Olimpíadas 2021: confira tudo sobre a abertura e sua repercussão
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Olimpíadas 2021: confira tudo sobre a abertura e sua repercussão

Olimpíadas 2021: confira tudo sobre a abertura e sua repercussão

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Com um ano de atraso causado pela pandemia do novo coronavírus, Tóquio realizou na sexta-feira (23/07) a cerimônia de abertura das Olimpíadas 2021

Não é a primeira vez que Tóquio se torna sede dos Jogos Olímpicos. Em 1964, depois de dar a volta por cima após a Segunda Guerra Mundial, a capital do Japão volta a receber as Olímpiadas em 2021, como símbolo de esperança em meio à pandemia do Covid-19.

Apesar do adiamento para 2021, o nome dos jogos de verão continuou como Tóquio 2020, contando com 33 modalidades esportivas, com a expectativa de participação de mais de 11 mil atletas, que representarão 204 países.

olimpíadas 2021
Bandeira do Japão sendo hasteada, ao som do hino do país. | Foto: Reprodução.

Cerimônia de abertura das Olimpíadas 2021

Sóbria e minimalista na maior parte do tempo, a cerimônia de abertura das Olímpiadas de Tóquio 2020, que ocorreu na sexta-feira (23), contou com alguns momentos animados e muitas referências à pandemia da Covid-19.

Com um público formado apenas por autoridades, profissionais ligados ao evento e os atletas que fizeram parte da abertura, o espetáculo não alcançou o mesmo entusiasmo que nos foi apresentado nas edições anteriores, pois foi adotado um tom totalmente discreto devido ao momento que estamos vivendo. Mas, mesmo assim, contou com as tradições habituais, como o juramento olímpico, acendimento da pira e desfile dos atletas, adaptados sob a nossa realidade pandêmica atual.

A cerimônia começou com uma homenagem aos atletas que se esforçaram para chegar a Tóquio 2020, levando o lema “Distantes, mas não sozinhos”. Atletas japoneses apresentaram esse esforço com uma coreografia no meio do Estádio Olímpico de Tóquio – que passou por uma grande reforma para receber a abertura e o encerramento dos Jogos, além das modalidades de atletismo e partidas de futebol.

Depois disso, o imperador Naruhito e o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, nos foram apresentados. Em seguida, a bandeira do Japão foi hasteada enquanto a cantora Misia cantava o hino nacional do Japão.

O anfitrião das Olímpiadas dedicou um momento de homenagens às vítimas da Covid-19 e aos atletas israelenses que sofreram um atentado nas Olímpiadas de Munique em 1972. O minuto de silêncio evidenciou o momento delicado que o mundo tem vivido.

Passeio pela história do Japão

No espetáculo, fomos apresentados por um passeio pela história do Japão, celebrando e nos mostrando as tradições e culturas do país. Os Anéis Olímpicos surgiram em meio a dançarinos vestidos em homenagens aos bombeiros voluntários japoneses, uma tradição que o país tem há séculos. A coreografia foi se alternando a vídeos, fazendo um paralelo entre os movimentos dos atletas aos músicos de uma orquestra, exibindo como a arte e o esporte podem andar juntos, encantando e emocionando os nossos corações.

Durante a cerimônia, houve também referências ao terremoto e tsunami que atingiram o país em 2011, com participação especial dos estudantes das cidades de Iwate, Miyagi e Fukushima.

Participação brasileira nas Olimpíadas 2021

A participação brasileira no desfile foi bem minimalista, ao contrário de outras delegações que apareceram numerosas pelo Estádio Olímpico. O Comitê Olímpico Brasileiro (COD) optou por levar apenas quatro integrantes – os porta-bandeiras Ketleyn Quadros (judô) e Bruno Rezende (vôlei), Marco Antônio La Porta, chefe de Missão, e Joyce Ardies, oficial e representante dos colaboradores da entidade.

Bruninho
Bruninho do vôlei carregando a bandeira do Brasil, no desfile das delegações. | Foto: Reprodução.

Em um comunicado, o COB publicou: “Adoraríamos entrar com centenas de pessoas no estádio. Mas o momento pede preocupação. Saúde em primeiro lugar”. No dia anterior, ao anunciar essa decisão, a entidade afirmou também que “levaria em consideração a segurança dos atletas brasileiros em cenário de pandemia, minimizando riscos de contaminação e contato próximo, zelando assim pela saúde de todos os integrantes do Time Brasil”.

Apesar da equipe reduzida, o Brasil esteve entre as delegações que tentou mostrar alguma animação: Ketleyn Quadros e Bruninho até ensaiaram passos de samba durante a passagem.

Tecnologia e cultura do Japão

Em um dos momentos mais emocionantes e impactantes da cerimônia, uma estrutura montada por 1.800 drones formou um globo metros acima do estádio. Logo depois, em vídeo, um artista representante de cada continente, junto com um coro de crianças, cantou uma versão de Imagine, de John Lennon, que compôs a música no início dos anos 70, com sua mulher e parceira Yoko Ono.

O final da cerimônia trouxe ainda uma performance em live-action dos pictogramas, com coreógrafos se revezando na hora de representar cada uma das 46 categorias entre as 33 modalidades presentes nos jogos.

Acendimento da pira olímpica nas Olimpíadas 2021

O acendimento da pira olímpica, celebrado como o grande final da cerimônia de abertura, carregou simbolismo. Entre os últimos carregadores da tocha, estavam um médico e uma enfermeira, representando os profissionais de saúde, e a atleta paralímpica japonesa Wakako Tsuchida, reforçando a mensagem de inclusão.

Chama Olímpica
Chama Olímpica sendo repassada entre as tochas . | Foto: Reprodução.

A responsável por acender a pira nas Olimpíadas 2021, revelada apenas no último momento, foi a tenista Naomi Osaka. Sua participação também teve peso além do âmbito esportivo – a japonesa de ascendência haitiana, que cresceu e fez carreira nos Estados Unidos, recentemente chamou a atenção para as questões de saúde mental envolvendo os atletas.

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Por Caroline Devides – Fala! Universidade Metodista de São Paulo

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