2020 não é o ano para você trocar o celular, entenda
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2020 não é o ano para você trocar o celular, entenda

2020 não é o ano para você trocar o celular, entenda

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Se sua meta para este ano é trocar de celular, aí vai um alerta: esse pode não ser o melhor momento para comprar um smartphone novo. O ano de 2020 será um ano de grandes acontecimentos. Os mais de 300 dias restantes do ano estarão cheios de novidades no mundo dos esportes, entretenimento, política e tecnologia – mas ainda não será o ano em que a tecnologia 5G e a Internet das Coisas (IoT), o grande avanço tecnológico de nossos tempos, chegará ao Brasil.

Mas afinal, o que são essas tecnologias e como elas afetam a compra de smartphones em 2020?

O que é a Internet das Coisas?

A Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) é uma tecnologia responsável por conectar à rede mundial de computadores um número impressionante de dispositivos – indo muito além dos celulares, computadores e Smart TVs – possibilitando tomadas de decisão sem intervenção humana.

Isso significa que situações do nosso cotidiano, tais como trocar os pneus do carro, reabastecer a geladeira ou preparar um café poderiam ser previamente agendadas caso esses dispositivos (carro, geladeira, cafeteira, respectivamente) possuíssem uma conexão ativa 24 horas por dia na Internet.

Segundo Pyr Marcondes, Diretor Geral do Proxxima e do M&M Ventures, a Internet das Coisas significa, fundamentalmente, objetos conectados: “A coisa mais conectada que temos hoje é o telefone e o computador. As televisões agora são conectadas também, mas [com a Internet das Coisas] estamos falando de um sapato, de um liquidificador, de um carro, de qualquer coisa. As projeções da Intel e desses fabricantes, Ericsson, que fabricam chips e que são responsáveis pela infraestrutura de transmissão de dados, é de que serão trilhões de objetos conectados e em pouco tempo.”

Como funciona a Internet das Coisas? 

Para funcionar, os dispositivos devem ser conectados à Internet via Wi-Fi, internet móvel ou sistemas alternativos. Esses dispositivos enviam e recebem dados, possibilitando a criação de estatísticas para análise. Com as informações coletadas, tarefas podem ser automatizadas e o usuário economiza tempo na tomada de decisões.

Como trata-se de uma inteligência avançada e com um grande volume de dados a serem processados, é necessário uma tecnologia diferente para garantir estabilidade na conexão desses dispositivos. E é aí que entra o 5G.

O que é a Internet 5G?

O 5G é um salto quântico na história das telecomunicações no mundo. Nunca houve um salto qualitativo e quantitativo dessa dimensão antes na história, desde que se inventou o telefone. É quase uma reinvenção do telefone, e da telecomunicação.

Pyr Marcondes.

Diferentemente do que muitos possam imaginar, a internet 5G não é simplesmente uma rede mais rápida. O 5G não é um “4G melhorado”. Ele vai além disso. Com o aumento de dispositivos conectados à internet 24 horas por dia, é necessário uma nova tecnologia capaz de mantê-los estáveis ao mesmo tempo. E é isso que o 5G oferecerá.

O mais importante é que com essa nova plataforma ficará possível – o que nunca foi possível antes – você conectar coisas. Tudo o que puder ter um chip de conexão de telecom vai ser conectado. O 5G é o viabilizador primordial da Internet das Coisas, que é uma transformação gigantesca nas formas como a gente se conecta.

Pyr Marcondes.

Imagine uma casa toda projetada com a Internet das Coisas. Impressoras que detectam a necessidade de repor a tinta e carros que avisam ao dono quando é necessário repor o óleo – ou até mesmo que funcionem sem um motorista -, são apenas alguns exemplos de dispositivos que precisariam ficar ligados permanentemente à internet.

O 5G foi projetado não somente para oferecer mais velocidade, mas também para conseguir manter uma grande quantidade de dispositivos conectados e estáveis (mesmo se o usuário entrar em um túnel ou elevador, sendo assim muito diferente de outras tecnologias de rede móveis), além de melhorar a usabilidade e a economia de dados.

Internet das Coisas.

Quando a internet 5G chega ao Brasil?

No final de 2019, o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e a Qualcomm Ventures, banco de fomento (investimento para empreendimentos), lançaram um fundo de R$160 milhões para desenvolver Internet das Coisas no Brasil. 

O objetivo desse fundo é investir em startups de tecnologia em estágio inicial. Segundo a agência Reuters, este fundo irá “contemplar empresas com aplicações de hardware, software e análise de dados, voltadas para áreas estratégicas como manufatura avançada, cidades inteligentes, saúde, agronegócio e aplicações residenciais.”

Embora as previsões apontem para 2020 a chegada do 5G no Brasil, ainda não há uma data confirmada. Pyr Marcondes acredita que a tecnologia só se chegará de fato ao Brasil a partir de 2022: “Espera-se que o 5G seja algo mainstream ali por 2022, 2023, começando evidentemente nos países mais desenvolvidos, e prioritariamente mais rápido pela Ásia.”

Por que não trocar o celular em 2020?

Celulares smartphones não são produtos baratos. Aparelhos de elite frequentemente custam alguns milhares de reais. Mas mesmo os aparelhos mais caros ainda não poderão usufruir totalmente da tecnologia 5G.

Embora existam hoje marcas anunciando celulares com a tecnologia 5G, os dispositivos ainda não foram realmente testados com o volume de dados e processamento necessários para o funcionamento da Internet das Coisas. E assim, sem um aparelho com 5G pleno, você poderá pagar muito caro em um celular que não atenderá às demandas da maior novidade tecnológica das últimas décadas. Por isso, na dúvida, não compre um celular em 2020.

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