O comportamento dos jovens em um mundo pandêmico
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O comportamento dos jovens em um mundo pandêmico

O comportamento dos jovens em um mundo pandêmico

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Em março de 2020 o mundo parou. A história de todos nós precisou ser reinventada e acolhida. Como assim uma pandemia? Um vírus novo, assustador e que ninguém sabia de absolutamente nada do que estava acontecendo.  E com isso, a cidade inteira foi obrigada a ficar de quarentena. A regra era básica: não sair de casa. Essa era a nossa única e exclusiva responsabilidade.

A pandemia afetou a vida e a rotina dos jovens.
A pandemia afetou a vida e a rotina dos jovens. | Foto: Reprodução.

Pandemia: Aulas on-line? Sim. Trabalhos em formato home office? Pode apostar

Passaram-se quase dois anos de pandemia e hoje, outubro de 2021, quase 80% da população está completamente vacinada com as duas doses. Agora, o questionamento sobre as aulas presenciais ou o convívio social dos adolescentes têm sido um assunto muito debatido entre as pessoas.

Os jovens, apesar de serem os menos afetados pela doença, foram um dos círculos que mais sentiram o impacto do isolamento social. Eles estão longe da escola, amigos e professores. A saudade de acordar, se arrumar e ter aquele frio na barriga de viver o dia que vem pela frente era maravilhoso, não era? Trocar papéis, separar grupos, ler atividades e a hora do recreio ou de qualquer outra apresentação de trabalho deixava a impressão de que realmente estávamos vivendo, gastando energia.

Nas aulas on-line, o desempenho dos estudantes caiu drasticamente. Participação em atividades sobre o assunto, timidez, dificuldade no acesso à internet estão deixando todo esse ambiente cada vez mais cinza e preocupante. 

“O território escolar representa um importante espaço em que a diversidade de perspectivas, possibilidades, saberes, projetos e sentimentos circulam diariamente”, analisa Proença, professora de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP).

E a energia que eu cito aqui também é a mental. Muitos jovens estão sendo diagnosticados com ansiedade, TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) ou depressão severa por conta do ampliamento do uso das redes sociais ou necessidade de aprovação em um corpo perfeito ou uma rotina adequada.

Torcer para o cenário do país ter uma melhora constante e quando a ida às escolas ou faculdades estiver liberada, o ritmo de ter um compromisso e sentir a vida com todas as responsabilidades em andamento será a nossa maior esperança.

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Por Sofia Bedeschi Loureiro – Fala! Anhembi

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