Um Brinde ao Natal: Luzes da Cidade, lançado na Netflix recentemente, tenta trazer tudo o que um bom filme de romance natalino possui: um casal carismático e apaixonado, além de uma história sensível, reflexiva e empolgante. Mas tudo o que o filme consegue ser é chato, lento, sem sentido e, o principal, um filme nada natalino. Confira a análise crítica sobre a produção.

Análise Crítica – Um Brinde ao Natal: Luzes da Cidade
A trama
A história de Um Brinde de Natal: Luzes da Cidade acompanha Callie e Joseph, um ano após se apaixonarem, os dois juntos comandam uma fazenda de laticínios e uma vinícola. No entanto, o relacionamento dos dois é ameaçado após Joseph ser chamado de volta para a cidade grande.
O filme acaba não trazendo nada de diferente dos outros romances lançados no streaming durante todo o ano, com um final previsível e diferente de algumas produções, o casal não tão em sintonia assim, porém é nítido o esforço dos atores em mostrar um casal apaixonado, mas isso nem sempre acontece.
Além de seguir a mesmice, a produção também se perde em sua história em diversos momentos, trazendo uma história confusa entre os casais da trama que parece até engraçado e o pior é saber que os mesmos além de confusos não tiverem uma construção durante todo o tempo do filme e isso não se aplica aos acontecimentos do filme, um grande exemplo é o que acontece com a irmã de Callie, Hannah ou até mesmo o problema que não existia entre o novo casal da fazenda, Manny e seu interesse romântico.
Pontos positivos e conclusões sobre Um Brinde ao Natal: Luzes da Cidade
Um dos pontos positivos seria com certeza o elenco esforçado do filme que tenta passar o amor e a conexão dos seus personagens, mas que infelizmente não consegue, por talvez um roteiro não tão bem planejado.
Mesmo com tanto tempo em tela, o filme parece se enrolar em uma confusão e não dá nenhum bom motivo para que as coisas aconteçam, acaba sendo assim lento e cansativo, dificultando ainda mais qualquer conexão com a trama.
Por fim, Um Brinde ao Natal: Luzes da Cidade nos promete um filme natalino e cheio de romance e ele só cumpre 50% do que promete. Até parece que a produção do filme acha mesmo que pendurar algumas luzes de natal e jogar neve para cima na véspera da data comemorativa dos seus personagens, vai transforma-lo em um filme natalino, mas sabemos que não é bem assim. O que percebemos é que o filme se transformou em algo chato e sem nenhum significado para nós que estamos acostumados com tramas envolvidas de amor, neve, Papai Noel, etc.
Shaun Paul Piccinino não ousa em nenhum momento de sua direção, entregando exatamente aquilo que se espera do filme: um punhado de clichês, um montão de falas bem cafonas e belos cenários para compor o plano do seu enredo. É bem verdade que por vezes o longa dá uns saltos impacientes na trama, mas, por outro lado, encontra espaço para trazer os valores cristãos do Natal para sua história, conectando-se com o espectador católico, que irá se sentir representado com as atitudes da protagonista.
Lembrando que o filme está disponível na Netflix e com apenas uma hora e quarenta e cinco de duração e classificação indicativa para dez anos, Um Brinde ao Natal: Luzes na Cidade é um filme leve e que pode ser assistido por toda a família numa tarde dessas férias de fim de ano. Tanto o roteiro da própria Lauren Swickard, protagonista do filme, quanto o clima da produção oferecem uma ambientação bem amena, literalmente um água com açúcar para acalmar e se reconfortar no sofá ao lado da família ou até mesmo do crush.
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Por Sabrina Ferreira – Fala! Centro Universitário Brasileiro de Pernambuco