História do batom vermelho: Não tire-o, seja ele qual for a cor!
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História do batom vermelho: Não tire-o, seja ele qual for a cor!

História do batom vermelho: Não tire-o, seja ele qual for a cor!

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De onde vem essa sua vontade de pintar o rosto? Nós, mulheres, talvez nunca tenhamos parado para pensar muito de onde vem essa vontade de estar sempre na frente do espelho se cuidando, pois é um ato que nós somos submetidas a fazer desde pequenas. Eu, particularmente, sempre fui apaixonada pelo meu cabelo e, por isso, sempre passei horas cuidando dele, porém, o amor pela maquiagem começou a surgir depois que eu vi a maneira que a minha mãe passava batom. Para mim, parecia que aquele era um momento só dela, parecia que aquele batom continha um poder mágico que a transformava em uma mulher duplamente mais forte do que já era.

Pois então, hoje, quem fica na frente do espelho passando batom e tendo um momento só meu, sou eu! Hoje, tenho mais de 30 batons e sempre que eu tenho a oportunidade de ter mais um, eu compro sem hesitar, principalmente se for batom vermelho.

Batom vermelho
O batom vermelho é um dos mais comprados pelas mulheres. | Foto: Unsplash.

A história do batom vermelho

No entanto, como toda e boa jornalista, comecei a pesquisar sobre o paradeiro deste produto tão importante em uma maquiagem, e vejam só que interessante: todos nós acreditamos que tudo começou na época da Cleópatra, por culpa daquelas maquiagens divônicas que ela fazia, porém, ao analisar a foto do busto de Nefertiti, rainha egípcia e esposa do faraó Akhenaton, podemos notar que desde aquela época os lábios femininos já eram pintados e, nesta mesma época, as mulheres já tinham o costume de ornar seus rostos com pedras semi-preciosas nos olhos e na boca.

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Muito antes deste período, as mulheres gregas usavam produtos naturais para pintar os seus lábios, produtos como uma raiz vermelha chamada polderos, misturada com cera de mel, era usada para dar um aspecto mais saudável e úmido para os lábios, coisa que era feita com o mesmo intuito no Egito, porém, com “púrpura de Tyr”, tinta rara que era produzida na cidade de Fenícia, de Tiro.

Foi no século XVI, durante o reino da rainha Elisabeth I, que o batom começou a ganhar mais popularidade. Foi nesse período que surgiu um padrão na moda feminina, onde consistia em todas as mulheres terem o rosto extremamente branco, elas faziam isso com a ajuda de cremes e o famoso pó, que por fim ficou conhecido como “pó de arroz”, e os lábios deveriam ser bem vermelhos e, para isso, muitas usavam um batom, do francês bâton, que nesta época era confeccionado a partir de cera de abelhas e tintas vegetais.

Porém, foi só no XIX que os batons começaram a ser em formato bastão como conhecemos hoje. Um perfumista francês de nome Rhocopis criou o que batizou de baton serviteur (batom servidor), que consistia simplesmente numa massa de talco, óleo de amêndoas, essências de tangerina e limão, de cor vermelha. O produto era vendido embalado em um papel de seda, principalmente, para atrizes e prostitutas até chegar na época da Primeira Guerra Mundial, onde as donas de casa começaram a aderir à moda do batom vermelho.

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Agora, o que começou a sofrer uma evolução foi o formato em que o baton serviteur aparecia no mercado. Por volta de 1915, apareceu, nos Estados Unidos, um derivado do que foi criado na França, um colorante labial em forma de um pequeno tubo metálico, o qual conquistou toda a América do Norte e se tornou um item indispensável na bolsa das madames, após aparecer como recomendação na revista Vogue.

Hoje, o batom não sofreu radicais mudanças em relação à sua composição, pois sua base segue sendo algo gorduroso com corante, para que sua aplicação continue sendo fácil e sua camada uniforme. A maravilha de tudo isso é que, hoje, não temos somente uma cor de batom, e sim uma gama maravilhosa que nos permite brincar e se divertir eternamente com tudo isso. 

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Por Heloise Pires Silva – Fala! FMU

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