Entenda a importância histórica do Renascimento para a medicina
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Entenda a importância histórica do Renascimento para a medicina

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O Renascimento, movimento cultural, econômico e político, começou em Florença, na Itália, no século XIV e se estendeu até o século XVII pela Europa. A valorização de explicações racionais aos fenômenos naturais, através da cultura e da literatura gerou questionamentos precisos em uma sociedade teocrática.

O que é Renascimento, onde surgiu e referências

O Renascimento teve início nas cidades italianas porque eram grandes receptoras de cultura do mundo. Uma característica predominante é o racionalismo, os questionamentos constantes do porquê das coisas, na busca por respostas racionais que não envolvessem Deus em tudo.

Os renascentistas tinham como característica a busca da natureza (naturalismo) para estudos, para explicar astros e a vida. Assim, usavam estudos cartográficos na busca pela exatidão das coisas.  Os estudiosos estavam descontentes com os “achismos” do medievalismo, crentes que Deus era centro do universo(teocentrismo), já os opositores acreditavam que o homem que era o centro do universo.

Cientistas, escritores, pintores, cartógrafos, pesquisadores e escultores renascentistas eram grandes consumidores de artes; tendo alguns nomes como Nicolau Copérnico, William Shakespeare, Leonardo da Vinci, Miguel Servet, Galileu Galilei, entre outros.

O Renascimento Científico 

O Renascimento Científico tinha como objetivo o desenvolvimento do espírito crítico, racionalista, com disposição a formular novas hipóteses e examinar problemas. Distanciavam-se da religião, em que tudo acreditava-se e baseava-se na fé religiosa. Essa parte do renascimento tem grandes referências, como: Leonardo da Vinci, Paracelso, Miguel Servet e Nicolau Copérnico na medicina.

  • Leonardo da Vinci (1452-1519) além de ter desenhado os mapas do mundo, também desenhou a anatomia do corpo humano e dos animais. Foi um grande pesquisador de todos os setores do conhecimento e também foi o primeiro cientista a dissecar animais e pessoas. Para abrir o corpo e estudar sobre, no caso de humanos, Vinci procurava pessoas dadas como indigentes para a dissecação. 
renascimento
Desenhos anatômicos de Da Vinci. | Foto: Academia Médica.
  • Paracelso (1493-1541) era médico e buscava soluções para doenças(de acordo com conhecimentos científicos). Descobriu que o funcionamento da pequena circulação sanguínea. Era também alquimista, o cientista revelou princípios e os fundamentos físicos químicos dos processos vitais. Por ter teorias contrárias à Igreja, foi condenado à fogueira.
  • Miguel Servet (1511-1553) também dissecou cadáveres e descobriu a importância da circulação sanguínea, o renascentista foi condenado a morte e foi queimado em Genebra, na Suíça.

Epidemias e a ciência

Os renascentistas descreviam doenças que eram comuns entre a população, como por exemplo ”o suor maldito”, uma febre com início súbito, calafrios e dores no pescoço, e em 24h, a morte das vítimas. Segundo o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), a febre tifoide também surgiu na época, a princípio se manifestava em prisioneiros em cárcere que transmitia aos juízes durante os julgamentos. 

Embora a Igreja fosse contra as explicações científicas, vale lembrar que as descobertas dos renascentistas foram importantes posteriormente para o combate de epidemias e também para a história. Devido a crenças medievalistas, a maioria dos estudiosos que apresentavam teses contrárias às explicações da Igreja era condenada à morte. 

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Por Isabella Martinez – Fala! Anhembi

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