Faleceu aos 91 anos o cineasta francês Jean-Luc Godard, no último dia 13 de setembro. O realizador foi um dos principais expoentes do movimento revolucionário conhecido como “Nouvelle Vague”, cujo tom contestador deixou influências inquestionáveis até os dias atuais. Diante disso, cabe destacar a importância do realizador para a história da chamada Sétima Arte.

Jean-Luc Godard e a Nouvelle Vague
Primeiramente, deve-se esclarecer que a Nouvelle Vague foi um movimento cujo tom contestatório marcou sobretudo o contexto europeu dos anos 1960 – uma conjuntura permeada por inquietações políticas e sociais. Ao lado de diretores como François Truffaut, Alain Resnais, Agnès Varda e Eric Rohmer, Godard refletia essa efervescência cultural em obras como Acossado (1960), O desprezo (1963) e O demônio das onze horas (1965).
Destaca-se ainda a participação recorrente dos atores Jean-Paul Belmondo e Anna Karina nos filmes do cineasta parisiense. Belmondo, ícone da Nouvelle Vague, foi também um colaborador recorrente do já citado Truffaut. Karina, por sua vez, além de protagonista de diversas películas, foi esposa de Godard durante os anos 1960.

Foi justamente em um filme estrelado por Belmondo que Godard recebeu seu primeiro prêmio: o Urso de Prata de Melhor Diretor, por “Acossado”, no Festival de Berlim. No mesmo festival, o realizador foi laureado com o Urso de Ouro em 1965, por “Alphaville”. Além desses, ressalta-se o Oscar honorário recebido por ele em 2010.
Por fim, destaca-se que, além dos filmes citados, recomendamos um documentário sobre o revolucionário movimento cinematográfico encabeçado por Godard e o supracitado Truffaut. Trata-se do documentário Godard, Truffaut e a Nouvelle Vague, de 2010, obra essencial para quem deseja conhecer a carreira do recém-falecido realizador que mudou a Sétima Arte.
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Por Gabriela Brahim Correa – Fala! Universidade Cruzeiro do Sul