Jornalismo: saiba quais são os maiores prêmios da profissão
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Jornalismo: saiba quais são os maiores prêmios da profissão

Jornalismo: saiba quais são os maiores prêmios da profissão

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Todos os anos, grandes conteúdos são produzidos por profissionais do jornalismo. Com diferentes tipos de materiais emblemáticos, estes profissionais contribuem para a sociedade e para a valorização do trabalho da imprensa no País. Anualmente, veículos de comunicação e jornalistas renomados ganham destaque na mídia e levam prêmios por seus renomados trabalhos.

Ao longo dos anos, surgiram diferentes premiações com categorias distintas. Mas quais são os maiores prêmios de jornalismo existentes? Confira alguns aqui.

Maiores prêmios de jornalismo

Prêmio Pulitzer

O grande prêmio norte-americano leva o nome do húngaro Joseph Pulitzer, editor e jornalista de grande importância em eventos políticos da época. Essa figura indomável, como é descrito no site da premiação, era habilidoso em sua profissão e inovou em diferentes aspectos, inclusive ao incentivar a formação de jornalistas. 

Nos anos 90, dedicou uma quantia para a criação de uma escola de jornalismo, que se tornou a Columbia University Graduate School of Journalism em 1912. Além disso, em seu testamento já constava a criação dos Prêmios Pulitzer como uma forma de incentivo à excelência. A primeira premiação ocorreu apenas em 1917, quase seis anos após a sua morte.

O prêmio é administrado pela Universidade de Columbia e, anualmente, uma banca independente escolhe entre os indicados. Conta com 21 categorias nas áreas de jornalismo, literatura e música, abrangendo diferentes estilos de reportagem, fotografia e gêneros literários. Em vinte destas, os vencedores recebem um prêmio de dez mil dólares e um certificado. Já quem ganha na categoria Serviço Público de Jornalismo, leva uma medalha de ouro para o veículo.

Em 2020, a cerimônia ocorreu de forma virtual por conta da pandemia de Covid-19. Entre os vencedores, está a equipe do The Washington Post na categoria Reportagem Explicativa, por matérias sobre as mudanças de temperaturas no mundo. 

Prêmio Vladimir Herzog

Vladimir Herzog foi um jornalista que acabou sendo vítima das torturas da ditadura brasileira (1964-1985). Vlado, como também era conhecido, desejava ser cineasta e tinha grande preocupação com questões sociais e humanas. Sua morte, em 1975, foi um marco no período ditatorial e paralisou veículos jornalísticos de São Paulo em luto e protesto. 

A criação do prêmio foi uma das resoluções aprovadas no Congresso Brasileiro de Anistia em 1978. O objetivo seria estimular jornalistas e artistas a abordarem o tema da Anistia e dos Direitos Humanos em uma época de censura e torturas. A ideia de dar o nome de Vladimir Herzog para o prêmio foi de Perseu Abramo, o então diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e representante deste no Congresso. A primeira premiação ocorreu em outubro de 1979, estimulando a luta pela democracia. 

O prêmio destina-se a jornalistas cujos trabalhos auxiliam na defesa da democracia, da cidadania e dos Direitos Humanos. Além disso, homenageia personalidades e veículos de comunicação que defendem tais valores sociais fundamentais.

Atualmente é o prêmio mais importante de jornalismo do Brasil e 14 instituições integram a sua Comissão Organizadora, dentre estas, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e o Instituto Vladimir Herzog. Conta com categorias que abrangem as diferentes áreas do jornalismo e, desde 2009, com um prêmio voltado aos estudantes, o Prêmio Jovem Jornalista.

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Prêmio Vladimir Herzog. | Foto: Reprodução.

A 42ª edição ocorreu em formato remoto, por conta dos eventos relacionados à pandemia em 2020, mas contou com recorde histórico de inscrições: 1.060 produções inscritas em seis categorias. Entre os vencedores, estão a equipe do Fantástico (Rede Globo) na categoria Produção Jornalística em Vídeo, com “Os defensores da floresta”. A cartunista Laerte (Folha de S. Paulo) levou o prêmio na categoria arte por “Infernópolis”.

Prêmio CNT de Jornalismo 

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) foi criada em 1954 e reúne 26 federações e quatro sindicatos nacionais. Esta já concebe o Prêmio CNT de Jornalismo há 27 anos, sendo uma das principais premiações jornalísticas do País. Conta com seis categorias, sendo elas: Impresso, Televisão, Rádio, Internet, Fotografia, Meio Ambiente e Transporte.

