Vou Nadar Até Você - leia a crítica do filme
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Vou Nadar Até Você – leia a crítica do filme

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O dia 5 de março foi marcado pelo lançamento de Vou Nadar Até Você, o filme que marca a estreia de Bruna Marquezine no cinema.

Dirigido pelo fotógrafo Klaus Mitteldorf, o filme conta a história de Ophélia (Bruna Marquezine), uma jovem, residente de Santos (SP) que resolve ir em busca do seu pai biológico, Tedesco (Peter Ketnath) nadando até Ubatuba.

Com uma metáfora fraca e confusa, assim como o personagem Tedesco, Mitteldorf se interessa mais por imagens do que pessoas. O longa além de não criar vínculos com o expectador, gera mais perguntas do que respostas. A primeira delas, certamente: por que Ophelia não optou por ir a procura do pai por meio de transporte? Em meio a várias possibilidades, a jovem embarca numa jornada a nado, 250 quilômetros somente para irritar a sua mãe (Ondina Clais Castilho).

Vou Nadar Até Você: o filme que nada e morre na praia, mas Marquezine chega ao seu destino.
Vou Nadar Até Você: o filme que nada e morre na praia, mas Marquezine chega ao seu destino.

Klaus deixou a desejar na construção de um enredo para os seus personagens. E que o filme se torna um produto estético com imagens maravilhosas do litoral brasileiro, mas sem um gancho narrativo convincente.

Um exemplo disso é o personagem Smutter (Fernando Alves Pinto), que tem a função de vigiar Ophélia a mando do seu pai, que some e surge nas cenas quase que magicamente, sem apresentar nenhum sentido nessas aparições.

No decorrer do exaustivo longa, duas cenas de nudez chamam atenção, uma delas é protagonizada por Bruna Marquezine e a outra, registrada por sua personagem Ophelia, que fotografa duas mulheres nuas dançando na praia. Objetificação do corpo feminino? É o que se constata, logo que as cenas são vagas e não tem quaisquer justificativa na narrativa, sendo de uso meramente para o olhar masculino e reforçando a ideia de que a preocupação de Klaus, estava voltada para a arte, e não para o desenvolvimento dos personagens presentes na trama.

A busca incansável de Ophélia pelo seu pai é praticamente ilógica e termina da forma mais óbvia que o espectador possa imaginar, reforçando mais uma vez o quanto Klaus pecou na construção desse enredo, focando somente na fotografia e na parte estética, que estão impecáveis. 

Em contra partida, Bruna e Fernando Pinto entregam boas atuações, mas que também foram prejudicadas pela busca incessante de Klaus pela estética. Em sua estreia no cinema, Marquezine apresentou uma atuação impecável, dando o seu máximo, mesmo que com um roteiro fraco a limitando, a atriz debutou nos cinemas mostrando que o seu talento e carisma vai muito além das redes sociais e telenovelas.

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Por Jessica Santos – Fala! UFBA

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