Crítica: 'Eternos', o mais novo sucesso dos estúdios Marvel
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Crítica: ‘Eternos’, o mais novo sucesso dos estúdios Marvel

Crítica: ‘Eternos’, o mais novo sucesso dos estúdios Marvel

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Confira a crítica sobre Eternos, novo filme da Marvel.
Confira a crítica sobre Eternos, novo filme da Marvel. | Foto: Reprodução.

Dirigido por Chloé Zhao, ganhadora de Melhor Direção da última edição do Oscar, Eternos (2021) veio para dar continuidade a Fase 4 do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), que, por sua vez, se iniciou quando a metade da população exterminada por Thanos voltou à Terra, em Vingadores: Ultimato (2019). 

No filme, a história foca em uma raça alienígena imortal, criada por deuses espaciais conhecidos como Celestiais, que viveu em segredo na Terra por 7.000 anos. Todos eles, em questão, possuem poderes e são frutos de experiências fracassadas de seus criadores que, no entanto, também criaram os Deviantes, seus maiores inimigos.  

Tendo Gemma Chan, Richard Madden, Angelina Jolie, Salma Hayek, Kit Harington e outros grandes atores no elenco, o longa estreou com a maior bilheteria mundial de 2021 até agora e aqui, você já pode conferir sua crítica completa e sem spoilers!

Análise crítica de Eternos, novo filme da Marvel

A marca de Chloé Zhao na Marvel

O novo filme Marvel é dirigido por Chloé Zhao.
O novo filme Marvel é dirigido por Chloé Zhao. | Foto: Reprodução.

Em Nomadland (2020), Chloé Zhao deixou bem claro suas preferências visuais e fotográficas, optando pela naturalidade dos ambientes e das suas composições. Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, contou, em uma entrevista para a Variety, que em Eternos (2021), isso não é muito diferente, visto que quase todos os cenários são reais e, para completar, não possuem nenhum efeito adicional. 

Além disso, Zhao contou, em uma entrevista para a Fandango, que se inspirou em Blade Runner 2049 (2017) e Interestellar (2014) para produzir o longa, o que, convenhamos, explica muita coisa, isso porque as influências desses filmes, claramente, auxiliaram Chloé a produzir cenas futuristas que, bastante presentes no universo da MCU, também não ficam de fora aqui. 

Logo, o equilíbrio entre as cenas mais naturais até as mais tecnológicas é completamente notável e, também, harmoniza o filme por completo, o que torna seu visual ainda mais encantador, sem contar com sua contextualização. 

Uma reviravolta nada impactante 

Eternos traz um plot-twist pouco convincente para o público.
Eternos traz um plot-twist pouco convincente para o público. | Foto: Reprodução.

Por outro lado, a Marvel possui um padrão para solucionar problemas e, até mesmo, para apresentar os famosos plot-twists em suas produções. O que, em geral, não é algo ruim e também gera entretenimento entre os fãs da franquia. 

Porém, ter Chloé na direção muda essa perspectiva por completo, já que ela possui uma forma diferente de narrar histórias e, na MCU, isso não é tão comum. No entanto, esse fator quase não é aproveitado, o que, de fato, é um pouco decepcionante. 

Como se não bastasse, a Fórmula Marvel traz uma reviravolta um pouco previsível e não compensa com nada de inovador para a famosa Fase 4. Assim, o filme se torna apenas mais um em meio a padrões e, ainda, não consegue se destacar em relação aos melhores da coleção.

O desenvolvimento quase inexistente dos heróis de Eternos

O enredo do filme aborda muito pouco a individualidade de seus heróis.
O enredo do filme aborda muito pouco a individualidade de seus heróis. | Foto: Reprodução.

Diante do mesmo contexto, o enredo mostra momentos passados e atuais dos Eternos e constrói uma história coletiva, mas esquece dos heróis quando se trata de os desenvolver individualmente.  

Não há cenas para conhecer as características e as fraquezas de nenhum deles, já que toda a narrativa é mostrada através e unicamente do grupo e, por isso, parece que eles não tem nada muito cativante para oferecer para a trama.  

A história seria bem mais completa se conhecêssemos, de verdade, quem são os personagens apresentados durante o filme. Para isso, cenas íntimas ajudariam a acrescentar fatores que ficaram implícitos ou quase inexistentes na história e, com certeza, fariam toda a diferença para ela.

A representatividade dos personagens

Eternos é o primeiro filme da Marvel a trazer diversidade para seus personagens.
Eternos é o primeiro filme da Marvel a trazer diversidade para seus personagens. | Foto: Reprodução.

Em meio a coisas boas, pela primeira vez em 23 filmes, há um herói abertamente gay na MCU que, no caso, é Phastos (Brian Tyree Henry). Ele, sem dúvidas, traz mais impacto para o filme e, ainda, gera mais conexão com o público visto que há cenas dele com seu marido e seu filho.  

Além dele, há Makkari (Lauren Ridloff), que é deficiente auditiva, e Circé (Gemma Chan), que é asiática. Elas, por sua vez, fortalecem ainda mais esse aspecto visto que a representatividade no longa é feita com muito cuidado e afeição.

Vale a pena assistir Eternos

Eternos (2021) possui pontos negativos, mas apesar deles o filme não deixa de proporcionar uma experiência agradável ao assisti-lo. Isso se dá devido ao seu visual impressionante, suas belas atuações e a diversidade de sua trilha sonora (de Pink Floyd ao BTS) e de seus personagens.  

Infelizmente, Zhao não inova nos padrões da Marvel, mas, em contraponto, ela inclui sua marca visual e assuntos importantes no longa que, por sua vez, refletem parte da realidade em que vivemos, que nem sempre é retratada com tanta precisão no universo dos super-heróis. 

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Por Giovanna Pavan – Fala! Anhembi

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