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Mulheres Narrando a Copa: um Gol a Favor da Igualdade

Mulheres Narrando a Copa: um Gol a Favor da Igualdade

Por Beatriz Cruz – Fala!MACK

No dia 14 de junho de 2018, Isabelly Morais, de 20 anos, entrou para história ao se tornar a primeira mulher a narrar uma partida da Copa do Mundo na televisão brasileira. Sim, a primeira. Formada na Universidade Federal de Minas Gerais, Isabelly foi escolhida pelo canal Fox Sports junto de duas outras mulheres, através de um concurso, para narrar os jogos da Copa.

Isabelly após a final da Copa do Brasil (Foto: Marcello Neves/VAVEL Brasil)

Isabelly já tinha sido a primeira mulher de Minas Gerais a narrar um jogo de futebol pelo rádio, em 2017. Em entrevista ao canal do youtube da UFMG, Isabelly falou sobre o machismo na área de esportes e sobre a dificuldade das mulheres ingressar na área.

Pelo que parece, esse ano é um ano muito bom para as mulheres dentro do mundo do esporte. O canal Esporte Interativo fez um reality show de narradoras esportivas e, quem ganhasse, narraria um dos jogos da Champions League. A vencedora, Vivi Falconi, narrou Real Madrid e Bayern de Munique direto do Santiago Bernabéu.

Vivi Falconi. Foto: Esporte Interativo

Além das narradoras,  a Copa está sendo muito boa para as mulheres na torcida também. No Irã, por exemplo, a presença das mulheres em estádios de futebol é proibida. Por ser somente em jogos dentro do país, as iranianas aproveitaram a oportunidade. No primeiro jogo da fase de grupos, que aconteceu na sexta-feira (15) em Moscou contra Marrocos, cartazes de protesto foram levados, com o objetivo de pedidos de apoio a luta delas, para que possam ver os jogos dentro dos estádios no Irã também.

Porém, nem tudo são flores. Um vídeo viralizado na internet mostram torcedores brasileiros junto com uma jornalista loira e cantam palavras de baixo calão e, por não entender português, a mulher entra na onda e canta junto.

Apesar de ser do mundo esportivo ser  machista e tem algumas situações que vemos que a mulher ainda é sexualizada e não é respeitada como deveria,  podemos ver que as mulheres têm conseguido, aos poucos, conquistar seu espaço.

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