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A demissão de Pedro Parente e uma política de preços alternativa

A demissão de Pedro Parente e uma política de preços alternativa

Por Bruno Andrade – Fala!MACK

 

 Após a greve dos caminhoneiros, Petrobrás se desvalorizou no mercado e voltou a segunda posição no valor nacional

Sendo muito bem avaliado por economistas liberais, e extremamente criticado pela ala à esquerda, Pedro Parente pediu demissão no início desse mês (1/06).  Um dos motivos para sua queda da presidência da estatal pode ser visto em sua política de preços, a qual deixou o preço do barril do petróleo se ajustar de acordo com o preço do mercado internacional.

A tal política provocou o aumento dos combustíveis, pois o preço do barril do petróleo disparou de cerca de 45 dólares (R$167,11) para 80 dólares o barril (R$297,09). Além disso, o dólar se valorizou perante o real devido o aumento das taxas de juros realizada pelo Banco Central dos EUA (Estados Unidos da América). Com isso, a valorização entre março e maio ficou em cerca de 10,76%.

Foto: Andre Dusek|Estadão

Mas não foram apenas esses fatos que influenciaram os preços. Em entrevista, o economista Paulo Scarano, 48 anos, com pesquisa na área de economia política internacional, afirma que: “O preço do barril do petróleo aumentou por varias razões, o cartel da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) se refortaleceu, os EUA impuseram algumas sanções sobre o Irã, a produção na Venezuela está desarticulada. Desse modo, com a falta de produção à demanda ficou elevada, em relação a oferta, o que ocasionou o aumento do preço do barril”.

Segundo Paulo Scarano, a política adotada por Pedro Parente é extremamente recomendável, pois a estatal sinalizava a falta do produto no mercado internacional, dessa forma, ela não comprava o petróleo caro e não vendia o produto barato. Sendo assim, a Petrobrás não obtém nenhum prejuízo financeiro, diferente do que ocorria no governo Dilma.

Entretanto, há outras pessoas que defendem outra política de preços. É o caso do pré-candidato à presidência Ciro Gomes. Em entrevista ao Roda Viva, Gomes afirma que: “A política aplicada por Pedro Parente desconsidera o preço do barril do petróleo brasileiro, que na época (28/05) custava 17 dólares (R$63,13). Sendo assim, o preço do petróleo fica de acordo com o preço especulativo do mercado internacional, o que traz para o brasileiro um preço alto.”

Para Ciro, a Petrobrás poderia monopolizar a produção e vender os combustíveis a custo de produção (quanto custa a produção do produto, mais a remuneração do investimento mais a depreciação). Para quem não sabe, a remuneração do investimento seria o lucro dos acionistas da Petrobrás, a depreciação seria o desgaste de equipamentos para produzir o produto. Todavia, a política de preços de Ciro desconsidera que o petróleo brasileiro é de baixa qualidade

Entretanto, durante a greve dos caminhoneiros, o governo federal sinalizou – por pressão – o congelamento de preços. Algo que nem o economista Paulo Scarano, e nem Ciro Gomes, recomendam. O que torna a atual gestão de Ivan Monteiro, algo extremamente difícil.

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