No total, cinco novas modalidades serão incorporadas.
Os Jogos Pan-Americanos de Lima chegaram ao fim em agosto, e com isso a expectativa e ansiedade para os Jogos Olímpicos de Tóquio ficam cada vez maiores.

A edição de 2020, que terá sua abertura no dia 24 de julho e o encerramento no dia 9 de agosto, conta ainda com uma novidade: de acordo com as novas regras do Comitê Olímpico Internacional (COI), a cidade-sede pode sugerir alguns esportes para serem adicionados como modalidade olímpica, com o propósito de atrair o público jovem e unir as modalidades tradicionais com a cultura urbana.
Nesta edição, cinco esportes foram incorporados: surfe, karatê, skate, escalada esportiva e beisebol/softbol.
Surfe
No surfe, serão 40 atletas participantes, sendo 20 homens e 20 mulheres, na modalidade shortboard. A seleção será feita de acordo com uma ordem hierárquica, respeitando a cota limite de 2 concorrentes por país, já que a intenção é possuir competidores de todos os continentes.
O ranking da Liga Mundial de Surfe (WSL) de 2019 é o primeiro nível de seleção, seguido pelo campeonato da Associação Internacional de Surfe (ISA) de 2020.
A terceira fase da seleção envolverá o campeonato da ISA de 2019 e depois, um homem e uma mulher serão classificados de acordo com o desempenho no Pan-Americano de Lima, desde que respeite o número de participantes por país.
Por último, caso o Japão não consiga classificar um atleta masculino e um feminino, será realizada a Copa da Nação Anfitriã, já que é uma garantia de que o país sede deve ter representantes em todas os esportes.
Se as vagas forem preenchidas em alguma das outras 4 fases, o melhor competidor elegível de cada gênero é selecionado de acordo com a competição da ISA de 2020.
Atualmente, os brasileiros com maiores chances de participar da disputa são Filipe Toledo, Gabriel Medina, Tatiana Weston-Webb e Silvana Lima.
O SURFE BRASILEIRO E O INÍCIO DE UMA NOVA TEMPORADA
Karatê
Já no karatê, serão 10 atletas selecionados por categoria, totalizando 80 participantes, nas modalidades kumite, com 3 classes por gênero, e kata, com uma divisão por gênero.
O limite de classificados por país é um por categoria, totalizando no máximo 8. A hierarquia entre as fases de seleção começa com um ranking olímpico, que se baseia nas competições indicadas pela Federação Mundial de Karatê.
A próxima etapa é o Torneio Classificatório de Paris, em maio do ano que vem. A terceira fase é a mais complicada de se acompanhar, pois a federação de cada continente escolhe a forma de selecionar os seus representantes.
No caso da Federação Pan-Americana, serão selecionados os medalhistas de ouro do Pan de Lima, independente da categoria, que lutarão por três vagas.
Depois de todas essas etapas, as vagas restantes serão preenchidas através de convites. Cada federação indica os atletas que gostaria de ter competindo e o COI analisa e escolhe, de acordo com a performance deles.
Os brasileiros Vinicius Figueira e Douglas Brose competem diretamente por uma vaga na categoria -67kg, e o classificado será uma boa esperança de medalha. No lado das mulheres, Valeria Kumizaki é quem tem maiores chances de representar o nosso país.
Basebol e Softbol
O basebol, que será disputado no masculino, e o softbol, no feminino, são dois retornos, que apareceram pela última vez nas Olimpíadas de Pequim, em 2008. Serão 6 países por modalidade, e o Japão já está garantido nas duas, pois esse é o benefício do país sede.
No masculino (beisebol), a primeira etapa é o WBSC Premier 12, seguido por três Pré-Olímpicos continentais. O Brasil não tem chances de vaga nessa modalidade. Já no feminino (softbol), os EUA se classificaram ao vencer o Mundial de 2018.
Depois, no Pré-Olímpico da África/Europa, a campeã Itália garantiu a vaga. As outras três vagas serão definidas através de outros torneios Pré-Olímpicos. A seleção brasileira ainda tem chances de conseguir a vaga.
Escalada esportiva
Outro esporte adicionado é a escalada esportiva, que contará com 40 atletas, sendo 20 homens e 20 mulheres, com o limite de dois participantes por gênero para cada país.
Os atletas terão que participar dos três estilos: velocidade, dificuldade (lead) e bloco (boulder), onde os três melhores classificados ao final das três modalidades serão os medalhistas.
As fases de classificação são divididas entre as modalidades feminina e masculina. A primeira etapa foi o Mundial de Escalada, em agosto deste ano. A próxima é a Copa do Mundo, seguida pelo Pré-Olímpico.
Logo depois, para promover uma variedade de origens, serão realizados torneios continentais. Por último, o Japão, por ser o país sede, tem uma vaga para um atleta homem e uma mulher garantidos, e outros dois, novamente um feminino e um masculino, serão convidados pelo COI.
O Brasil possui poucas chances de ter um representante nesse esporte, mas Cesar Grosso é o atleta mais próximo disso.
A última novidade é o skate, que contará com 40 homens e 40 mulheres, divididos em duas modalidades: park e street. O Japão terá garantido um atleta de cada gênero por modalidade. Os três medalhistas do Mundial de suas respectivas categorias também terão vagas asseguradas.
Os outros 16 participantes de cada divisão serão definidos de acordo com a classificação do ranking olímpico da World Skateboarding, respeitando duas regras: cada continente deverá ter pelo menos um representante e um país pode ter no máximo três atletas.
O Brasil é uma das potências no esporte, tendo inclusive uma seleção, que conta com 21 atletas.
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Por Geovanna Dourado Hora – Fala! PUC