Super-heroínas: a representação feminina nos quadrinhos
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Super-heroínas: a representação feminina nos quadrinhos

Super-heroínas: a representação feminina nos quadrinhos

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Como as mulheres foram retratadas nessa vertente da cultura pop, desde sua origem até hoje.

Nos princípios das histórias em quadrinhos, personagens femininas eram retratadas em papéis pequenos e, muitas vezes, colocadas em uma posição singular de par romântico do super herói protagonista ou como uma mocinha em perigo.

A mudança veio em 1938, quando, pela primeira vez, uma mulher ganhou o cargo de protagonista. A personagem em questão era Sheena, uma aventureira da selva criada pela editora já extinta Fiction House. Três anos após esse marco, veio a criação de Diana Prince, popularmente conhecida como a Mulher-Maravilha.

Apesar de as mulheres começarem a ganhar espaço e protagonismo nos quadrinhos, suas representações eram sempre muito estereotipadas de maneira pejorativa. Cabelos longos, cintura fina, busto destacado, com roupas coladas ao corpo e repletas de decotes, dando um enfoque muito grande ao corpo da personagem.

A quadrinista e ilustradora Rebeca Prado comenta como esse tipo de representação sexualizada é prejudicial e negativa, de maneira que não apenas diminui o papel da mulher como direciona a mídia para os homens.

Não é só sobre diminuir o papel da mulher, é sobre representatividade, empoderamento e, para os homens, verem a mulher como personagem e não como acessório.

Destaca.

 Ela fala sobre as mudanças vindas no processo de redesenhar os uniformes de personagens femininas para versões mais naturais e inspiradoras com o passar dos anos, algo que aconteceu com grandes destaques da indústria como Capitã Marvel e Batgirl.

Vou citar a Batgirl como um exemplo: Babs Tarr e o Cameron Stewart redesenharam a personagem de forma que ela de fato usasse roupas adequadas, confortáveis, plausíveis e modernas. O público jovem amou e as leitoras voltaram a se engajar na história.

Afirmou.

Esse mecanismo que fez com que o público feminino fosse aumentando e se envolvesse mais nas histórias, estabelecendo um grande papel de influência para as novas gerações de mulheres.

 “Ajuda a formar um novo público base, mais consciente e empático”, afirma, ao mencionar o impacto que as super-heroínas têm para as gerações mais novas.

Só o protagonismo já é um passo, a mulher estar lá é muito importante. Para além disso, temos que pensar num protagonismo engajado, construído e complexo, aí é melhor ainda. Daí a representatividade, a identificação, a força e o empoderamento, tudo caminha junto.

Completa.

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Maria Luiza Priori – Fala! Mackenzie

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