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Uma análise do Mundial de Basquete

Uma análise do Mundial de Basquete


Após bater a Argentina por 95 a 75, a Espanha se sagrou bicampeã mundial de basquete. A equipe que teve Marc Gasol e Ricky Rubio como os principais destaques, dominou Los Hermanos de Luis Scola desde o início e não deu nenhuma brecha para os argentinos voltarem ao jogo. Com isso, a seleção espanhola ganhou todos os 8 jogos do torneio e pela segunda vez conquistou o Mundial de forma invicta.

Marc Gasol levantando a taça de campeão do mundo

Sobre as partidas

O torneio, apesar de ter um campeão pouco surpreendente, foi marcado por resultados bastante inesperados. A emoção da maioria dos jogos, inclusive, foi maior que próprio nível técnico da competição, muito afetado pela falta de vários nomes importantes, não somente da NBA, mas do basquete internacional. A própria Espanha teve que lidar com a ausência de Pau Gasol, seu principal jogador nos últimos anos.

Decepções

-Sérvia: a equipe que tinha o pivô Nikola Jokic como o principal nome e era, para muitos, favorita a levantar o caneco, sofreu uma amarga e inesperada derrota para a Argentina nas quartas de final e ocupou apenas o quinto lugar.

-Grécia: liderada pelo atual MVP da NBA Giannis Antetokounmpo, a seleção grega sofreu uma surpreendente derrota para o Brasil na primeira fase e se complicou no torneio, não chegando sequer às quartas de final e ficando na décima-primeira posição.

-EUA: mesmo sem os grandes astros da NBA, era esperado que a equipe americana ao menos fosse ao pódio. Ao invés disso, o “Dream Team” foi eliminado pela França logo no primeiro mata-mata e teve sua pior participação nas histórias dos mundiais com um doído sétimo lugar.

Surpresas

-Argentina: mesmo sem contar com ninguém da NBA no plantel, os argentinos, liderados pelo “jovem” de 39 anos Luis Scola, chegaram a final da competição sem perder um jogo sequer.

-República Tcheca: com Tomas Satoransky sendo seu principal destaque, a República Tcheca surpreendeu o Brasil na segunda fase e conseguiu avançar para o mata-mata do torneio, ficando com um honroso sexto lugar.

Seleção Brasileira

Mesmo após vencer os primeiros três jogos, Petrović e seus comandados tiveram um desempenho ruim na segunda fase do Mundial e não conseguiram avançar ao mata-mata, ficando em décimo-terceiro na classificação final. Com isso, a seleção também falhou ao tentar alcançar uma das duas vagas diretas nas Olímpiadas de Tóquio, que ficaram com EUA e Argentina.

No entanto, a participação do time, no geral, pode ser considerada boa, vários atletas veteranos como Alex, Varejão e Leandrinho renderam bem acima do esperado. Além disso, o futuro do basquete brasileiro mostrou que está em boas mãos. Didi, Bruno Caboclo e Iago fizeram um bom torneio e aproveitaram-no para adquirir experiência em eventos internacionais.

Experiência que, certamente, contará ano que vem quando a seleção participar do pré-olímpico.

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Por Bruno Marquesini – Fala Cásper

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