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O que precisamos aprender diante da crise do desabastecimento?

Por Heloise Pires – Fala!FIAM FAAM

Com os tanques dos carros cheios novamente e o País de volta à normalidade tanto quanto é possível durante uma Copa do Mundo, agora nós podemos analisar um pouco mais tranquilos o que foi, como foi e o que se aprendeu com a crise do desabastecimento gerada pela greve dos caminhoneiros.

Os caminhoneiros anunciaram a paralisação no dia 18 de maio, demandando que governo reduzisse à zero a carga tributária sobre o diesel (os tributos federais são: PIS/CONFINS e CIDE), cujo custo aumentou nos últimos meses.

A parada dos caminhoneiros provocou o desabastecimento geral de todo o País e, como consequência, trouxe à tona alguns debates, como por exemplo: por que o governo ainda insiste em rodovias se é capaz de investir em ferrovias e hidrovias de qualidade, sobretudo em um país tão grande quanto o Brasil?

Pelo menos teoricamente, o uso de ferrovias e hidrovias tornaria o transporte de cargas muito mais seguro e eficiente pois danificaria menos os produtos, o transporte seria mais rápido e garantiria menores casos de furto de carga.

Outro questionamento gerado durante esse período foi o quanto dependemos dos combustíveis fósseis e mesmo assim não fazemos nada para mudar isso. Lembrando que o litoral nordestino brasileiro é capaz de ser uma forte potência eólica, e também que transporte abastecido com energia renovável já é uma realidade, apesar de não ser popular no Brasil.

Outro ponto ressaltado durante os dias de greve foi a questão da importância de uma mobilidade urbana de qualidade. Muitas pessoas deixaram os seus carros em casa devido a falta de combustível e usaram o transporte público para se locomover. Os níveis de poluição baixaram consideravelmente em São Paulo.

Olhando pelo lado das empresas, há de se dizer que pelo menos no estado de São Paulo a crise foi bem administrada, mas vale ressaltar que ainda sim existe a necessidade de um maior investimento na qualidade do transporte público, porque sobraram reclamações dos usuários.

Enfim, a greve também teve importância não só pelo fato dos caminhoneiros terem sido voz de toda uma nação, mas também pelos questionamentos que os dias de desabastecimento trouxeram à tona. Que o Brasil seja capaz de levantar e praticar soluções para esses pontos levantados durante a crise.

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Um comentário

  1. Giovanna Carvalho

    Texto muito bem escrito Heloise! 👏🏻 Realmente é de se questionar os governantes o por que de termos como única opção de distribuição de mercadoria as rodovias, quando seria mais inteligente termos também as hidrovias e ferrovias (que podem até serem menos poluentes). Também foi interessante a sua observação em relação ao uso do combustível fóssil (diesel) que é finito, ao invés do vento (energia eólica) que é infinita e também menos poluente.

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