A iniciativa busca incentivar a abordagem de temas relacionados ao transporte na sociedade. Tenta também promover a compreensão da importância da atividade transportadora no País e chamar atenção para os desafios do setor. Além do troféu, os vencedores de cada categoria levam o prêmio de R$ 35 mil e a reportagem que recebe a melhor nota geral dos jurados recebe o Grande Prêmio, tendo este o valor de 60 mil reais. 

Entre os vencedores do 26° Prêmio, estão “Descaminhos do Brasil”, de Renato Ferezim (TV Globo) na categoria Televisão; “Carros-fortes, homens indefesos”, do Metrópoles nas categorias Internet e Fotografia. Já o Grande Prêmio, foi para o programa “GloboNews Em Movimento”, que percorreu seis capitais brasileiras atrás dos principais problemas de mobilidade do País.

One World Media Awards

One World Media é uma organização sem fins lucrativos registrada no Reino Unido, fundada há mais de 30 anos por um grupo de jornalistas. Apoia jornalistas e cineastas do mundo todo que cobrem histórias subnotificadas, contribuindo para o diálogo sobre os Direitos Humanos e mobilizando pessoas. Promove também uma série de eventos, oficinas e trabalhos educacionais para aumentar a conscientização e destacar a mídia como ferramenta de desenvolvimento em diferentes campos sociais.

O prêmio, denominado One World Media Awards, foi criado em 1988 e a cerimônia anual é tradicionalmente apresentada em Londres. Este reconhece grandes reportagens de países em desenvolvimento. São premiadas “histórias que rompem estereótipos, mudam a narrativa e conectam pessoas através de culturas” (em tradução livre). 

São 15 categorias que abrangem diferentes plataformas, gêneros e temas. Podem participar profissionais de qualquer lugar do mundo e é tido como uma oportunidade de reconhecimento na mídia e entre o público. A organização conta com a parceria de empresas de comunicação, como BBC e a Google News Initiative. Em 2020, os veículos brasileiros Agência Pública, Intercept Brasil e TV Record foram finalistas no prêmio em categorias distintas. 

As inscrições para o prêmio de 2021 já estão abertas. 

Prêmio Jabuti de Reportagem

A ideia de criar uma forma de premiar os maiores destaques do meio literário surgiu no final da década de 50. A premiação ganhou forma somente depois de muitas discussões envolvendo a presidência, a diretoria e membros da Câmara Brasileira de Letras. O ambiente cultural e político era permeado pelo modernismo e nacionalismo da época e por conta da valorização da cultura popular brasileira, protagonista entre tantas outras tendências do contexto, o nome “Jabuti” foi escolhido, fazendo referência a um personagem de Monteiro Lobato.

A primeira edição ocorreu em 1959 e foram premiados autores como Jorge Amado, pelo romance Gabriela, Cravo e Canela. Ao longo dos seus 62 anos, o prêmio passou por muitas transformações e tornou-se cada vez mais importante no País. Desde 2018 conta com 18 categorias distribuídas em quatro eixos temáticos –  Literatura, Ensaios, Livro e Inovação – tornando-se mais competitivo e abrangente. 

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Livro A Vida que Ninguém Vê, de Eliane Brum. | Foto: Reprodução.

A categoria das reportagens chegou apenas em 1993 e já premiou grandes obras do jornalismo brasileiro. Desde 2019, é o “Prêmio Jabuti Biografia, Documentário e Reportagem” e passou a englobar categorias que antes eram únicas. A Vida que Ninguém Vê, de Eliane Brum, Abusado, de Caco Barcellos, e Estação Carandiru, de Dráuzio Varella são alguns dos nomes já contemplados ao longo dos anos. Em 2020, em sua 62ª edição, o vencedor foi Laurentino Gomes com Escravidão, Vol. I – do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares.

Além destes, existem muitos outros prêmios de jornalismo, há também aqueles que não possuem tanta visibilidade ainda. Por conta disso, os jornalistas Gustavo Panacioni, Katia Brembatti e Ana Krüger fundaram o site Prêmios de Jornalismo, que visa auxiliar profissionais e estudantes da área a encontrar informações sobre tais premiações em um só lugar. Acesse o site, fique por dentro dos prêmios e quem sabe você até não se encaixe em um deles!

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Por Karina Almeida – Fala! Cásper

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