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Resenha: The Fosters

Por Victória Gearini – Fala!MACK

 

The Fosters e sua função social. Série norte-americana chega ao fim em 2018, mas deixa legado para a luta das minorias

A série The Fosters, criada por Bradley Bredeweg e Peter Paige e produzida por Jennifer Lopez, estreou em 2013, e teve seu último episódio exibido dia 06 de junho de 2018 pelo canal de televisão norte-americano FreeForm. Com temas polêmicos e considerados tabus, a série construiu diversos fãs pelo mundo e virou símbolo de representatividade para as minorias.

Enredo

Os temas são dos mais variados como: adoção, homofobia, drogas, aborto, estupro, prostituição, racismo, imigração. A trama conta a história de Stef Foster (Teri Polo) e Lena Foster (Sherri Saum), casal lésbico, mães de cinco adolescentes.

Tudo começa quando Lena encontra Callie (Maia Mitchell) num reformatório e a leva para casa. Logo a jovem reencontra seu irmão mais novo Jude (Hayden Byerly) e ambos passam a morar temporariamente na casa dos Fosters. O casal já tinha outros dois filhos adotivos, os gêmeos Mariana (Cierra Ramirez) e Jesus (Jake T. Austin/ Noah Centineo), além de Brandon (David Lambert), filho biológico de Stef, fruto de seu primeiro casamento.

A série retrata as dificuldades e superações das duas mães em criar seus cinco filhos, driblando os preconceitos e traumas dos adolescentes. Apesar de apresentar um conteúdo considerado pesado, a série não deixa de lado momentos de humor, superação e amor familiar.

Representatividade

The Fosters abriu para discussão assuntos que muitas vezes não são abordados pela sociedade e até mesmo esquecidos. Ela nos faz pensar nas implicâncias que podem surgir a partir de uma adoção e o auxílio que o governo deveria dar a essas crianças quando completam 18 anos. Nos mostra como o sistema é falho e a falta de informação que a sociedade possui.

Retrata ainda temas como, estupro, prostituição, drogas e aborto, em geral, considerados tabus pela sociedade. Cada personagem tem uma história marcante e enfrenta da melhor forma possível. A representação da família e o amor das duas mães pelos os seus filhos, são o símbolo dessa série. Assim como a música de abertura fala: “não é de onde você vem, é onde você pertence”.

A maior lição que a série deixou é que não importa qual seja a dificuldade, devemos ter integridade e nunca desistir dos nossos direitos. O mais importante ao assistir essa trama é estar disposto abrir a mente e refletir, pois, ela cumpre uma função social.

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Como relacionar com o Brasil?

Cada país possui suas leis e valores, o que torna difícil a comparação, mas o importante ao assistir essa série é extrair a essência da história e comparar com a nossa sociedade.

No Brasil as leis de adoção são diferentes dos EUA, mas a essência de um sistema falho que não dá o devido auxilio e segurança para as crianças é muito semelhante. Além disso, assuntos como prostituição infantil, drogas, aborto, homofobia e racismo são temas recorrentes na nossa sociedade.

É importante analisar que a série é de cunho social e cumpre a função de conscientizar e informar a todos, independentemente do país e da cultura em que está inserida.

Se você gostou da história, The Fosters está disponível até a quarta temporada na Netflix. A quinta temporada ainda não tem previsão de estreia na plataforma.

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