o personagem mais sensível da série; a questão do respeito às diferenças e a outras raças.

Esta animação simplesmente genial tem como enredo a história de como uma guerreira Gem (uma civilização alienígena de seres em forma de cristais) se apaixonou pela Terra e por um humano (Greg Universo) no meio da colonização do planeta por seu povo e acabou criando uma guerra para salvar a vida aqui. Steven é filho de Greg e Rose Quartzo e vive em um contexto pós-guerra em que muitas gems foram mortas, porém algumas ficaram apenas corrompidas e a missão de Steven é impedir, com os poderes herdador da mãe, que ataquem os humanos. 

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Por Ana Laura – Fala! Cásper

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