Moradia Estudantil: Saiba o que é e como funciona essa assistência
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Moradia Estudantil: Saiba o que é e como funciona essa assistência

Moradia Estudantil: Saiba o que é e como funciona essa assistência

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O ingresso no ensino superior é o divisor de águas na vida de muitos estudantes. A vida universitária, além de proporcionar novos olhares e oportunidades para o futuro profissional e perspectivas pessoais de cada aluno, pode ser também o desafio de uma nova vida. Estudar longe de casa é uma realidade de muitos desses universitários, e, como opção, eles buscam a moradia estudantil. Mas o que é uma moradia estudantil? Como funciona sua dinâmica, como se dá a entrada, a permanência e o convívio neste espaço com os demais colegas? Acompanhe abaixo alguns tópicos para entender melhor esse assunto.

O que é Moradia Estudantil?

Alojamento da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro,
Alojamento da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. | Foto: Reprodução.

A Moradia Estudantil é um programa de assistência estudantil de acolhimento domiciliar para alunos de instituições de ensino superior. Em conformidade com o Decreto nº 7.234 de 19 de julho de 2010, é de responsabilidade do Programa Nacional de Assistência Estudantil – PNAES, a oferta da estrutura física e condições de permanência de estudantes matriculados em cursos de graduação presencial.

Como conseguir uma Moradia Estudantil

Cada instituição de ensino conta com seu processo de admissão de estudantes aos seus alojamentos e moradias, normalmente realizado através de editais e processos seletivos baseados em condições de hipossuficiência financeira. Alguns exemplos:

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio de sua Pró-Reitoria Para Assuntos Estudantis (PROAES), define que é apto a concorrer à vaga de moradia o estudante que apresentar renda per capita de até um salário mínimo e meio e residir fora da região metropolitana de Recife.

Uma das moradias com casa mista na Universidade Federal de Pernambuco.
Uma das moradias com casa mista na Universidade Federal de Pernambuco. | Foto: Reprodução.

A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) oferece alojamento aos alunos que demonstrarem interesse através da renda familiar e distância de moradia. Por se tratar de uma das mais requisitadas universidades do País e uma das principais do Rio de Janeiro, e pelo fato de estar mais afastada do centro urbano do que outras como UFRJ e UFF, a Rural tem forte concorrência e busca por moradias estudantis.

A Universidade de São Paulo (USP) realiza a seleção dos moradores através do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) com base na situação socioeconômica dos alunos.

A Universidade de Brasília (UnB) utiliza alguns critérios para efetivação dos benefícios de seu Programa Moradia Estudantil, tais como: vaga em apartamento na Casa do Estudante Universitário exclusivamente aos alunos do campus Darcy Ribeiro; concessão mensal de auxílio financeiro no valor de R$ 530 ao aluno cuja família resida fora do DF e ao aluno do DF cuja região seja de difícil acesso ao trânsito para o campus; e concessão de auxílio transporte ao estudante que resida em cidades do entorno do campus, cidades que compõe a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE-DF).

A Casa do Estudante Universitário na Universidade de Brasília, uma moradia estudantil.
A Casa do Estudante Universitário na Universidade de Brasília. | Foto: Reprodução.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) avalia a condição socioeconômica e distância da moradia do aluno e seus familiares, como disposto em seu Regimento Interno da Residência Estudantil.

Moradia Estudantil na Universidade Federal Fluminense em Niterói.
Moradia Estudantil na Universidade Federal Fluminense em Niterói. | Foto: Reprodução

COLIVINGS E OUTRAS MORADIAS

Para além das residências oferecidas pelas instituições de ensino, os estudantes têm como alternativa as chamadas “Colivings”, que são moradias compartilhadas por grupos de pessoas de campus próximos ou iguais. Essas instalações podem possuir toda a infraestrutura necessária para estudos, trabalhos em grupos e reuniões.

Além disso, em bairros próximos aos campus universitários, é possível encontrar quartos compartilhados ou individuais para aluguel, bem como repúblicas completas e apartamentos tradicionais, nos quais alunos se reúnem em grupos para dividir custos e otimizar a organização.

É o caso da Universidade Federal Fluminense em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro. Nas localidades do entorno da UFF, é possível encontrar casas e apartamentos que alugam quartos por preços acessíveis aos alunos, por meio de anúncios em sites de aluguel e compra de imóveis.

CONVIVÊNCIA E INTEGRAÇÃO UNIVERSITÁRIA

A experiência de morar numa residência estudantil ou numa moradia compartilhada proporciona um convívio mais próximo e pessoal entre os estudantes, possibilitando uma maior integração social, troca de experiências, de aprendizados, realização de projetos em grupos.

CENÁRIO ATUAL

As consequências da pandemia de Covid-19 são as mais diversas em todas as áreas da vida. No contexto acadêmico, o impacto das medidas de prevenção e quarentena atingiram também a saúde financeira de muitos estudantes que recebem algum tipo de auxílio das universidades.

Estudante em uma residência estudantil da Universidade Federal de Sergipe.
Estudante em uma residência estudantil da Universidade Federal de Sergipe. | Foto: Reprodução.

De acordo com dados do portal A Cidade On, entre 2019 e 2021 houve um aumento de 10% dos beneficiários de auxílios e bolsas de permanência estudantil. Com o aumento do desemprego e a crise econômica agravada pela pandemia, muitos dos universitários passaram a ajudar financeiramente em casa de forma mais frequente, seja por conta do desemprego de outros integrantes da família, seja por conta do aumento da inflação e do custo de vida.

O cenário pandêmico afetou, também, a permanência dos alunos nas dependências universitárias. Com a adoção do ensino remoto, muitos estudantes retornaram às suas casas. Segundo informações do Portal Brasileiro de Dados Abertos, a Universidade Federal de Lavras em Minas Gerais, por exemplo, sofreu uma grande redução dos alunos ocupantes dos alojamentos, no primeiro semestre de 2021. Uma tabela disponível no site aponta que apenas 14 estudantes permaneceram nas residências, por não conseguirem retornar para casa por motivos diversos.

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Por Gustavo Torquato – Fala! Universidade Federal Fluminense

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