Coronavírus: Como países garantem a estabilidade dos cidadãos na crise
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Coronavírus: Como países garantem a estabilidade dos cidadãos na crise

Coronavírus: Como países garantem a estabilidade dos cidadãos na crise

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Os governos mundiais agem para tentar atenuar os danos econômicos e sociais da Covid-19 através de medidas que ajudem empresas, evitando demissões em massa, além da implementação de programas de transferência de renda à população mais afetada pela crise

O novo coronavírus impactou negativamente a economia global, provocando um abalo na confiança dos investidores e na queda das bolsas em todo o mundo. O comércio e as cadeias de suprimentos globais também foram impactados negativamente.

Por isso, os governos e bancos centrais tomam iniciativas para impedir que pequenas e médias empresas fechem as portas – gerando um aumento do número de desempregados -, oferecem ajudas de renda para aqueles que tiveram suas atividades econômicas interrompidas pela pandemia e faz sucessivos cortes nas taxas de juros para estimular o consumo.

medidas contra crise do coronavírus
Governos decidem como garantir a estabilidade dos cidadãos em meio ao coronavírus. | Foto: Reprodução.

Como países garantem estabilidade dos cidadãos em meio à pandemia

Brasil

O Congresso aprovou o decreto de calamidade pública, que isenta o governo de cumprir a meta fiscal estabelecida para este ano. O intuito é viabilizar que tanto medidas econômicas quanto sanitárias possam ser tomadas.

O ministro Paulo Guedes prometeu uma injeção de 147,3 bilhões de reias na economia brasileira. Desse valor, uma fatia de 83,4 bilhões será usada na ampliação de crédito para aposentados e pequenas empresas.

O Bolsa Família, o maior programa de auxílio de renda do país, contemplará mais de 1 milhão de pessoas, o que significa um reforço de mais de 3 bilhões de reais. Já os trabalhadores informais e autônomos,  poderão solicitar uma ajuda de renda de 600 reais mensais.

As empresas terão um prazo de 3 meses para pagar o FGTS. E o IPI (imposto sobre produtos industrializados) sobre mercadorias relacionadas ao combate do vírus será reduzido, por meio dos 4 bilhões de reais repassados pelo governo do fundo DPVT (Seguro Veicular Obrigatório). Mais 40 milhões de reais devem ser usados para financiar a folha salarial de pequenas e médias empresas.

Haverá uma liberação de créditos, que pode custar até 5 bilhões de reais, para micro e pequenas empresas. Demais ajudas serão proporcionadas pelo Estado, como o abrandamento das exigências para  fazer e renegociar empréstimos e facilitação do acesso às matérias- primas vindas do exterior antes do desembarque.

Estados Unidos

O país tem sido agressivo no combate à crise gerada pelo novo coronavírus, elaborando o maior pacote emergencial da história – 2,2 trilhões de dólares serão usados para socorrer a economia norte-americana. 

Os contribuintes solteiros do país receberão um auxilio de 1200 dólares. Já os cidadãos casados, terão uma ajuda de 2400 dólares e mais 500 dólares para cada filho. A ajuda não se estende aqueles que ganharem mais de 99 mil dólares ao ano e o valor irá variar para quem recebe mais de 75 mil dólares anuais.

O seguro desemprego foi ampliado – para quem o solicitar, será fornecido 600 dólares semanais por 4 meses. Com essa medicadas os Estados Unidos busca fomentar o consumo.

Já as empresas pequenas, contarão com US$377 bilhões e as grandes com US$500 bilhões. O governo irá amparar companhias aéreas, turismo e, principalmente, o sistema de saúde para que sejam aumentados os investimentos em vacinas e tratamentos, além de pagar o dinheiro que os hospitais não receberão, por conta do surgimento da pandemia.

Quanto aos empréstimos estudantis, realizados por muitos jovens, estão suspensos até o final de setembro e a educação terá acesso a mais de 30 bilhões de dólares.

Zona do Euro

O BCE (Banco Central Europeu) cortou a taxa de juros, que já era negativa, ainda mais. O objetivo é impulsionar as pessoas a retirarem seu dinheiro do banco e colocá-lo em circulação para que o consumo não diminua. 

Além disso, o BCE realizou investimentos bilionários, entre eles, a elevação do valor anual em flexibilização quantitativa para 1,1 trilhão de euros. E o limite de empréstimos dos governos que participam da União Europeia foram suspensos.

Na Alemanha, o parlamento aprovou um plano emergencial de mais de 1 trilhão de euros para economia, 100 bilhões serão destinados a bancos públicos, para que eles tenham condições de conceder empréstimos para empresas em dificuldades e 600 bilhões de euros vão para um fundo de resgate às grandes empresas. O país também flexibilizou o pagamento de tributos das empresas.

O governo espanhol socorrerá sua economia com 200 bilhões euros. A metade desse valor será para ajudar as empresas, segundo Pedro Sánchez, primeiro ministro do país, o plano protegerá, especialmente, as empresas estratégicas de compradores que querem se aproveitar do preço baixo das ações. A Espanha ainda pretende oferecer ajuda aos idosos vulneráveis e aos que perderem seus empregos neste período e irá suspender as cobranças de água e internet para daqueles que não podem pagar.

Ao país mais afetado pelo novo coronavírus, a Itália, os efeitos negativos da crise devem se prolongar por mais tempo. No dia 16 de março, um decreto de emergência de 25 bilhões de euros que suspende o pagamento de hipotecas e empréstimos para famílias e empresas foi anunciado. Um fundo que ajuda as empresas a pagarem os salários de trabalhadores demitidos temporariamente e os informais foi aumentado.

O auxílio às empresas foi adotado também pela França, que reservou 45 bilhões para evitar falências, as micro e pequenas empresas podem receber descontos ou em casos extremos não pagar impostos por um período. O país ainda concedeu 300 bilhões em empréstimos corporativos de bancos comerciais. E o governo francês pagará durante dois meses os cidadãos parcialmente desempregados pelo novo coronavírus.

Reino Unido

O Reino Unido seguiu a linha de ações dos demais países da zona do Euro, o banco central inglês disponibilizará 330 bilhões de libras em empréstimos às empresas afetadas pela crise, oferecerá subsídios e não cobrará impostos por até um ano. A população mais pobre também terá isenção no pagamento de hipotecas e impostos.

Japão

O país usará um quinto do seu PIB, uma soma de quase 1 trilhão de dólares, para mitigar os efeitos da pandemia na economia, inclusive o impacto do adiamento das Olimpíadas. Uma parte do pacote japonês será para amenizar as dificuldades financeiras das famílias prejudicadas pelo novo coronavírus.

No entanto, a maior parte dessa quantia será usada para assegurar que pequenas e médias empresas superem a crise. Shinzo Abe, primeiro ministro japonês, planeja emprestar para essas empresas, por meio de bancos particulares, crédito a juros zero e permitir a postergação da cobrança de tarifas fiscais.

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Por Camila Nascimento – Fala! Cásper

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