Janis Joplin: 50 anos de morte da mulher que revolucionou a música
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Janis Joplin: 50 anos de morte da mulher que revolucionou a música

Janis Joplin: 50 anos de morte da mulher que revolucionou a música

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Janis Lyn Joplin, a maior estrela do rock dos anos 60 e a maior cantora de blues e soul de sua geração. Além de Rainha do Rock and Roll”, como era considerada, era também compositora e multi-instrumentista.

Janis mudou o cenário feminino em meio à música daquela época e, principalmente, por fazer mulheres repensarem seu papel na sociedade. Mas antes de mostrar esse lado feminista, uma breve história sobre sua carreira.

janis joplin
Janis Joplin. | Foto: Pinterest.

Ao contrário do que muitos pensam, Janis nunca foi cantora solo; muito pelo ao contrário, ela odiava o fato de se sentir sozinha, então sempre teve banda. Sua primeira banda foi a Big Brother and the Holding Company.

Na época, Janis havia reencontrado um velho amigo, Chet Helms, que foi visitá-la em sua cidade natal, Texas. Ele havia se tornado alguém importante na California e prometeu a Janis o que ela mais queria: fama e fortuna, trabalhando no que ama.

Assim, chegando na California tudo começou a mudar rapidamente e positivamente na carreira de Joplin, até porque, na época, o rock já era febre na cidade. 

banda de janis joplin
Big Brother and the Holding Company Big Brother and the Holding Company. | Foto: Pinterest.

Sam Andrew (guitarra base), James Gurley (guitarra rítmica), Peter Albin (baixo), David Getz (baterista) e Janis Joplin (cantora). Essa era a formação da banda que fez sucesso por mais ou menos 2 anos.

Porém, com o tempo, a banda ficou muito conhecida, mas mais conhecida que a banda era Janis Joplin. Em umas das cartas que ela costumava enviar a seus pais, ela escreveu: “Querida família, muitos problemas na banda. A maioria gira em torno do fato de que acho que sou incrível”.

Desde que entrou, o líder da banda era James, o baixista. Eles tiveram uma reação complicada com toda fama girando em volta de Joplin e, assim, ela deixa a banda e forma algo por sua própria conta. Sam Andrew, o guitarrista base da Big Brother, foi convidado e, assim, ele foi. Na época, algumas matérias diziam que sua banda nova era um “lixo”. Mesmo não sabendo liderar uma banda, ela seguia sem desistir.

Janis Joplin nunca se viu como uma futura professora, que é o que seus pais imaginavam para seu futuro. Ela cantava desde os 17 anos e se tinha algo que era verdadeiro dentro dela era a música. Em uma de suas entrevistas ela diz o porquê canta.

Consigo experimentar diversos sentimentos. É realmente divertido sentir todo tipo de coisas. Que você dificilmente viverá indo a festas o ano todo…

Explica Joplin

Um símbolo do Feminismo

Como toda mulher, o que não deveria, Janis passou a se olhar mais a partir da adolescência e percebeu que não era igual as mulheres das capas de revistas, e nem como as garotas de sua escola. Ela travou uma batalha consigo mesma, por um bom tempo, pois ela queria ser magra e ter feições iguais às garotas que ela admirava.

Seu irmão mais velho, Michael Joplin, disse que Janis foi a primeira a descobrir que, se ela causasse problemas, era notada. Ela desejava ser diferente e tentava buscar sempre isso.

50 anos da morte de janis joplin
Janis Joplin na infância e na adolescência. | Foto: Pinterest.

Os problemas com sua aparência se derivaram também ao fato de ter sofrido bullying nos últimos 3 anos do ensino médio. Tudo isso impactou em seu “estilo”. Quando ela passou a se vestir de maneira diferente, se mostrar talvez um pouco sexy, já que usava saia mais curtas e a ter um corte de cabelo curto, o qual sua irmã dizia que parecia um Beatinic.

Joplin ultrapassou totalmente os limites do que é ser uma mulher de sua época. Mulheres deveriam ser recatadas, e não deveriam xingar e nem ter conhecimentos sobre relações sexuais, isso era apenas após o casamento.

Na sua vinda ao Brasil, ela ficou totalmente nua na praia de Ipanema. Ela era o estilo de garota má, arrumava brigas em bares com seus amigos e não tinha medo, pelo que parecia, sempre pareceu muito durona, como se nada a machucasse. 

A briga com ela mesma de busca de identidade ainda pareceu evidente por mais tempo, sempre se vestiu de modo “exagerado”, mas deixando sua marca. 

Em São Francisco, ela poderia ser ela mesma, as coisas por lá estavam mudando rapidamente em 1963. E, na época, brancos e negros se juntavam em manifestações em prol de igualdade social e mulheres para direitos civis. 

Janis foi questionada sobre sua canção Move Over e ela respondeu que era sobre os homens.

Sabe aquelas carroças de mula e tem uma longa vara com uma cenoura pendurada, e eles colocam isso para a mula correr o dia todo?

Nessa parábola, a mulher é a mula. E o homem é o que está sentado na carroça segurando a vara com uma cenoura. Inclusive, sobre os homens, ela deixava claro que eles sempre mostraram algo a mais do que realmente estão dispostos a dar. 

Janis Joplin não era só uma mãe do Rock’n’roll que cantava e tocava muitos instrumentos. Ela foi um ícone feminino no folk e no blues, em uma época que era dominado por homens.

Era uma inspiração, na qual tantas e outras mulheres viram uma brecha para seguirem seus próprios passos sem que ninguém as dissessem o que fazer e quando fazer, como se vestir e como se portar. O cenário feminino na música mudou a partir daí, mais mulheres se encorajavam e o mundo do folk, do blues e de outros estilos começou a abrir as portas às mulheres. 

Morte de Janis Joplin

Janis Joplin faleceu em 4 de outubro de 1970, por overdose de heroína, aos 27 anos. 

Em uma entrevista, o ex-Beatle John Lennon disse que conheceu Janis através de um presente de Yoko Ono em seu aniversário. Ela tinha dado a fita pedindo para que ele escutasse. Ele recebeu a fita após a morte dela. A fita era Janis cantando “Parabéns para você”. 

Eu acho que a pergunta a ser feita é: por que as pessoas usam drogas de qualquer tipo, seja, álcool, aspirina ou drogas pesadas? Há algo de errado na sociedade que nos pressiona tanto, que não conseguimos viver nela sem nos defendermos dela.

Disse John Lennon

Em 2016, foi publicado um documentário dividido entre, família, amigos, drogas e entre outras aventuras e conturbações que Joplin vivenciou. 

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Por Bianca Rocha – Fala! FMU

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