O que foi o caso de Epstein? Relembre tudo sobre o escândalo
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O que foi o caso de Epstein? Relembre tudo sobre o escândalo

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Escândalo sexual expôs a pedofilia do bilionário Jeffrey Esptein, morto em agosto de 2019

O norte-americano Jeffrey Edward Epstein viu sua confortável vida virar de cabeça para baixo depois que um escândalo envolvendo seu nome veio à tona em 2005. Ele foi acusado de pedofilia pela mãe de uma das suas vítimas, uma menina de 14 anos. Procuradores ordenaram busca e apreensão em uma das suas mansões, onde ocorreu o caso citado. Ao achar um CD com fotos da garota e de outras no local, a polícia norte-americana abriu investigações que levaram ao conhecimento de outras vítimas.

Epstein nasceu no Brooklyn, na cidade de Nova York, no dia 20 de janeiro de 1953. Ele ainda não era rico, fez faculdade de matemática e física, mas nunca chegou a se formar. Deu aulas em uma escola particular, onde um pai de um aluno teria ficado impressionado com as habilidades de Jeffrey e teria o colocado em contato com um dos sócios do Bear Sterns, um banco de investimento de Wall Street. Em poucos anos, se tornou sócio e, no início dos anos 80, fundou sua própria empresa, que administrava recursos de clientes. O projeto deu muito certo e ele começou a ficar cada vez mais rico.

O pedófilo não levantava suspeitas a princípio, frequentava os ambientes mais luxuosos e tinha relações sociais com importantes figuras públicas dentro e fora dos Estados Unidos, como o atual presidente dos EUA, Dolnald Trump, o ex-presidente Bill Clinton e o príncipe britânico Andrew, o Duque de York.

O bilionário foi acusado de tráfico sexual de menores, junto com empregados seus, os crimes ocorreram de 2002 a 2005, apontaram as investigações. Epstein pagava suas vítimas e oferecia mais dinheiro em troca de outras.

O então acusado se declarou inocente até 2008, quando fechou acordo com com a procuradoria federal de Miami, que propôs a Epstein assumir a culpa do primeiro caso em troca de abrandamento da pena, ele poderia ser condenado à prisão perpétua se não aceitasse, ele aceitou e foi condenado a 18 meses de prisão com regime semiaberto, ele poderia trabalhar até 12 horas diárias em 6 por semana.

Cumpriu um ano e três meses e foi liberado em regime de liberdade vigiada, além de ficar com status de infrator sexual no país, conseguiu ainda manter todos os seus bens. 

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Jeffrey Epstein. | Foto: New York Post.

Desenrolar do caso Epstein

Em 2018, o jornal Miami Herald publicou uma investigação denunciando que o procurador federal responsável pelo caso, Alexandro Acosta, teria ocultado a extensão dos crimes para viabilizar o acordo, pois o processo investigava a existência de outras vítimas e a participação de pessoas poderosas no esquema.

Acosta se tornou secretário do trabalho na gestão Trump, ele renunciou em julho de 2019, quando Jeffrey Epstein foi preso novamente. Em 6 de julho, a polícia achou novamente fotos de menores em em uma de suas mansões. Epstein foi detido assim que chegava de Paris no seu jato particular.

O Ministério Público do distrito sul de Nova York o acusou de tráfico sexual de menores e de conspiração para cometer tráfico sexual de menores, ele se declarou inocente, a fiança foi negada, pois Jeffrey estava com 66 anos e as acusações poderiam lhe render 45 anos de prisão, o que poderia motivar a fuga.

O empresário foi encontrado morto em sua cela em agosto de 2019, a polícia tomou a morte como suicídio, Jeffrey já teria tentado outra vez se matar. Ele aguardava julgamento. As acusações contra ele foram arquivadas após a sua morte, mas a justiça informou que isso não significava que as investigações contra outros possíveis envolvidos seriam descartadas.

A Netflix lançou recentemente a série Jeffrey Epstein: Poder e Peversão, a obra expõe como ocorreu todo o esquema. No início de mês, o grupo de  hackers Anonymous, responsável por revelações políticas e ataques a plataformas de governos ou de pessoas públicas, como a invasão do Instagram da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2013.

A célula brasileira, Anonymous Brasil, reivindicou a autoria da ação na época. No início de junho, o grupo internacional ameaçou expor personagens ligados ao caso Epstein, uma dessas pessoas seria o presidente dos EUA, Donald Trump. 

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Por Elnatã Santos da Paixão – Fala! Anhembi

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