Desigualdades e Estereótipos Sociais Representados em "Dona do Pedaço"
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Desigualdades e Estereótipos Sociais Representados em “Dona do Pedaço”

Desigualdades e Estereótipos Sociais Representados em “Dona do Pedaço”

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Estereótipos facilitam a compreensão de personagens em “A Dona do Pedaço”.

Divulgação Rede Globo de Televisão.

Recurso narrativo aproxima mais o público da história.

Após quase seis meses no ar, a atual “novela das nove” da Globo, “A Dona do Pedaço”, está chegando ao fim, para ser substituída por “Amor de Mãe”, no dia 25 de novembro. Como esperado das produções do horário nobre da Rede Globo, a produção conta com um grande elenco dos mais variados personagens.

Porém, é possível argumentar que a popularidade de muitos deles se deve a uma caracterização estereotipada, com o intuito de facilitar a identificação do público com essas pessoas. Aqui estão alguns dos principais estereótipos na obra de Walcyr Carrasco.

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Maria da Paz e Josiane: Começando pela mocinha e a vilã da história, respectivamente vividas por Juliana Paes e Agatha Moreira. As duas são completos opostos uma da outra, sendo que a primeira representa a mulher migrante que consegue tudo com trabalho duro, enquanto a outra é uma “patricinha” ao extremo, detestando a ideia de trabalhar e só se importando com dinheiro e status. Além disso, vale a pena ressaltar que a dualidade entre as duas é um recurso narrativo extremamente utilizado nas novelas da Globo.

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Vivi Guedes: A personagem de Paolla Oliveira, sobrinha de Maria da Paz, se encaixa perfeitamente na ideia que muitos têm quando pensam em uma digital influencer de sucesso. Ela está sempre conectada nas redes, preocupada com os seus “seguimores”, e, mesmo fora do trabalho, costuma conversar com os outros de um jeito “fofo”. Sem contar que ela leva uma vida de total glamour, ou, pelo menos, até ser forçadamente casada com Camilo (Lee Taylor).

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Fabiana: Ex-noviça de Nathalia Dill é movida pela força da inveja pela vida de luxo e fama de sua irmã perdida, Vivi. Desde que chantageou Josiane para conseguir a posse da fábrica, Fabiana quase que se livrou por completo da sua máscara de menina inocente. Agora ela é quase em tempo integral uma personificação do capitalista selvagem. Primeiro pedia para que as fatias de bolo fossem menores, mas atualmente ela chega a cortar a luz da fábrica e nem mesmo sabonete nos banheiros os funcionários têm; isso tudo por “economia”, quando na realidade, ela só quer ficar com o máximo possível de lucro.

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Eusébio, Dodó, Cornélia e Chico: A família dos sem-teto que mora em uma casa invadida no bairro do Bixiga vive brigando e fazendo as pazes entre si. Eles são extremamente barulhentos e, em geral, acomodados com a sua atual situação, visto que a maioria de suas cenas é dentro de casa. Mesmo depois de enriquecerem com o prêmio que Cornélia ganhou na loteria e se esforçarem para serem mais “chiques”, eles simplesmente não conseguem abandonar os seus maneirismos do passado, assim representando o estereótipo de uma família de classe média baixa.

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Abel: Por último, mas não menos importante, o principal confeiteiro da Bolos da Paz, Abel (Pedro Carvalho). O estereótipo dele é um tanto óbvio: O “português burro”. Isso é visto quando ele muitas vezes se deixa facilmente enganar pelos outros, ou o fato dele ter passado a maior parte da novela sem perceber que Britney era trans, à medida que se apaixonava cada vez mais por ela. Os colegas de trabalho do português constantemente tiravam sarro dele por causa disso.

Existem ainda muitos outros exemplos de personagens assim na novela, como Otávio, por exemplo, que é um típico marido negligente e mentiroso. Essa criação de indivíduos estereotipados, como dito no início deste texto, não é nenhuma novidade nas produções da Globo.

Isso é feito para que cada personagem apele para um grupo de pessoas específico, dessa maneira, todos se sentem representados dentro da história. Se todos os personagens fossem muito profundos e complexos, seria mais complicado que a identificação do público com eles funcionasse, porque é impossível que todas as experiências, valores e traumas de cada um deles fosse igual a de cada telespectador.

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Matheus Zúñiga – Fala!Mack

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