Eleições 2022: Como as fake news podem impactar no processo eleitoral
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Eleições 2022: Como as fake news podem impactar no processo eleitoral

Eleições 2022: Como as fake news podem impactar no processo eleitoral

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As fake news crescem conforme o número de compartilhamentos, então é necessário repassar somente informações verídicas e sempre se questionar ao ver uma manchete duvidosa. Notícias falsas espalham-se rapidamente e apelam para o emocional do leitor/espectador, chamando atenção com títulos sensacionalistas e causando o consumo do material “noticioso” sem a confirmação da veracidade de seu conteúdo.

Em junho de 2020, um estudo sobre o Relatório de Notícias Digitais do Instituto Reuters (Reuters Institute Digital News Report), mostrou que o WhatsApp é uma das principais redes sociais de discussão e troca de notícias no país, perdendo apenas para o Facebook. O levantamento apontou que 48% dos brasileiros que participaram da pesquisa usam o aplicativo como fonte de notícias, número bem superior comparado ao índice de países como: Austrália (8%), Reino Unido (7%), Canadá (6%) e Estados Unidos (4%).

O aumento de notícias que acontece durante os períodos eleitorais é perfeito para quem quer produzir desinformação. Dito isso, a seguir, explicamos como as fake news podem impactar em períodos de eleição e como as Eleições de 2022 podem ser prejudicadas por elas.

Entenda como as fake news podem impactar as Eleições 2022.
Entenda como as fake news podem impactar as Eleições 2022. | Foto: Zerbor.

Como as fake news podem impactar as Eleições de 2022 e quais medidas serão adotadas nesse período

A ameaça das fake news é tão grave que as autoridades brasileiras estão se preparando antes mesmo do início das campanhas eleitorais. O próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aprovou na terça-feira (14/12), a proibição de “propaganda por meio de disparo em massa de mensagens instantâneas sem consentimento da pessoa destinatária ou a partir da contratação expedientes, tecnologias ou serviços não fornecidos pelo provedor de aplicação e em desacordo com seus termos de uso.”

Há grandes consequências ao compartilhar informações falsas, apesar de parecer inofensivo. No Brasil, em 2014, a disseminação de uma fake news provocou uma verdadeira tragédia. 

Na ocasião, uma mulher foi linchada até a morte por moradores da cidade de Guarujá, em São Paulo. Fabiane Maria de Jesus tinha 33 anos, era dona de casa, casada, mãe de duas crianças, e foi confundida com uma suposta sequestradora de crianças, cujo retrato falado, que havia sido feito dois anos antes, estava circulando nas redes sociais.

Outro caso famoso de disseminação de fake news é o do movimento anti vacinação. Indivíduos contrários ao uso de vacinas espalharam conteúdos falsos, alegando que as composições químicas das vacinas eram prejudiciais à população. As informações afirmavam que os medicamentos contra febre amarela, poliomielite, sarampo, microcefalia e gripe poderiam ser um risco para a saúde, provocando as respectivas doenças nas pessoas, quando vacinadas.

Para se proteger contra as fake news, verifique sempre as informações recebidas e certifique-se da veracidade da notícia antes de compartilhar. Na dúvida, não compartilhe.

  • Questione: De onde veio? Como você chegou até a informação? Por que ela chegou até aqui?
  • Análise: Não passe já de primeira, reflita;
  • Pesquise: Procure saber mais sobre o assunto, sobre o conteúdo, a origem, a fonte.

A desinformação causa muitas consequências, entre famílias, amigos, trabalho e etc. Brigas entre grupos, onde pessoas acabam se alienando.

Então tente acolher, saber o porquê aquela pessoa acreditou naquilo e tenha paciência.

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Por Maria Ingrid – Fala! Anhanguera

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