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Estupros no metrô de São Paulo: aconteceram, mas não são abordados

Estupros no metrô de São Paulo: aconteceram, mas não são abordados

Foto: Joaquim Prado/G1

Uma estudante da ESPM de relações internacionais de 18 anos afirmou que foi estuprada, quarta-feira, dia 22, dentro da Estação Sacomã, quando estava em seu caminho para sua faculdade. A jovem foi ameaçada com uma arma de fogo dentro da plataforma por um indivíduo desconhecido. “Ele chegou a penetrar minha filha uma vez”, revela a mãe da estudante, de 46 anos, que trabalha como analista de sistemas.

“Ele apenas parou quando percebeu que estava chamando muita atenção”, disse a mãe à Folha de S.Paulo. Após terminar o estupro o criminoso falou: “Agora você pode ir estudar”. Levou a jovem até perto da faculdade e a liberou poucas quadras após ter acompanhado a estudante por tanto tempo.

Após uma série de relatos nas redes sociais de estupros e ataques acontecendo nas linhas de metrô de São Paulo, as mulheres que precisam ir ao trabalho, faculdade, etc, voltaram a se deparar com um inimigo comum, mas que sempre é acobertado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, nenhum caso deste tipo foi registrado pela Polícia Militar ou Civil, após as denúncias.

A assessoria do Metrô disse que “não medirá esforços para que o responsável seja encontrado”. Mas, até o momento, ninguém foi indiciado pelo delito.

1 Comentário

  1. margarete
    7 meses ago

    acho que os jornalistas em geral deveriam ter mais noção da importância da linguagem. “Estupros aconteceram” deve ser escrito quando se tem indícios pelo menos. Não é feio dizer isso quando não se tem indícios? É feio.
    Que tal “Supostos estupros”? Assim se aproxima mais dos fatos.