O que foi a Era de Ouro de Hollywood? Confira aqui!
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O que foi a Era de Ouro de Hollywood? Confira aqui!

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Com a estreia da nova série produzida por Ryan Murphy para Netflix, intitulada Hollywood, muitas dúvidas surgiram sobre o que seria afinal a Era de Ouro de Hollywood, tema central da trama. 

Hollywood
Letreiro de Hollywood. | Foto: Reprodução.

A Era de Ouro do Cinema Hollywoodiano compreende as décadas de 1920 à 1960, desde seu início até o seu declínio, tendo seu apogeu na década de 1940, pós-Segunda Guerra.

Início 

Para entender não somente o sucesso do cinema hollywoodiano, que perdura até os dias de hoje como uma das indústrias mais lucrativas do país, mas também toda a ideia que temos do que é o cinema hollywoodiano propriamente dito, é necessário compreender seu surgimento. 

A produção de filmagens já acontecia desde o início do século com a invenção e comercialização da máquina de Thomas Edison, que possibilitava a captação de imagens em movimento. A tecnologia foi sendo desenvolvida e aperfeiçoada, saindo de pequenas sequências de imagens vistas em um aparelho chamado cinetoscópio, para os longas e salas de cinema como conhecemos. 

O surgimento do cinema enquanto espaço foi uma grande mudança cultural que impactou a relação do ser humano com o mundo, e logo se tornou também um mercado competitivo, já que os produtores competiam, agora, pelo público. 

Até esse momento da História, a produção cinematográfica concentrava-se na costa leste, como então surgiu Hollywood no outro lado do país? O pioneiro David Llewelyn Wark Griffith  foi o responsável por produzir In Old California, o primeiro filme filmado no que viraria Hollywood. 

A notícia do estado da Califórnia como um ambiente de paisagem variadas e um local ainda não monopolizado por Edison se espalhou, o que atraiu produtoras independentes para o Oeste.

Produtoras 

Columbia Picture
Columbia Picture. | Foto: Reprodução.

As produtoras e seus estúdios de filmagens possuíram papel fundamental na ascensão do cinema de Hollywood e sua consolidação. Paramount, Fox e Columbia Picture foram alguns dos estúdios que surgiram nessa época, e que estabeleceram novas dinâmicas de mercado, como contratos longivos com atores, salários milionários, esquema de créditos em filmes e outros.

Foi nesse momento também que surgiram nomes como Charles Chaplin e Mary Pickford, que, em 1919, criaram um estúdio independente. O cinema ainda era mudo e, cronologicamente, ainda estamos em meados da década de 1910 e 1920. Em 1920, Hollywood já produzia a maioria dos filmes do mundo. 

Cinema falado 

mgm leão rugindo
MGM e sua marca registrada, o leão rugindo. | Foto: Reprodução.

O primeiro filme falado, O cantor de Jazz foi lançado em 1927 e teve sua estreia em Nova York. O filme feito pela Warner revolucionou o modo de fazer cinema, encantou o público com a nova tecnologia de sincronização entre som e imagem e obrigou que os estúdios concorrentes também aderissem à essa novidade. 

A MGM (Metro-Goldwyn-Mayer) já existia desde 1924, assim como sua marca registrada: o leão. Em 1928, pela primeira vez, o som do leão rugindo foi adicionado aos filmes, o que maravilhou o público e marcou simbolicamente o sucesso do cinema falado, um ponto de virada crucial para o ápice do cinema hollywoodiano alguns anos depois. 

Código de ética

Na década de 1930, numa tentativa de manter a credibilidade de Hollywood diante de uma população majoritariamente conservadora e religiosa, que protestava contra uma suposta crescente promiscuidade nos filmes, estabeleceu-se o Código de Hays. Esse código ditava quais temas não poderiam ser abordados nos filmes, e exigia que as produções obtivessem um certificado de aprovação antes de irem para a salas de cinema, o que resultou na retirada de cenas e cortes em várias produções. 

O Código de Hays também impactou a vida dos atores Hollywoodianos, isso porque os estúdios procuravam por atores que mantivessem uma boa imagem e não virassem manchetes negativas nos jornais. A influência das produtoras na vida dos atores tinha como objetivo manter os ideais projetados nas celebridades e, consequentemente, manter sua base de admiradores e fãs, que consumiam seus filmes. 

1940: Segunda Guerra Mundial 

Casa Blanca
Cena do filme Casa Blanca, de 1942. | Foto: Reprodução.

Durante a Segunda Guerra, Hollywood exerceu papel importante, investiu em filmes com temáticas patriotas e teve atores se alistando no exército e estimulando que os jovens fizessem o mesmo. Vista como o auge da Era de Ouro, a década de 1940 teve a estreia de filmes até hoje consagrados, como Cidadão Kane, Casa Blanca e o Grande Ditador

Mas, também, Hollywood foi importante para que a população norte-americana tivesse um válvula de escape de tudo que estava acontecendo, nessa época, os estúdios investiram na produção de comédias musicais, gênero que atraía e agradava o público.

Em 1949, uma determinação federal, o Anti Trust-ACT, deu início ao que seria a decaída da Era de Ouro Hollywoodiana, a partir daquele momento, os estúdios não poderiam mais ser donos das salas de cinema (como ocorria), dando um ponto de virada na disputa de público e concorrência na indústria do cinema.  

1950: As estrelas Hollywoodianas 

Marilyn Monroe
Marilyn Monroe. | Foto: Reprodução.

Foi durante a década de 1950 que uma grande figura do cinema se consolidou, Marilyn Monroe estreiou seu primeiro filme como personagem destaque, intitulado O Segredo das Viúvas. Audrey Hepburn, Grace Kelly e Bridget Bardot foram também atrizes marcantes da década. 

Os musicais também chegam no seu ápice, a estreia de Cantando na Chuva, a obra prima do gênero acontece em 1952, o mundo assiste, pela primeira vez, ao que seria um dos filmes mais emblemáticos de todos os tempos. É também neste período que o diretor Alfred Hitckock se consolida em Hollywood como o “mestre do suspense” e lança as também obras-primas Um Corpo que Cai e Janela Indiscreta

Entretanto, os impactos econômicos da Lei Anti Trust-Act fizeram com que os estúdios cortassem contratos e diminuíssem o número de funcionários, passando a contratar equipes por produção. Além disso, a popularização da televisão nos Estados Unidos fez com que o cinema se reestruturasse para dividir espaço com as produções televisivas. Era o declínio da Era de Ouro Hollywoodiana.

1960: O fim da Era de Ouro 

Na década de 1960, o Código de Hays já não possuía mais credibilidade; atores, diretores e produtores buscavam novas formas de fazer cinema. Foi nessa época que surgiram filmes como Cleópatra e Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas, era a nova Hollywood tomando forma. 

Tudo que conhecemos, hoje, de Hollywood, as grandes produções, as estrelas de cinema, as premiações e o glamour, veio da Era de Ouro, que consolidou Hollywood como a capital do cinema e o sonho de muitos daqueles que trabalham com o audiovisual até os dias de hoje.

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Por Maria Luiza Gonçalves Penna Guedes dos Reis – Fala! UFMG

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