Crítica: 'If I Can't Have Love, I Want Power', o mais novo filme de Halsey
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Crítica: ‘If I Can’t Have Love, I Want Power’, o mais novo filme de Halsey

Crítica: ‘If I Can’t Have Love, I Want Power’, o mais novo filme de Halsey

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No dia 27 de agosto, a cantora Halsey lançou seu quarto álbum de estúdio, o If I Can’t Have Love, I Want Power. Junto a ele, a artista também promoveu um filme homônimo que, por sua vez, estreou um dia antes em uma premiação nos EUA. Contudo, no Brasil ele foi transmitido por um único dia (29) em São Paulo e no Rio de Janeiro, em formato IMAX, pela UCI Cinemas.

Conheça If I Can’t Have Love, I Want Power, filme criado por Halsey

A narrativa do longa anda lado a lado com as músicas de seu novo trabalho, isso porque Halsey quis destacar, visualmente, seus verdadeiros sentimentos durante sua gravidez. “O filme é sobre o labirinto social vitalício de sexualidade e nascimento. Os piores horrores, histórias nunca contadas foram sepultadas com corpos desses que morreram no labirinto”, informa o início do trailer. 

Halsey estreou seu novo filme If I Can't Have Love, I Have Power.
Halsey estreou seu novo filme If I Can’t Have Love, I Have Power. | Foto: Reprodução.

O enredo se volta, de forma orgânica, para a rainha Lilith (também nome de uma das músicas do álbum) e sua vida conturbada. Após a morte de seu marido, ela descobre que está grávida e, durante sua gestação, situações chocantes são reveladas para explicar o seu luto apático e quase inexistente pelo rei.

Para acrescentar, as músicas escolhidas se encaixam perfeitamente nos sentidos das cenas. Elas, em questão, variam entre ritmos agitados e calmos para reforçar, com mais precisão, a transição entre cenas de drama e ação presentes no filme. Como exemplo, há a faixa 1121 que, com uma melodia triste e melancólica, toca em uma cena de um enterro. Por outro lado, também há Easier Than Lying que, com um ritmo agitado, toca em um momento de fuga.

Esse fator, com certeza, ressalta que Halsey e Collin Tilley (diretor do longa) conseguiram unir o conceito do álbum e do filme em um só. Assim, as duas obras se complementam de modo ágil e, ainda que, sem nenhum impasse.

O filme possui uma estética medieval abordada em séries como Game of Thrones.
O filme possui uma estética medieval abordada em séries como Game of Thrones. | Foto: Reprodução.

A estética é um ponto que também vale menção, visto que ela lembra cenários como o de Game of Thrones ou de qualquer outra série medieval. Os cenários, os figurinos e até as maquiagens (feitas pela própria Halsey) são muito atraentes e, sem dúvidas, muito fiéis ao que se apresenta sobre a Idade Média nos cinemas. Para melhorar, o filme ainda foi gravado na República Tcheca e isso colaborou muito com a paisagem proposta e até mesmo com a fotografia.

O filme também é bastante visual e expressionista, o que valoriza ainda mais a atuação do elenco. Há poucas cenas com falas, mas, tanto elas quanto as outras, passam impacto ou até mesmo emoção por proporcionar um contexto muito bem elaborado.

No longa-metragem, Halsey interpréta uma rainha.
No longa-metragem, Halsey interpreta uma rainha. | Foto: Reprodução.

A obra, do começo ao fim, se mostra muito flexível com as músicas e os temas importantes apresentados. Além do mais, isso acontece de maneira natural e sutil, o que deixa o longa mais cativante para os pontos mais interessantes da história. Logo, o filme se torna muito relevante, isso porque ele aborda sobre assuntos essenciais e, ainda, consegue ser transparente com seus posicionamentos da narrativa e das próprias composições da Halsey que, sem medo, são muito sinceras e indispensáveis até mesmo sozinhas.

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Por Giovanna Pavan – Fala! Anhembi

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